Trash Freak #7: A vida de Brian, a polêmica paródia cristã do Monty Python - Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema

Trash Freak #7: A vida de Brian, a polêmica paródia cristã do Monty Python

Você já ouviu falar no grupo britânico de comédia Monty Phyton? Pode ser que esse nome especificamente não lhe traga nenhuma lembrança, mas vamos citar alguns programas famosos declaradamente influenciados por essa fantástica trupe: Saturday Night Live, Os Simpsons, Family Guy, South Park. Aqui no Brasil: Casseta e Planeta, Os Melhores do Mundo, Porta dos Fundos. O legado do grupo para a televisão foi tão grande que alguns críticos falam que Monty Phyton está para comédia televisiva assim como os Beatles e os Stones estão para o Rock.

Monty Phiton Atualmente Sim, essa comparação não é nenhum exagero. O grupo é considerado o pai da comédia moderna. Entra as várias contribuições, O Monty Phyton foi responsável por popularizar em meios audiovisuais de massa as esquetes (as peças cômicas de curta duração oriundas do teatro) e as colagens em Stop Motion. Fundado na Inglaterra no final dos anos de 1960, o Monty Python ficou famoso com a série “Flying Circus”, transmitida pela rede britânica BBC entre 1969 e 1974. Seu humor tem como características principais uma dose cavalar nonsense de anarquia e muita crítica social e sátiras políticas aliadas a paródias.

Com algumas incursões no cinema, o grupo levantou polêmica no mundo todo em 1979 por satirizar o Judaismo e o Cristianismo na produção “A vida de Brian”. Na linha tênue entre o ofensivo, o insano, o besteirol e o genial, o filme, através de uma coletânea de esquetes, narra a história de Brian um judeu que coincidentemente nasceu no mesmo dia que Jesus num estábulo vizinho em Belém.

A Vida De Brian capa

Aos trinta e três anos, Brian descobre que é filho bastardo de um centurião romano e entra para uma “organização terrorista judaica” que planeja libertar Israel da influência nefasta do “imperialismo cultural” romano. Essa organização planeja sequestrar a mulher de Pôncio Pilatos invadindo seu quarto através dos esgotos do palácio. É claro que esse plano não dá certo, mas o porquê desse plano falhar só poderia sair da mente Pythoniana dos membros do grupo. (No Spoilers: vale a pena conferir, você dará boas risadas, viu)

A partir daí, Brian é perseguido pelo exército romano, mas tem sua vida mudada quando, num lance de sorte, acaba sendo considerado por alguns fanáticos como o Messias Judeu. Ele rejeita a ideia divulgando, então sua principal mensagem filosófica: não precisamos de gurus, nem de modelos para seguir, pois cada homem é um individuo com necessidades e formas de pensar únicas. Brian é capturado e condenado a crucificação no dia da páscoa judaica. Renegado por sua Mãe e abandonado por seus seguidores, Brian enquanto agoniza é parabenizado pela organização em que fazia parte por virar mártir da causa judaica.

A vida de Brian

História bem freak, não? Mas por trás dela existe uma crítica muito inteligente não só a religião, mas ao fanatismo de toda ideologia em si. Uma verdadeira parábola anarquista com personagens totalmente inusitados: uma mãe de um messias nem um pouco santa, um Pôncio Pilatos com Dislalia (Aquele distúrbio de fala do Cebolinha) e um líder terrorista judeu feminista que sonha em ser mulher são um tempero muito especial de um filme impagável.

Além da crítica, a parte de comédia, de uma forma geral, é muito competente. As esquetes são surreais e dá pra ver que muita coisa deles foram “kibadas” na cara-de-pau por outros humoristas. A produção é muito bem-feita do ponto de vista técnico, com cenários e figurinos muito bem trabalhados e que em nada ficam devendo para um filme épico mediano desse período.

Apesar de ser um filme com mais de 35 anos, A Vida de Brian é uma Paródia atual e daquelas obras cinematográficas inesquecíveis. Você que curte cinema e não conhece o filme precisa dar uma conferida, hein!

Curiosidades

O Filme foi Produzido e financiado pelo Beatle George Harrison declaradamente fã do pessoal do Monty Phyton e que no final dos 70 montou sua própria produtora a  Handmade Films.

A Versão Brasileira foi brilhantemente dublada pelos dubladores da série Chaves. O que dá um toque de saudosismo a nós brasileiros. A versão em português da música Always Look On The Bright Side of Life que encerra a película é cantada por Marcelo Gastaldi, o dublador do Chaves. Acompanhe como ficou o trabalho.

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