Filmes para ficar ligado na 44ª Mostra de São Paulo - Cinem(ação): Filmes, podcasts e críticas

Filmes para ficar ligado na 44ª Mostra de São Paulo

Vai começar o evento mais esperado pelos cinéfilos: a 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Mesmo com todas as dificuldades, que nós já estamos cansados de saber, um dos maiores eventos cinematográficos do Brasil vai ser realizado entre os dias 22 de outubro e 4 de novembro, por meios digitais.

Ao todo são 198 títulos, vindos de 71 países e que, serão apresentados nas seções Perspectiva Internacional, Competição Novos Diretores, Mostra Brasil e Apresentação Especial.

E diante de tantas produções é difícil escolher o que assistir. Por isso decidi preparar uma lista com alguns filmes da Mostra para ficar atento e não perder! E claro, se você quer saber mais detalhes sobre a Mostra, temos um artigo aqui no Cinem(ação) com todas as informações. No texto feito pelo Daniel ele já citou alguns títulos como Nova Ordem, o qual abrirá a Mostra no dia 22, além de Não Há Mal Algum, Coronation e Vivos. Portanto, esses filmes ficarão de fora desta lista, mas devem estar na sua!

CONFIRA OS DESTAQUES:

Casa de Antiguidades

Começamos com um dos filmes nacionais mais aguardados deste ano. Casa de Antiguidades foi o único filme brasileiro a integrar a seleção oficial do Festival de Cannes e que, foi exibido nos festivais de San Sebastián e de Toronto. O longa dirigido por João Paulo Miranda Maria tem sido muito elogiado mundo a fora, chegando a ser considerado um forte candidato pela vaga na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar 2021.

Sinopse: Ambientado no Brasil atual, o filme retrata Cristovam (Antonio Pitanga), um homem negro do norte rural, que se muda para uma antiga colônia austríaca, no sul do país, para trabalhar em uma fábrica de leite. Diante de conservadores xenófobos, ele se sente isolado e alienado do mundo branco. Cristovam descobre uma casa abandonada, cheia de objetos e recordações que o lembram de suas origens. Ele se instala ali, reconectando-se com suas raízes. Como se esta casa de memória estivesse viva, mais objetos começam a aparecer. Lentamente, Cristovam passa por uma metamorfose.

Araña

Essa dica é para quem gosta de longas latino-americanos. Dirigido pelo chileno Andrés Wood, o filme Aranã é uma coprodução entre Chile, Argentina e Brasil, e foi exibido nos festivais de San Sebastián e Toronto.

Sinopse: Na década de 1970, Inés, Justo, e Gerardo pertenciam a um violento grupo nacionalista que pretendia derrubar o governo de Salvador Allende. Em meio ao fervor desse conflito, eles se envolvem em um apaixonado triângulo amoroso e cometem um crime político que os separa para sempre. Quarenta anos depois, Gerardo surge inspirado não apenas pela vingança, mas também pela obsessão de reviver a causa nacionalista. Quando ele é preso por assassinato e a polícia descobre um arsenal em sua casa, o caso inevitavelmente passa envolver seus antigos aliados. Mas Inés, hoje uma influente empresária, fará de tudo para impedir que Gerardo revele o passado dela e de Justo, seu marido. 

Sibéria

Willem Dafoe está de volta! Se ano passado ele nos presenteou com uma ótima atuação em O Farol, este ano não deve ser diferente. O longa Sibéria, exibido no Festival de Berlim é dirigido pelo cineasta Abel Ferrara, o qual já trabalhou com Willem Dafoe outras duas vezes em Tommaso (2019) e Pasolini (2014), filmes que exploravam a intimidade e as aflições do homem de uma forma mais mítica e lúcida. E em Sibéria não será diferente.

Sinopse: Clint, um homem atormentado pelo passado, decide se isolar em uma casa nas montanhas. Nesse ambiente frio e hostil, ele vive sozinho e, em alguns raros momentos, interage com viajantes e nativos que não falam seu idioma e que visitam sua cafeteria. O isolamento, porém, não é o bastante para que Clint encontre paz. Certa noite, confrontando seus problemas, ele acaba embarcando em uma viagem interna por meio de sonhos, memórias e delírios.

Notturno

Esta produção Ítalo-franco-alemã se trata de um documentário dirigido por Gianfranco Rosi, indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2017 por Fogo no Mar. A produção venceu os prêmios Arca CinemaGiovani, Sorriso Diverso Venezia e Unicef do Festival de Veneza.

