O Mandaloriano e Grogu é a temporada 3.5 da série
Depois de sete anos sem filmes da franquia Star Wars nos cinemas, o último foi o bizarro A ASCENSÃO SKYWALKER, estreou nos cinemas brasileiros no dia 21/05 o filme “O Mandaloriano e Grogu”.
O filme traz para as telas grandes os dois personagens principais da primeira série live-action da franquia que teve início na Disney+, “O Mandaloriano” em 2019. O show foi criado pelo ator e diretor John Favreu, um dos maiores conhecedores da franquia Guerra nas Estrelas (entreguei a idade agora) e que tem em seu currículo a direção de diversos filmes muito queridos e prestigiados pelo público como os dois primeiros filmes do Homem de Ferro (2008), onde ele também interpretou o personagem Happy Hogan, “Mogli: o Menino Lobo”, “O Rei Leão”, todas essas obras citadas estão de baixo do guarda-chuva da gigante Disney.

Assim como uma direção basicamente protocolar (o diretor sabe exatamente o que os chefões da empresa esperam, sem tentar inventar a roda e sem inovar em basicamente nada), ele traz neste novo filme uma história bem básica, e muito simples, que não traz QUASE nada de mudança ou evoluções nos personagens principais, indo de um ponto A ao ponto B e só.
Um dos grandes parceiros de John Favreau é Dave Filoni, talvez o segundo maior criador de conteúdos de Star Wars depois do próprio George Lucas. Hoje Dave Filoni é presidente e diretor criativo da LucasFilm e começou sua carreira na franquia com a excelente animação The Clone Wars e depois Rebels, animações que juntas tem mais de 10 temporadas e 100 episódios e que nelas nasceu muitos conceitos e personagens que são importantes para a série e o filme do Mandaloriano.
Ao assistir o filme a minha impressão é que eu estava assistindo um arco de 3 ou 4 episódios da série na tela grande, quase como um especial de fim de ano. Ele poderia muito bem ter sido lançado na própria plataforma da Disney, como uma continuação da série. Aliás, essa fórmula de arcos de histórias divididos em 3 ou 4 episódios era prática muito comum na própria animação Clone Wars.

Não tem problema nenhum um filme ser simples, apenas uma diversão escapista. Porém, o que me chama a atenção é por que lançar esse filme nos cinemas, isso me lembrou da primeira (e única) animação de Star Wars nos cinemas Clone Wars, que nada mais nada menos eram os primeiros episódios da série juntos.
Para quem é muito fã dos personagens, a ida ao cinema pode valer sim a pena, mas para quem quer economizar para outros blockbusters que chegam agora entre junho/julho (verão americano) pode esperar sem medo.