Crítica: Sobrenatural: Agora Entre Nós
Sobrenatural: Agora Entre Nós – Insidious: Out of the Further (2026)
Direção: Jacob Chase
Roteiro: Jacob Chase
Elenco: Amelia Eve, Jason Perea, Maisie Richardson-Sellers, Lin Shaye, Island Austin, Sam Spruell, Laura Gordon
Sinopse: Gemma, uma jovem mãe criando sua filha na casa onde cresceu, descobre que é capaz de viajar para The Further, onde possui a habilidade de trazer o que vive lá de volta para o mundo dos vivos.
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Se eu ganhasse uma moeda por cada franquia envolvendo assombrações que James Wan começou com Patrick Wilson no início dos anos 2010, eu teria duas moedas. Não é muito, mas é engraçado ter acontecido duas vezes. Depois, Wan deixaria de lado a direção das muitas sequências e spin-offs de Invocação do Mal e Sobrenatural, mas os nomes de ambas perduraram. E aqui estamos com o sexto filme de Sobrenatural, que recebeu o subtítulo Agora Entre Nós, e está em cartaz nos cinemas sob a direção de Jacob Chase.
Muito inspirado em Poltergeist, o primeiro Sobrenatural acompanhou a família Lambert, que descobre a existência de uma dimensão chamada The Further, fora do nosso mundo, onde o garoto Dalton está preso. Os Lamberts voltariam em algumas sequências, mas a presença mais marcante do longa era a da médium Elise, vivida pela veterana Lin Shaye, que [SPOILER!] morre no final, mas dá um jeito de aparecer em todos os filmes que vieram depois.

Agora Entre Nós é um recomeço para Sobrenatural. Deixamos os Lamberts para trás e passamos a acompanhar Gemma Hall, uma jovem dentista e mãe de Maya, que vive na casa onde cresceu com sua mãe, uma pessoa com dependência química que negligenciava a filha. Mas Gemma passa por algumas experiências que a fazem entender que a questão com sua mãe não era coisa desse mundo e que ela sofre do mesmo mal. Com a ajuda de Elise, claro, ela descobre que é uma “mensageira”, alguém que pode trazer coisas e pessoas de volta do The Further, e os mortos, liderados por um antigo líder de uma seita, desejam voltar a experimentar a vida.
O que mais me diverte em Sobrenatural são os sustos. Uma das marcas da franquia, nunca trazem algo lá muito novo, mas costumam ser eficientes e até bem construídos dentro da proposta dos filmes. Mas nem isso salva um roteiro capenga. Agora Entre Nós seria uma boa oportunidade de apresentar Sobrenatural para que não acompanhou a franquia, mas é um filme que se explica tanto em diálogos muito expositivos, que nem o público novato vai se sentir respeitado. Rola até uma cena em que uma personagem explica um plano usando laranjas, tal qual faziam os personagens de Stranger Things.
É interessante quando franquias consolidadas trazem diretores diferentes a cada filme, vide Evil Dead, que sempre apresenta algo interessante sem perder a essência. Com Sobrenatural, o sangue novo não parece ter oportunidade de trazer novidades, prendendo-se a histórias bem previsíveis e que se alongam demais sem apresentar substância, limitando-se à enrolação e à tentativa de chocar, mas com cenas limpinhas demais para causar algum impacto.
Sobrenatural: Agora Entre Nós pode acabar se tornando um filme conforto pra quem gosta da franquia, mas, se a vontade era ver algo inovador, não vai ser dessa vez…
Nota: 2,5 /5