Crítica: Beleza Roubada - Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema

Crítica: Beleza Roubada

Cartaz

O filme Beleza Roubada (Stealing Beauty – 1996) do diretor Bernardo Bertolucci é uma obra belíssima e cativante, seja por seu cenário magnífico, a Toscana na Italia, que serve de inspiração para qualquer um, quanto por seus personagens marcantes.

O filme, uma produção entre Itália, França e Reino Unido foi escrito pela roteirista Susan Minot, e o fato de termos uma mulher por trás da história é percebido de uma forma sensível e tocante. Hoje no meio de filmes Hollywoodianos adolescentes que mostram personagens com amores exacerbados e até mesmo doentios, é até consolador ver um filme com Beleza Roubada que trata do Amor na sua forma mais pura e inocente.

Lucy and Flowersa

O elenco retrata com perfeição o que o filme se propõe a mostrar, começando pela protagonista Lucy, interpretada pela belíssima Liv Tyler, que transparece inocência e serenidade. A personagem que chama a atenção de todo os personagens masculinos do filme vai até Toscana, na casa de alguns parentes, após o falecimento de sua mãe, sob a pretensão de ter um retrato seu pintado, quando na verdade ela busca se reencontrar com o rapaz a qual ela deu o primeiro beijo.

Ainda no elenco temos o casal que acolhe Lucy, Diana, a sempre impressionante Sinéad Cusack, uma mulher amorosa mas que traz um semblante de tristeza e incontentamento, e seu marido M. Guillaume interpretado por Jean Marais, o artista que irá pintar o retrato de Lucy e que trás um segredo a muito tempo guardado.

Lucy e Alex

Um grande destaque também está para o personagem Alex, interpretado por Jeremy Irons, ele um homem em estado terminal, acaba aproveitando melhora vida quando Lucy entra na vida de todos e demonstra uma amizade e confidencialidade com a personagem que traz os melhores diálogos do filme.

O filme também lida com questões como traição, sedução, ciumes, e a auto-descoberta. Uma singularidade marcante é o fato de Lucy em determinados momentos escrever alguns versos em seu caderno, e depois rasgar os pedaços e queimá-los, ou jogá-los ao vento, uma forma de exteriorizar seus sentimentos.

Lucy writing

Um filme que vale a pena ser visto por todos que apreciam uma bela história, cenários magníficos e que ainda acreditam na inocência do Amor.

3-claquetes

Gostou? Dê um like e passe adiante!

Leia também:

Apoie o Cinem(ação): contribua com a cultura cinematografica!

  • Críticas cinematográficas
  • Mais de 6 horas de conteúdo inédito por semana
  • Podcasts semanais
  • Grupo no Facebook exclusivo para apoiadores
  • Acompanhamento das nossas conquistas com seu apoio

Abra a porta do armário! Deixe seu comentário:

Material close icon