Crítica: O Estrangeiro (2017) – O Novo Filme do Jackie Chan
O Estrangeiro

Crítica: O Estrangeiro (2017) – O Novo Filme do Jackie Chan

O Estrangeiro diverte e traz o Jackie Chan de forma diferente.

Ficha técnica:
Direção: Martin Campbell
Roteiro: David Marconi
Elenco: Jackie Chan, Pierce Brosnan, Charlie Murphy,  Orla Brady
Nacionalidade e lançamento: Reino Unido, EUA, China, 2017 (11 de janeiro de 2018 no Brasil)

O Estrangeiro

O astro Jackie Chan tem algumas características marcantes: carisma genuíno, fisicalidade que afastava a necessidade de dublês e para os mais jovens um desenho animado muito divertido. Aqui, tirando a parte da animação, vemos tudo isso mais uma vez. O diferencial é que no primeiro ato temos um Jackie bem sério, quase irreconhecível.

Os últimos trabalhos dele não entregaram bons produtos. Fora de Rumo era um título muito sugestivo e LEGO Ninjago foi o único filme LEGO realmente ruim.

Com ares mais sisudos e o peso da idade sendo sentido narrativamente. Pois caso você tenha subestimado esse senhor de 63 anos, bem…. foi esse o erro que todos em O Estrangeiro cometeram. A trama de vingança toma ares quase absurdos quando Chan, aqui interpretando Quan Ngoc Minh (e normalmente colocamos a nome do personagem na frente, mas não sou louco de tirar essa primazia do tio Jackie), quer descobrir os nomes de terroristas que lhe causaram um mal irreparável: a morte da filha.

Todo o arco de Jackie Chan é bem delineado. Entendemos a motivação, a força e os caminhos. Enquanto ele está em tela o filme ganha muito. A presença dele é magnética e imprevisível. O mesmo não se pode afirmar dos outros personagens. A intrincada trama é até redonda, mas por vezes um pouco maçante.

Em meio a isso temos diversas intrigas, traições, arranjos políticos e personagens tentando defender interesses escusos. Quem é o vilão? Quem age honestamente? Fulano é quem diz ser? Sicrano não é mais quem era? Instiga, mas além de formulaico, cansa….

O Estrangeiro

Os capangas são amigos do roteirista. Estúpidos quando é necessário que Chan destrua 80 de uma vez, ou mais sagazes quando se trata de um menos genérico e com alguma função narrativa. Típico clichê do gênero. Funciona para o andamento da coisa, mas ainda assim incomoda.

O título de O Estrangeiro é bem justificado. E traz um tempero simples, porém que vai além do básico. A trilha, contudo, e nada inventiva, lembra uma dúzia de filmes que você já viu está semana. Já a fotografia lavada, realçando os tons cinza e azul descolorido, é condizente com a dor do protagonista.

Temos aqui algumas cenas maravilhosas dentro da proposta, principalmente as que lembram o MacGyver. Vide o momento do banheiro, antecedida por uma sacada bem bolada. Ou então a cena com o cachorro. E as armadilhas nos fazem lembrar ainda de Rambo na mata fechada.

Impossível não sentir empatia por ele. Fato é Jackie Chan não dá mais 58 cambalhotas. Agora são só 57, pois ele sequer precisa se desgastar tanto….Jackie Chan é um Romário em fim de carreira sendo artilheiro do Campeonato Brasileiro.

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