Sinopse: Filmado ao longo de três anos no Oriente Médio, nas fronteiras entre Iraque, Curdistão, Síria e Líbano, o documentário mostra a rotina por trás das contínuas guerras civis, ditaduras ferozes, invasões e interferências estrangeiras até o rastro de assassinatos deixado pelo Estado Islâmico. O filme conta histórias diversas às quais a narração confere uma unidade que vai além das divisões geográficas. Em todos os lugares e na consciência das pessoas há sinais de violência e destruição, mas em primeiro plano está a humanidade que desperta a cada dia.

Beans

O longa é o filme de estreia da jovem cineasta e escritora Tracey Deer. A produção fez sua estreia no Festival de Toronto onde venceu o prêmio Estrelas em Ascenção.

Sinopse: Baseado em eventos reais, o filme narra o impasse de 78 dias que ocorreu no Québec na década de 1990 entre duas comunidades Mohawk e as forças do governo. O impasse, citado na mídia como a Crise Oka, durou três meses e chamou a atenção de todo o país enquanto protestos ocorriam contra a expansão de um campo de golfe em uma floresta e num cemitério. No meio disso está Beans, uma garota Mohawk de 12 anos. Ela é uma brilhante e promissora estudante que tenta encontrar seu lugar na comunidade, mas enfrenta muitos desafios. Além das situações complexas tão características da adolescência, a menina descobre as dificuldades enfrentadas por usar sua voz para o ativismo e os impactos devastadores do racismo.

Kubrick por Kubrick

Mais um documentário para não perder. O título já diz tudo né?! Uma produção para homenagear o cinema de Stanley Kubrick. Por meio de Michel Ciment, crítico de cinema e especialista em Stanley Kubrick, o diretor Gregory Monro reuniu uma série de entrevistas feitas ao longo de 30 anos. O cineasta ainda teve acesso a arquivos cedidos pela família de Kubrick. O filme traça um retrato particular de um dos cineastas mais emblemáticos de todos os tempos.

Nossa Senhora do Nilo

Vasculhando os títulos da Mostra me deparei com este longa dirigido por Atiq Rahimi, cineasta e escritor afegão. O longa, Vencedor do Urso de Cristal da seção Geração 14plus do Festival de Berlim, é uma adaptação de Nossa Senhora do Nilo, da escritora tutsi Scholastique Mukasonga e trata sobre o genocídio ocorrido durante a guerra civil em Ruanda.

Sinopse: Ruanda, 1973. Nossa Senhora do Nilo é um conceituado colégio interno católico situado no alto de uma colina, onde garotas são preparadas para pertencer à elite ruandense. Com a proximidade da formatura, essas meninas, sejam elas hutu ou tutsi, compartilham o mesmo dormitório e dividem sonhos e preocupações. Mas em todo o país, assim como dentro da escola, antagonismos profundos ecoam, mudando a vida dessas jovens — e de toda a nação — para sempre. Imagens de um simbolismo profundo fazem alusão à violência genocida que em 1994 tomaria conta de todo o país.

Shirley

Para quem vem acompanhando os trabalhos de Elisabeth Moss sabe do seu grande potencial como atriz e de suas grandes atuações recentes como em: The Handmaid’s Tale e O Homem Invisível. Desde sua estreia no festival de Sundance, onde venceu o Prêmio Especial do Júri, Shirley vem recebendo bons elogios, em especial para atuação de Moss. Vale a pena colocar na lista.

Sinopse: Duas personalidades imponentes estão no centro deste drama atmosférico: a escritora de terror Shirley Jackson e seu marido, Stanley Hyman, crítico literário e professor universitário. Quando o estudante de graduação Fred Nemser e sua esposa grávida, Rose, vão morar com os Hymans no outono de 1964, eles se veem envoltos sob o encanto e o magnetismo dos brilhantes e pouco convencionais  anfitriões. Porém, a necessidade de Shirley de alimentar sua criatividade e escrita é uma força voraz que ameaça devorar o relacionamento do jovem casal.

Cidade Pássaro

Para fechar a lista trago mais uma produção brasileira. Se trata de Cidade Pássaro, dirigido pelo paulista Matias Mariani. O filme que foi exibido no Festival de Berlim aborda a questão dos refugiados em São Paulo.

Sinopse: Amadi é um músico na casa dos 30 anos que vive na Nigéria. Ele viaja ao Brasil para tentar encontrar o irmão, Ikenna, que trabalha como matemático em um instituto de tecnologia, em São Paulo. Ao chegar lá, porém, Amadi descobre que a instituição sequer existe. Seguindo pistas fracas, ele percebe que o irmão não é o profissional respeitado que aparentava ser. Em meio à sua busca, Amadi precisa escolher entre a fidelidade à sua família despedaçada e uma nova vida na capital paulista.

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