Todos os Filmes Brasileiros Premiados no Festival de Sundance

Todos os Filmes Brasileiros Premiados no Festival de Sundance

Conheça todos os brasileiros premiados no Festival de Sundance

Festival de Sundance rolando, e o Cinem(ação) está fazendo uma cobertura completa do festival. Esse ano coontará com 3 produções brasileiras na mostra competitiva: Benzinho (Gustavo Pizzi), Ferrugem (Aly Muritiba) e The Cleaners (Hans Block, Moritz Riesewieck), esse último uma produção Brasil/Alemanha. Mas o Brasil é um velho conhecido de Sundance. Não é de hoje que o Brasil é destaque no Festival. Saiba agora quais foram os filmes brasileiros premiados no Festival de Sundance.

Central do Brasil

Ano do Prêmio: 1996

Prêmio Recebido: NHK Award (Walter Salles pelo roteiro)

Em 1996, um dos filmes mais amados do cinema nacional começava sua trajetória de sucesso. No Festival de Sundance de 1996, dois anos antes da estreia oficial do filme, Walter Salles foi premiado com o prêmio NHK Award. Esse Prêmio contempla roteiros de filmes ainda em produção, uma espécie de incentivo para o cineasta. Nessa ocasião, mesmo antes de seu lançamento, Central do Brasil, que completa 20 anos esse ano, recebeu seu primeiro prêmio. E dois anos depois a história de Dora e Josué voltava a Sundance. Em 1998 o filme foi exibido no Festival de Sundance e aplaudido de pé por vários minutos. Esse foi apenas o começo de uma história de sucesso. O filme conquistou o mundo todo, e especialmente todos os Brasileiros, que torceram pelo filme no Oscar 1999 como se fosse uma final da Copa do Mundo. Ou vai dizer que você não ficou com raiva de A Vida é Bela, Roberto Benigni e Gwyneth Paltow (dessa tenho raiva até hoje) por um bom tempo. E tudo começou onde? No Festival de Sundance 1996.

Amores Possíveis

Ano do Prêmio: 2001

Prêmio Recebido: Melhor Filme Latino Americano

Esse filme dirigido por Sandra Werneck fez história em Sundance. O filme foi o primeiro filme brasileiro exibido e premiado no Festival de Sundance. O filme é uma divertida comédia romântica que conta a história de Carlos (Murilo Benício) e Júlia (Carolina Ferraz). Um casal que combina de ir ao cinema, mas ela não aparece. A partir daí passamos a ver três possíveis desfechos para a história de amor do casal. Com trilha sonora de Chico Buarque e com um elenco estelar, que inclui Beth Goulart, Irene Ravache e Drica Moraes, o filme agradou bastante no Festival e levou o prêmio de Melhor Filme Latino Americano empatado com o drama mexicano Sem Deixar Pistas.

 

 

 

 

Maldito – O Estranho Mundo de José Mojica Marins

Ano do Prêmio: 2001

Prêmio Recebido: Prêmio Especial do Júri Latino Americano

Maldito – O Estranho Mundo de José Mojica Marins é um documentário dirigido por André Barcinski e Ivan Finotti que conta a história de José Mojica Marins, mundialmente conhecido como Zé do Caixão. Baseado no livro de mesmo nome, através de depoimentos do próprio Zé do Caixão, colaboradores de longa data, e trecho de seus filmes, o documentário traça um perfil desse que é um dos mais influentes cineastas do terror nacional. O documentário, é uma bela homenagem ao cineasta e faz jus a obra, vida e fama do cineasta. Que inclusive em 2001 teve seu filme, A Meia Noite Levarei Sua Alma exibido na sessão da Meia Noite do Festival de Sundance. Maldito levou o Prêmio Especial do Júri Latino Americano no Festival.

 

O Invasor

Ano do Prêmio: 2002

Prêmio Recebido: Melhor Filme Latino Americano

Baseado no livro de Marçal Aquino, O Invasor conta a história de três amigos: Etevão (George Freire), Ivan (Marco Ricca) e Gilberto (Alexandre Broges). Amigos do tempo de faculdade e sócios a 15 anos, um desentendimento faz com que eles entrem em choque. Ivan e Gilberto decidem contratar Anísio (Paulo Miklos) para matar Estevão. Estreia de Paulo Miklos e do rap Sabotagem nos cinemas, o filme foi realizado através do concurso “Programa Cinema Brasil”, para produções de baixo orçamento. O filme também participou no laboratório de roteiros Sundance / Rio Filme em 1999 e 3 anos depois foi premido no Festival com o Prêmio de Melhor Filme Latino Americano, repetindo o feito de Amores Possíveis no ano anterior.

