CRÍTICA: CAPITÃ MARVEL (2019) ANÁLISE SEM SPOILER DO FILME

CRÍTICA: CAPITÃ MARVEL (2019)

Capitã Marvel ganha filme próprio após breve citação ao símbolo dela em “Vingadores: Guerra Infinita”. Agora, conhecemos a história de origem da personagem contada em meio a uma guerra entre os povos alienígenas Kree e os Skrull.

A origem dos poderes e a condição de Capitã nos são apresentadas em forma de flashbacks bem aproveitados pelo roteiro. Dinâmicos, precisos e esclarecedores até demais, eles situam o papel de cada personagem e dão velocidade à narrativa.

Aliás, tudo é muito acelerado. O ritmo do filme é intenso e o roteiro tem pressa em contar a história, deixando pouco espaço para aprofundamento de cada personagem relacionado à Capitã. Sabemos apenas superficialmente deles.

Brie Larson convence no papel. Ela tem carisma, olhares marcantes e torna crível o drama da Capitã, cujas informações sobre si mesma vai coletando junto ao espectador e assim compondo a própria história. Temos uma personagem inacabada, em formação.

(Se você se interessa por construção de personagens, clique aqui para ler nosso artigo sobre isso)

Os grandes problemas começam em relação ao plot do filme. O argumento que move a narrativa é simplório e sem grandes consequências. Falta à história um tom de ameaça significativo. Em nenhum momento há sensação de que os protagonistas correm perigo e não terão êxito com o objetivo.

Há um excesso de CGI (computação gráfica) nas dinâmicas de lutas deixando tudo muito superficial e artificializado. Além disso, a mixagem de som praticamente copia os ruídos de explosões, tiros e turbinas da franquia Star Wars.

O lado cômico poderia ser qualificado de “equilibrado” não fossem as toscas cenas do personagem Nick Fury (Samuel L. Jackson) com um gato. As interações entre eles começam divertidas e leves, mas o excesso beira ao ridículo.

Por outro lado, ponto positivo para a montagem de uma cena que mostra a característica inerente do ser-humano em compreender adversidades, levantar-se e seguir em frente superando-as. Um raro momento de emoção em todo o filme.

O design de produção promove a imersão e é interessante, desde a construção de naves, cidades, tecnologias ao uniforme da Capitã que, para quem gosta de fidelidade aos quadrinhos, cumpre bem o papel.

Com um elenco figurante qualificado (mas pouco aproveitado), Capitã Marvel é um filme sem grandes acontecimentos, sem tom nenhum de ameaça ou preocupação com o destino das personagens e certeza absoluta de êxito na missão.

Clique aqui para conhecer mais do filme do Hellboy!


E aqui para ler sobre esse personagem diferentão!

  • Nota geral
2

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