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Webséries lésbicas que provavelmente o governo não quer que você assista

A diversidade de gênero está suspensa por um tempo da produção audiovisual brasileira. Mas tem muitas webséries para você assistir.

No último dia 15, Jair Bolsonaro transmitiu uma live em sua página do Facebook para falar sobre o edital da ANCINE e sobre a lista de títulos que ele conseguiu “abortar”. Assim, o governo federal suspendeu o edital com os filmes que tinham a categoria sexualidade e diversidade de gênero, cancelando os recursos de projetos que já estavam aprovados pela agência.

Sob a nova direção de Christian de Castro, o rumo do fomento da ANCINE ao audiovisual já mostra o direcionamento às produções que serão permitidas nos próximos anos sob o governo de Jair Bolsonaro.

Por isso, como diversos projetos de representatividade LGBT estão suspensos, montei essa minilista de webséries que provavelmente o governo federal não quer que você assista. Gostaria apenas de destacar que meu posicionamento contra ao veto do governo às produções da ANCINE é apenas meu e não de todos os autores do Cinem(ação).

SEPTO

Lançada em 2016, a websérie tem apenas 5 episódios de uma produção quase que impecável. Premiada pr seu elenco no Rio Web Fest, a série produzida do Rio Grande do Norte também foi escolhida como “Melhor Série Estrangeira”.

A série foi viabilizada por financiamento coletivo e teve um orçamento baixíssimo, de apenas 16 mil reais.

RED

Falei pela primeira vez de RED em junho de 2015, porém a websérie estreiou em 2014 e já está em sua quinta temporada.

A concepção de Germana Belo e Viv Schiller sempre se baseia no financiamento coletivo para continuar acontecendo, apesar de ter sido eleita como “Melhor Drama” pelo NYC Web Serie Fest em 2018 e acumular milhões de views.

Como a série só acontece via financiamento coletivo, vale sempre ficar ligado no canal da série e ajudar quando lançarem o da próxima temporada, até o momento sem anúncio, mas sempre na esperança da série continuar acontecendo.

A melhor amiga da noiva

Não se engane pelo nome, essa websérie nada mais é do que a Web Série LGBT  mais vista do Brasil. 

Com mais de 7 milhões de visualizações e uma primeira temporada baseada em uma Fanfic, a série que estreiou em 2017 ganhou com sua segunda temporada o Golden Ticket Out Web Fest de Los Angeles e a categoria de Incentivo à produção digital brasileira no Rio Web Fest de 2018.

Além dessas, é possível achar dezenas de webseries LGBT brasileiras. Vale a pena sempre ficar de olho, além de ajudar em financiamentos coletivos. Talvez o fomento dessas produções seja nossa peça de resistência contra ao veto infundado e completamente absurdo do governo.

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