Crítica: Vende-se Esta Casa (The Open House, 2018) – Original Netflix
Vende-se Esta Casa

Crítica: Vende-se Esta Casa (The Open House, 2018) – Original Netflix

Vende-se Esta Casa promete ser um dos piores originais Netflix do ano.

Ficha técnica: 
Direção e roteiro: Matt Angel, Suzanne Coote
Elenco: Dylan Minnette, Piercey Dalton, Sharif Atkins, Patricia Bethune
Nacionalidade e lançamento: EUA, 2018 (19 de janeiro na Netflix)

Vende-se Esta Casa

Segundo original Netflix a estrear em 2018 (o primeiro foi o carismático O Rei da Polca e o terceiro, lançado simultaneamente a este, a boa comédia Step Sisters)  e infelizmente já vemos uma bola fora do serviço de streaming. O thriller abusa de diversos clichês e entrega um obra capenga.

Que fique claro que esta crítica de modo algum quer desmerecer a Netflix inclusive a crítica dos outros dois longas originais lançados este ano foram positivas:

Confira aqui a crítica de O Rei da Polca

Confira aqui a crítica do Step Sisters

Escrito e dirigido pela dupla Matt Angel e Suzanne Coote, fica nítido que é o trabalho de estreia de ambos. A história segue um filho, Logan (Dylan Minnette, 13 Reasons Why), e uma mãe Naomi (Piercey Dalton, atriz de diversos curtas) que após uma tragédia na família vão morar de favor em uma casa que está para ser vendida.

A motivação é uma desculpa esfarrapada para eles irem para um local afastado, em meio a montanhas, cheio de gente esquisita e potenciais malucos – com um entra e sai quase constante da casa (que justifica o título original, The Open House). Ou seja, a mais pedestre trama do gênero.

Vende-se Esta Casa

Logan, atormentado por esse ambiente hostil, pelo trauma da morte do pai e principalmente por uma trilha sonora péssima    , acaba sendo os olhos do público. Se ele desconfia de algo, o filme quer que a gente desconfie também. Quando ele investiga um cômodo da casa, serve para conhecermos os terríveis perigos de um porão sem lâmpada (sim, mais uma vez o clichê…).

Diversos planos em Vende-se Esta Casa não levam a lugar algum, personagens que enchem a história só para o público ter de quem desconfiar… e aprofundamento zero compõe esse cenário mais tenebroso que qualquer porão… Pior do que não aprofundar é tentar aprofundar à toa.

Para que vemos o personagem praticando corrida? Por que a mãe quer ganhar na loteria para ser fotógrafa? Por que frisar o horário das visitas? Por que o cunhado é citado na trama? E por que aquele final? Não vou falar aqui, obviamente, mas quem viu deve ficar com a mesma pergunta. A palavra que define é: frustração.

Algumas atitudes dos personagens são tão questionáveis que chega a um ponto que você torce para eles se darem mal. É plenamente possível ter vítimas inteligentes, recomendável até, pois isso valoriza o trabalho do antagonista.

A construção do medo é totalmente calcada em jumpscares, alguns, tal qual um relógio quebrado, às vezes funcionam. A estratégia do filme é certeira: vamos de distrair com uma história desinteressante para de vez em quando te dar um sustinho e você achar que está morrendo de medo.

Vende-se Esta Casa te engaja para te enganar. É um cinema pobre. Não são truques que você gosta de cair, como em um Sexto Sentido ou A Chegada, são apenas atestado da falta de viço e inconsistência dos realizadores.

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