CRÍTICA: NÃO ME ABANDONE JAMAIS (NETFLIX)

CRÍTICA: NÃO ME ABANDONE JAMAIS (NETFLIX)

Não me abandone jamais flerta com a Ficção Científica, anda de mãos dadas com o Romance e entrega um Drama profundo com um roteiro simples e direto.

Ficha Técnica
Direção: Mark Romanek
Roteiro: Alex Garland
Elenco: Keira Knightley, Carey Mulligan, Andrew Garfield.
Censura: 12 anos
Nacionalidade: UK|USA 2010.

 

Kathy, Tommy e Ruth são crianças que vivem no internato Hailsham. Lá, estudam, alimentam-se muito bem, têm atividades artísticas, domésticas e vivem felizes até que uma professora fala, sem permissão, qual é o propósito de todos os estudantes ali: eles são na verdade clones criados para peças de reposição, doadores de órgãos.

Esse cenário de Ficção Científica é a base para acompanharmos o desenvolvimento das tramas pessoais de cada um dos três amigos. A palavra-chave do título, “abandone”, é a tônica do filme. Solidão, amizade, propósito e livre arbítrio compõem a linha narrativa.

Aliás, se você se interessa pelo gênero, clique aqui para ver um Guia da Ficção Científica, com Linha do tempo das principais obras literárias, adaptações para o Cinema e dicas de leitura.

Não me abandone jamais é adaptado do romance homônimo de Kazuo Ishiguro, último ganhador do Prêmio Nobel de Literatura.

Embora Kathy seja a personagem que nos conduz na narrativa, o protagonismo é dado pelo sentido de existência, verdadeiro tema dessa ficção, menos científica e com tentativas existencialistas. Mas faltaram diálogos mais fortes, frases marcantes e reflexões provocativas.

 

 

 

A direção de Mark Romanek nos apresenta uma montagem direta e dinâmica. Não há enrolação para contar a história. O foco nas expressões faciais das personagens alterna de modo coerente com planos abertos, metáfora para a pequenez dos protagonistas diante imensidão do mundo que os criou apenas para doação de órgãos.

A fotografia nos faz passear por belas paisagens: natureza amena e casas rústicas num cenário quase idílico, não fosse pelo drama iminente que ronda a todos. A utopia de uns é mesmo a distopia de outros…Em Não me abandone jamais isso fica bem evidente.

A personagem Ruth é sem dúvida a mais viva, intrigante e complexa do roteiro. Méritos da boa atuação da atriz Keira Knightley, que entrega muito drama, vigor e convence o espectador, ainda que com antagonismo narrativo.

 

 

Caso você se interesse pelo estudo dos personagens, pode clicar aqui para ler sobre os tipos de protagonistas na Literatura e no Cinema.

Já que é uma obra adaptada de livro, não deixe de ver aqui as 3 formas que os roteiristas usam para transpor uma obra da Literatura para as telonas.

 

 

  • Nota Geral
4

Resumo

Não me abandone jamais flerta com a Ficção Científica, anda de mãos dadas com o Romance e entrega um Drama profundo com um roteiro simples e direto.

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