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Crítica: Rebirth (2016)

Rebirth tem uma premissa interessante, faz algumas críticas à sociedade, mas é mal executado e se torna frustante.

Ficha técnica:
Direção e roteiro: Karl Mueller
Elenco: Fran Kranz, Adam Goldberg, Nicky Whelan, Kat Foster
Nacionalidade e lançamento: EUA, 2016 (15 de julho de 2016, no Brasil, lançado diretamente na Netflix)

Sinopse: Kyle trabalha em um escritório, malha, tem mulher e filha. A rotina dele é quebrada quando um antigo amigo, Zack, aparece do nada oferecendo uma oportunidade de uma experiência única. Mesmo sem ter muitas explicações sobre do que se trataria o evento, Kyle decide aceitar embarcar na aventura.

Rebirth

Pessoas têm empregos monótonos que não é o que elas sonhavam. O crescente uso da tecnologia acaba gerando uma ilusão de realidade. Amarras sociais impedem que digamos o que realmente a gente pensa. A vida moderna, portanto, pode causar um estado de infelicidade e tão poderoso que as pessoas sequer percebem que são infelizes. E se aproveitando disso, vários grupos vendem produtos ou ideias que prometem milagres.

Rebirth, novo longa original da Netflix, pega essa estrutura como mote para a história. No começo vemos uma sequência de cenas onde Kyle vive uma vida “padrão”. Não aparenta necessariamente estar insatisfeito, contudo uma certa repetição mostra que falta um tempero no dia a dia dele. Um amigo, que ele não via há tempos, chega com uma proposta que fará Kyle “renascer”. Mesmo relutante, acaba topando e encara o desafio.

Completamente às escuras, ele chega em um ambiente e, junto com vários outros, é recepcionado por uma espécie de guru espiritual. Kyle se sente muito deslocado e confuso sobre o que significaria tudo aquilo. O tal “Rebirth” parecia uma furada. Mesmo com algumas regras do tipo “não há líderes” e “saia quando quiser”, ele se sentia oprimido e agoniado com o estranho local. Até mesmo a dica de “respire” se tornava angustiante.

Rebirth

A história então fica nisso: o protagonista (e o público) desnorteado passando de um quarto para outro em uma casa com pessoas meditando ou gritando “Rebirth” em uma espécie de seita. Quando ele chega ante um grupo é confrontado, convocado a se desfazer de travas e instigado a pensar sobre aquilo que deseja. Volta e meia com uma forte sugestão de cunho sexual.

Essa tensão sexual, por exemplo, é forçada e repetida. A primeira vez até desperta alguma volúpia, mas insistir no recurso o faz perder força. E o mesmo se aplica a todo o mistério. Há elementos ali presentes que aparecem só para causar impacto e também não possuem vigor.

A sensação de que fica é que o responsável pela história tive uma boa ideia, mas não soube desenvolvê-la. Ecoando, bem de longe Matrix e Clube da Luta, Karl Mueller, que assina o roteiro e dirige Rebirth, não consegue conduzir o filme de modo criativo e com um senso cinematográfico de destaque. Os ambientes, apesar de trazerem uma coloração diferente, soam mais do mesmo. E a mensagem – que poderia ser boa – acaba se perdendo.

A premissa é interessante, podendo suscitar reflexões e discussões em vários âmbitos. Mas a resolução de tudo decepciona e fica acelerada demais. O texto, no arco final, foi mal escrito e mal dirigido. A virada na trama se dá de forma jogada. Mas tal como Kyle será que você sentirá curiosidade em participar dessa experiência, no caso ver o filme?

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