Crítica: Ibiza: Tudo Pelo DJ (2018) – Original Netflix
Ibiza: Tudo pelo DJ

Crítica: Ibiza: Tudo Pelo DJ (2018) – Original Netflix

Ibiza: Tudo Pelo DJ se propõe a ser uma dessas comédias de viagem entre amigas

 

Ficha técnica:

Direção: Alex Richanbach
Roteiro: Lauryn Kahn
Elenco:  Gillian Jacobs, Phoebe Robinson, Vanessa Bayer, Michaela Watkins, Richard Madden

Nacionalidade e lançamento: EUA, 2018 (25 de maio de 2018 na Netflix)

Sinopse: Harper trabalha como Relações Públicas em Nova York e ganha a oportunidade de ir para a Espanha fechar um negócio para sua chefe. Mas ela decide levar suas amigas e acaba vivendo uma aventura, especialmente após se apaixonar por um DJ.

-Vocês não vão!

– Sim!

– Não!

– Sim!

São alguns diálogos como este que demonstram a fraqueza do roteiro de ” Ibiza: Tudo Pelo DJ”, filme original Netflix lançado recentemente na plataforma. A trama conta a história de Harper, protagonista que possui a profundidade de um pires e ganha a oportunidade de ir a Barcelona em uma viagem de negócios. Mas as amigas Leah e Nikki decidem ir junto e viver muitas aventuras regadas a álcool, drogas e… música eletrônica!

Você já viu esse filme antes: um pouco de “Eurotrip”, mas sem o nonsense; uma pitada de “Vicky Cristina Barcelona”, mas sem qualquer sutileza; e ideias de qualquer comédia que tenha melhores amigas viajando em uma jornada ‘aluci-crazy’.

Tem muita coisa errada em “Ibiza: Tudo Pelo DJ”. A começar pelas piadas ruins e sem qualquer timing (como uma que envolve luz negra e um quarto de hotel, ou uma das personagens drogada em uma academia), o longa nos premia também com cenas incrivelmente inúteis e que foram criadas claramente para preencher espaços. Situações que envolvem uma mulher com uma faca, a participação especial de um ator de Sense8 e um taxista maluco parecem ter saído de uma produção surrealista.

É curioso notar o esforço dos realizadores em passar a ideia de uma viagem maluca e divertida por parte das amigas que fazem a jornada: as canções diegéticas que surgem durante o longa passam por Pabllo Vittar e Luis Fonsi, mas o fiapo de trama não colabora e apenas nos joga situações que tentam ser engraçadas mas falham miseravelmente.

Por falar em fiapo de trama, é contraditório que o longa cite o feminismo em seu epílogo após ter contado uma história com viés machista, já que a protagonista larga tudo e arrisca sua carreira por um DJ bonitão que acabou de conhecer.

E o resultado final não deixa de ser, no mínimo, curioso: quando está todo mundo se divertindo na balada, as brincadeiras dos atores pareceram genuínas – e ao menos os atores britânicos que surgem na história parecem ter boa química com as atrizes. De fato, os personagens certamente se divertem muito ao longo do filme, tal qual os atores que os interpretam. É uma pena que o mesmo não ocorra com o espectador.

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