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CRÍTICA: VENOM (2018)

Venom não empolga na ação, não oferece suspense, medo ou qualquer camada dramática.

Ficha Técnica
Direção: Ruben Fleischer
Roteiro: Scott Rosenberg e Jeff Pinkner
Elenco:  Tom Hardy, Michelle Williams, Riz Ahmed
Censura: 13 anos.
Nacionalidade: EUA, 2018.

 

 

A Fundação Vida é uma empresa liderada por Carlton Drake (interpretado por Riz Ahmed), cujos interesses se ramificam desde pesquisas de combate ao câncer como exploração espacial. De volta do espaço, os astronautas trazem formas de vida para estudar.

Paralelo a esse arco, temos o repórter investigativo Eddie Brock (Tom Hardy) investigando a empresa à procura de um furo de reportagem para o canal em que ele trabalha.

O tom inicial do filme apresenta trilha sonora de suspense para conduzir o mistério sobre aquelas vidas alienígenas: do que elas são capazes? o que Eddie Brock descobrirá sobre a empresa? Aos poucos, a ação torna-se o eixo principal do roteiro e é então que os problemas surgem.

A direção de Venom é um desastre na condução das cenas de luta. Quando temos apenas o Venom em tela, é possível compreender os detalhes da coreografia e se empolgar com saltos, arremessos, socos e tiros.

 

 

Contudo, na presença de mais de um simbionte, a poluição visual toma conta e é intensificada pelo excesso de CGI (computação gráfica). É quase impossível distinguir os movimentos e, principalmente, quem é quem nos ataques. Além disso, há cortes excessivos que desorientam a percepção do expectador.

Devido à classificação etária do filme, não vemos as grandes cenas de mortes que eram de se esperar vindas de um alienígena canibal que precisa se alimentar. Não há sangue. Não há impacto. Não há sensação de medo ou preocupação com o antagonista.

Por outro lado, o design gráfico de Venom ficou bem feito. Nesse sentido, ponto positivo para os momentos em que o simbionte toma conta do corpo hospedeiro.

 

 

No que se refere às atuações, Tom Hardy tem uma cena de destaque num restaurante. No mais, ele e Michelle Williams (que interpreta Anne Weying) fizeram o básico. O mesmo se aplica ao líder da empresa, Carlton Drake.

O roteiro de Venom apresenta incoerência de motivações. Logo no início do longa, vemos Eddie Brock dizer claramente que não se importa com as pessoas ou fazer o bem e isso muda sem qualquer explicação. O problema é que essa alteração (sem qualquer argumento) é fundamental para o desenrolar da trama.

 

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Venom é um filme que não empolga na ação, não oferece suspense, medo ou qualquer camada de dramática.

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Até a próxima!

 

  • Nota Geral
2.6

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