26 filmes para ver na 45ª Mostra de São Paulo - Cinem(ação)
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26 filmes para ver na 45ª Mostra de São Paulo

Faltam poucos dias para começar a 45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo! Se no ano passado o Brasil todo pôde curtir o festival por meio da plataforma online, desta vez não será muito diferente, mesmo com a volta dos cinemas e das exibições presenciais.

Desta forma, a Mostra de Cinema de São Paulo se mantém como um evento fundamental da maior cidade do hemisfério sul, mas continua sendo possível para todos os brasileiros, em um formato que deve permanecer nas próximas edições.

Embora esta não seja a maior edição da Mostra em número de filmes, o fato é que serão 264 filmes disponíveis.

Então, quais assistir? Como escolher?

Por mais que um dos charmes dos festivais de cinema seja surpreender-se com um filme inesperado e assistir a algo totalmente diferente, o fato é que alguns dos filmes premiados internacionalmente chamam a nossa atenção! Além disso, existem alguns cineastas, países e histórias que podem garantir filmes mais interessantes.

Pensando nisso, decidimos listar alguns destes filmes aqui.

ATENÇÃO: Serão indicados os filmes que estarão disponíveis na plataforma online. Os que não tiverem a indicação poderão ser vistos apenas nas exibições presenciais. Estar na exibição online não exclui a possibilidade de haver exibições também na sala de cinema.

Confira 26 filmes para ficar de olho na 45ª Mostra de São Paulo:

TITANE, de Julia Ducournau / FRANÇA

Titane, de Julia Ducournau

Um jovem com o rosto ferido é descoberto em um aeroporto. Ele afirma se chamar Adrien Legrand — mesmo nome de uma criança que desapareceu há dez anos. No momento em que ele finalmente reencontra o pai, terríveis assassinatos se acumulam na região.

Por que ver Titane? Porque o filme ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2021, fazendo a diretora se tornar a segunda mulher a vencer o prêmio (sendo a primeira a não dividir o prêmio com outra pessoa). O longa vem sendo elogiado pela crítica por ser provocativo e intenso, seguindo a carreira da diretora, que já se destacou antes com o cultuado “Raw”, que foi comentado em nossa cobertura de Sundance.

LISTEN, de Ana Rocha de Sousa / REINO UNIDO, PORTUGAL

Nos arredores de Londres, Bela e Jota, um casal de portugueses e pais de três filhos, luta para sobreviver. Quando ocorre um mal-entendido na escola com sua filha surda, os serviços sociais britânicos passam a ficar preocupados com a segurança das crianças. Um retrato da batalha incansável de pais imigrantes contra a lei para manter a família unida.

Por que ver Listen? Porque o filme ganhou dois prêmios no Festival de Veneza: o de melhor longa-metragem de estreia, e o Prêmio Especial do Júri da seção Horizontes. O filme funciona como denúncia e tem inúmeras camadas que podem ser analisadas.

*Disponível na plataforma digital MostraPlay.

MURINA, de Antoneta Alamat Kusijanovic / CROÁCIA, BRASIL, EUA, ESLOVÊNIA

As tensões se acirram entre Julija, uma adolescente rebelde, e Ante, seu pai opressor, quando um velho amigo da família chega à casa de veraneio deles na Croácia. Enquanto Ante tenta fechar um negócio promissor, a rotina tranquila, porém isolada, desperta em Julija a vontade de conhecer mais sobre esse influente hóspede, o que oferece um vislumbre de liberdade durante um fim de semana propenso ao desejo e à violência.

Por que ver Murina? Porque o filme venceu o prêmio Camera d’Or para melhor primeiro longa-metragem no Festival de Cannes, foi descrito como “sinistro” e “ensolarado”, e tem elementos que podem ser analisados pelo olhar psicanalítico e, claro, pela análise do patriarcado na sociedade.

*Disponível na plataforma digital MostraPlay.

ZALAVA, de Arsalan Amiri / IRÃ

Em 1978, os habitantes de uma pequena cidade chamada Zalava acreditam que um demônio ronda a região. O jovem sargento que investiga o caso encontra um exorcista tentando expulsar o tal demônio da cidadezinha. Ele prende esse homem sob alegação de fraude, mas subitamente se encontra preso numa casa amaldiçoada com a mulher que ama. Os moradores acreditam que os dois estão possuídos e decidem matá-los.