Casa de Areia

Ano do Prêmio: 2004 e 2006

Prêmios Recebidos: NHK Award (Andrucha Waddington pelo roteiro) e Alfred P. Sloan

Escrito e dirigido por Andrucha Waddington, Casa de Areia trás dois grandes nomes do cinema nacional Fernanda Montenegro e Fernanda Torres. Elas vivem mãe e filha que são trazidas de Portugal pelo marido de Aurea (Torres) para o Brasil em busca de um sonho: viver nas terras prósperas que acabou de comprar. Mas uma sequencia de tragédias faz com que Aurea e sua mãe Maria (Montenegro) fiquem sozinhas no meio do deserto nordestino. Eles passam lidar com a instabilidade do local, onde a areia pode soterrar a qualquer momento a casa onde moram. Em 2004 o roteiro de Casa de Areia foi premiado em Sundance com o NHK Award, que premia roteiros de futuras produções. Dois anos depois o filme voltou ao festival e levou o prêmio Alfred P. Sloan, que premia filmes que se concentram em temas como a tecnologia e a ciência ou que tem um cientista, engenheiro ou matemático como personagem principal. Uma curiosidade sobre o filme é que esse é o primeiro trabalho de mãe e filha juntas no cinema e também o primeiro trabalho Fernanda Montenegro com seu genro, Andrucha Waddington, que é casado com Fernanda Torres. Um verdadeiro trabalho em família que agradou em Sundance duas vezes.

Lixo Extraordinário

Ano do Prêmio: 2010

Prêmio Recebido: Melhor Documentário Mundial Escolha do Público

Produção Brasil/Reino Unido, Lixo Extraordinário aborda o trabalho do artista plástico Vik Muniz com catadores de lixo no aterro do Jardim Gramacho, em Duque de Caxias – RJ. Juntos, Muniz e os catadores, transformam lixo em arte. Enquanto fazem suas obras de arte, suas vidas e visões do mundo são transformadas. E o documentário aborda justamente isso, essa transformação do lixo em arte e como resultado a transformação na vida das pessoas. Dirigido por Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley, o documentário teve uma boa recepção mundial. No Festival de Sundance em 2010, o filme levou o prêmio de Melhor Documentário na Escolha do Público. E foi só o começo, no Festival de Berlim o filme ganhou dois prêmios, além conseguir algo até então inédito para o Brasil: uma indicação ao Oscar de Melhor Documentário.

 

Para Minha Amada Morta

Ano do Prêmio: 2013

Prêmio Recebido: Global Filmmaking Award (Aly Muritiba pelo roteiro)

Em 2013 Aly Muritiba foi premiado em Sundance com o prêmio Global Filmmaking Award pelo roteiro do filme ainda em produção Para Minha Amada Morta, que na época ainda se chamava O Homem Que Matou Minha Amada Morta. Esse prêmio reconhece profissionais notáveis pelo mundo que estão em processo de desenvolvimento de novas obras. Para Minha Amada Morta, que tem no elenco Fernando Alves Pinto e Mayana Neiva, mostra a história de um policial que acabou de ficar viúvo. Para tentar superar o luto ele começa a rever vídeos de sua esposa. Em um desses vídeos ele descobre algo que o perturba, a partir daí ele começa a buscar a verdade sobre quem realmente era sua esposa. O filme, que foi lançado dois anos depois, não foi selecionado para o Festival de Sundance, mas é uma bela produção, e fez uma bela carreira no exterior.

 

Que Horas Ela Volta?

Ano do Prêmio: 2015

Prêmio Recebido: Prêmio Especial do Júri da Competição Mundial Melhor Atriz (Regina Casé e Camila Márdila)

Uma das mais importantes produções brasileiras dos últimos anos, o filme dirigido por Ana Mulayerte, começou sua carreira de sucesso em Sundance. A história da pernambucana Val (Regina Casé), que vai para São Paulo em busca de uma vida melhor para a filha, e de Jéssica (Camila Mardila), que vai atrás da mãe 13 anos depois para estudar, conquistou o Festival de Sundance. O filme foi muito bem recebido pelo júri, e Regina Casé e Camila Márdila chamaram tanta atenção, que dividiram o Prêmio Especial do Júri de Melhor Atriz. E depois disso foi só sucesso. O filme conquistou vários prêmios mundo a fora, incluindo dois prêmios no Festival de Berlim. Além disso, o filme foi muito bem recebido pelo público brasileiro. Ele levou 454.000 espectadores aos cinemas brasileiros e arrecadou R$ 6,2 milhões de reais em todo o mundo. Um feito considerável em se tratando de filme nacional.

Os Enforcados

Fernando Coimbra recebendo o Prêmio em Sundance

Ano do Prêmio: 2017

Prêmio Recebido: Global Filmmaking Award (Fernando Coimbra pelo roteiro)

Repetindo o feito de Aly Muritba 4 anos antes, no Festival de Sundance do ano passado Fernando Coimbra recebeu o prêmio Global Filmmaking Award pelo roteiro do filme Os Enforcados. Por enquanto não temos maiores informações sobre o filme, nem elenco, nem informações sobre a produção, nem quando será lançado. A única coisa que se sabe do filme é que se trata de uma comédia de humor negro sobre jogos de azar. Assim que tivermos maiores informações sobre o filme informamos a vocês. Mas já que o filme não tem previsão de estréia e nem temos informações sobre ele, fica aqui a minha dica para quem quer prestigiar o cinema de Fernando Coimbra: O Lobo Atrás da Porta. O filme de 2014 com Leandra Leal, Milhem Cortaz e Juliano Cazarré no elenco, é uma das melhores produções nacionais de gênero dos últimos anos, e foi premiado mundo afora. Vale apena conferir e conhecer um pouco do trabalho de Fernando Coimbra.

 

Então é isso! Esses foram os filmes brasileiros premiados no Festival de Sundance. Será que esse ano temos chances? Vamos aguardar e quem sabe depois do dia 28 tenhamos mais filmes para acrescentar a essa lista!

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