Crítica: Entre Facas e Segredos (Knives Out, 2019)
Entre Facas e Segredos

Crítica: Entre Facas e Segredos (Knives Out, 2019)

Eu fui para a sessão de Entre Facas e Segredos com uma única informação: que o longa era recheado com um elenco gigante cheio de nomes famosos de passado bem variado na indústria (de 007 a 13 Reasons Why). Como seria essa salada? E que história abraçaria um elenco tão numeroso e variado? As respostas não tardaram: uma trama à la Agatha Christie propiciou uma dinâmica divertidíssima que essa trupe toda. Os atores parecem ter gostado muito de gravar.

Não vou revelar muito da história para não estragar as surpresas, mas o mote de Entre Facas e Segredos é bem simples: há uma morte do patriarca da família Harlan Thrombey (Christopher Plummer), supostamente suicídio, mas um grupo de investigadores, em especial, Benoit Blanc (Daniel Craig, exagerado, intencionalmente e rendendo ótimos momentos) precisa interrogar a família e funcionários da casa para confirmar que não há um assassino entre eles.

O filme é leve, mas chamar de despretensioso é até uma ofensa, ele tem uma pretensão clara (homenagem), só não é pomposo. Tudo que ia além, traços marcados, que em outros filmes seria um erro, aqui funciona – lembrando da velha máxima que a ferramenta x ou y não é errada ou certo por si, mas o como ela é usada é que é a chave da questão. Por exemplo, A sacada estomacal é excelente.

Apesar dos elogios, o filme poderia ser mais curto, o arco da delegacia (sendo vago aqui para não dar spoiler) não sei se precisava ser tão longo ou existir. Agora o vai e vem condiz com a proposta e deixa as cenas com mais camadas.

O uso da casa – com passagens ocultas, andares diversos e outras artimanhas – proporciona o velho clichê, aqui bem usado, do gênero e tendo função narrativa.

Entre Facas e Segredos rendeu indicações ao Globo de Ouro: Daniel Craig como Melhor Ator e Ana de Armas como Melhor Atriz de Comédia ou Musical e o longa está na briga na categoria principal de Melhor Filme de Comédia ou Musical, mas acredito que sem chance de prêmios. Mas com um elenco tão numeroso, dificilmente ficaria de fora da festa….

O destaque final fica para o maestro disso tudo: o diretor Rian Johnson. A condução é feita com muita consciência. Lembrando que Rian dirigiu excelentes episódios de Breaking Bad (como Ozymandias e Fly), além do episódio VIII de Star Wars.

  • Nota Geral
3.5

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