Crítica: Hércules

Hércules

por Rodrigo Stucchi

Qual é a diferença entre o mito e a realidade? Existe diferença? Talvez seja apenas uma questão de fé. Ou seria de destino? Analisando os fatos, cheguei a duas conclusões: a primeira é que o cinema tem transformado, sem medo de ser feliz, histórias antes indiscutivelmente sérias em entretenimento de ponta, dotado de efeitos especiais, ação e, principalmente, com muito divertimento! O lado ruim é que, pelo menos a meu ver, parece que a intensão de mesclar papo sério com diversão é mais importante que contar uma boa história, formular um belo enredo e caprichar nas falas dos seus personagens. Uma pena. Pensando melhor, porém, se nem o próprio filme se leva a sério, por que eu deveria? Resumindo: se você está procurando um bom filme épico de guerra mitológica, está no lugar certo! Mas não me leve tão a sério e CUIDADO com os SPOILERS.

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Eu já escrevi sobre grandes Batalhas Medievais e Batalhas Mitológicas. E é claro que em Hércules temos a oportunidade de ver mais algumas. O enredo é bem simples: Filho de Zeus, o semi-deus Hércules (Dwayne Johnson) sofre há 400 anos por ter perdido toda a sua família. Após realizar os doze trabalhos, ele conhece seis homens sanguinários e impiedosos. O grupo assim formado busca novas tarefas e qualquer trabalho que puderem ser remunerados com ouro. O grupo ajuda a aumentar a fama de Hércules, até que o rei da Trácia o convida para treinar o seu exército, na intenção de salvar seu reino da ameaça de terríveis centauros.

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Infelizmente, a narrativa não foi bem desenvolvida. Os diálogos são extremamente óbvios e parece que foi tirado de livros de autoajuda, onde várias “morais da história” são empurradas goela abaixo insistentemente, em vez de se basear no mito de Hércules. Ao deturpar a verdadeira história, o filme passa a tentar se aproximar da realidade ao explicar que os verdadeiros mitos não são nada além de estórias exageradas, onde sempre tem alguém aumentando os fatos, que nunca existiram.

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O papel de “contador de histórias” coube ao sobrinho de Hércules, Iolau (Reece Ritchie), que usava seu dom da palavra para fazer discursos e convencer as pessoas das lendas sobre o protagonista. Tydeus (Aksel Hennie) vive o braço direito de Hércules, um guerreiro que luta com dois machados e é tão ensandecido que precisa ser acorrentado à noite, quando dorme. Anfiarau (Ian McShane) é o personagem mais divertido! Faz o papel de um profeta guerreiro, que aconselha Hércules antes de cada batalha, prevendo sempre se esta seria a hora certa para morrer. Já Autólico (Rufus Sewell) é o mais mercenário de todos. Por último, mas obviamente não menos importante, Atalanta (Ingrid Bolso Berdal) é a protetora de Hércules. Única mulher do grupo, é uma rainha amazona habilidosa, que luta corpo a corpo como poucos, mas possui o arco e flecha como sua arma fatal.

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O ponto alto da história acontece quando nos deparamos com uma reviravolta na trama. Aparentemente no caminho certo, vivendo seu último e altamente lucrativo trabalho, a lenda de Hércules é finalmente colocada a prova. Nesse momento, o personagem é finalmente convocado a mostrar-se apenas como um grande guerreiro ou um legítimo semi-deus a altura de sua lenda! É quando ele começa a questionar seus propósitos e entender que para conseguir a paz que tanto desejava e cumprir sua missão, seu caminho precisava mudar.

Na minha opinião, o que está mais a altura do mito Hércules é a ação e a diversão do filme. Isso é garantido! Está longe de ser um longa 5 estrelas, mas quem disse que é necessário ter 5 estrelas para ser bom e proporcionar momentos de entretenimento de qualidade e divertimento? E se você gosta de histórias inspiradas na mitologia grega, não pode perder justamente a do todo poderoso Hércules.

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