Crítica: Close (2019) - Original Netflix - Cinem(ação)
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Crítica: Close (2019) – Original Netflix

Close é um thriller de ação pra lá de genérico. Pega diversos clichês que já vimos várias vezes e os requenta em uma trama sem sal. O plot é extremamente simples – e aqui como sinônimo de simplório: Sam (Noomi Rapace) é uma guarda-costas excelente. Ela é contratada para cuidar da jovem Sarah (Olivia Jewson), uma herdeira de uma mineradora no Marrocos, onde o filme se passa.

Na primeira cena já temos uma cena bastante batida. E o fato dos movimentos serem antecipáveis já tira qualquer intensidade. Já vemos o quão bad ass Sam é, o que já deixa deixa um gostinho de clichê. Quando sabemos que ela tem um passado nebuloso e fala pouco aí Close se lambuza de todos os lugares-comum.

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A trama se desenvolve com intrigas óbvias. Se viu um par de filmes do gênero vai matar o que acontece. O longa tenta te levar explicitamente para um lado, para poder dar uma reviravolta. Sem contar alguns diálogos bobos e com a finalidade de expressar sentimentos e movimentos que já estamos vendo.

As cenas de ação sofrem com o orçamento modesto. Mas mais do que uma pobreza visual, há uma pobreza criativa. Ou acontecem de modo brusco ou não tem valor estético ou emocional. Seja escapando no último minuto, seja arranjando saídas que saltam aos olhos “elas vão fazer x”, dá dois segundos e fazem… A Diretora e Co-Roteirista Vicky Jewson se mostra burocrática na condução do todo.

A química entre as atrizes é o que salva de um desastre completo. A jovem
Olivia Jewson consegue ter alguns bons momentos sem soar exagerada quando precisa elevar o tom. Noomi Rapace(Lisbeth Salander, de Os Homens que Não Amavam as Mulheres) dá segurança e tira leite de pedra diante da nulidade do roteiro.

Infelizmente Close é mais uma bola fora da Netflix este ano, que tem acumulado uma série de filmes originais fracos.

Confira a nossa crítica de outros originais Netflix lançados este ano:

O islandês Inspire, Expire , o nigeriano Lionheart  , o sul-coerano Revenger e os americanos A Última Gargalhada e IO, além do germano-americano Polar. De excelente mesmo só o Velvet Buzzsaw

  • Nota Geral
1.5

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