Por que ver Zalava? Porque o filme ganhou o prêmio da Semana da Crítica do Festival de Veneza, foi exibido no Festival de Toronto, e traz alegorias que podem ser interpretadas de diversas maneiras. Além disso, é um filme iraniano de terror!

IMACULADA ( IMACULAT ) , de Monica Stan, George Chiper-Lillemark / ROMÊNIA

Quando o namorado de Daria, um rapaz viciado, vai parar na prisão, ela é enviada pelos pais a uma clínica de reabilitação para largar a heroína. Ali, a lealdade incondicional ao namorado a transforma em uma figura extraordinária aos olhos dos homens que também estão internados, o que acaba a protegendo de abusos sexuais. Ser desejada e protegida por todos faz com que Daria se sinta especial pela primeira vez na vida.

Por que ver Imaculada? Porque o filme venceu o prêmio Luigi De Laurentiis e do prêmio de direção da Jornada dos Autores no Festival de Veneza. É um filme que demorou cerca de dez anos para ser feito, é baseado na experiência pessoal da diretora, e promete uma experiência envolvente, especialmente pelo formato de tela.

*Disponível na plataforma digital MostraPlay.

COMPARTMENT Nº 6 ( HYTTI NRO 6 ) , de Juho Kuosmanen / FINLÂNDIA, ALEMANHA, ESTÔNIA, RÚSSIA

Uma jovem finlandesa foge de um enigmático caso amoroso em Moscou ao embarcar em um trem para o porto de Murmansk. Ela acaba forçada a compartilhar a longa viagem e um minúsculo vagão-dormitório com um minerador russo. Esse encontro inesperado leva os ocupantes do compartimento nº 6 a enfrentar a verdade sobre seus próprios desejos.

Por que ver Compartment Nº 6? Porque, além de ter vencido o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes, Compartment Nº 6 teve elogios às atuações simples porém intensas, e é adaptação do livro homônimo de Rosa Liksom, uma das maiores escritoras finlandesas da atualidade.

AHED’S KNEE ( HA’BERECH ) , de Nadav Lapid / FRANÇA, ALEMANHA, ISRAEL

Y, um cineasta israelense na casa dos 40 anos de idade, chega a um vilarejo isolado nos confins do deserto onde irá apresentar um de seus filmes. No local, encontra Yahalom, representante do Ministério da Cultura, e então começa a travar duas batalhas impossíveis: uma contra a morte da liberdade de expressão em seu país, e a outra, contra a morte de sua mãe.

Por que ver Ahed’s Knee? Porque o filme venceu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes, foi exibido e elogiado no Festival de Toronto, e é o novo filme de Nadav Lapid, que ganhou o Urso de Ouro em 2019 pelo filme “Sinônimos”.

*Disponível na plataforma digital MostraPlay.

UNCLENCHING THE FISTS, de Kira Kovalenko / RÚSSIA

No alto das montanhas da Ossétia do Norte, na Rússia, está a cidadezinha mineira de Mizur. Após acontecimentos traumáticos, Zaur se muda para lá com os filhos, Ada, Akim e Dakko. Zaur é severo e impõe uma disciplina que não vê diferença entre cuidado e superproteção. Ada planeja escapar desse ambiente, mas mesmo que seja uma mulher adulta, seu pai a trata como uma criança.

Por que ver Unclenching the Fists? Porque além do prêmio “Um Certo Olhar”, do Festival de Cannes, o filme também traz a visão de uma cineasta russa em início de carreira para debater a posição da mulher na sociedade. O filme tem os mesmos produtores de “Uma Mulher Alta” e “Leviatã“.

GREAT FREEDOM ( GROSSE FREIHEIT ) , de Sebastian Meise / ÁUSTRIA, ALEMANHA

Na Alemanha do pós-guerra, Hans é constantemente preso por ser homossexual. Devido ao parágrafo 175 do código penal alemão, que tornava atos homossexuais entre homens um crime, sua liberdade é destruída de forma sistemática. O único relacionamento estável em sua vida será com seu companheiro de cela de longa data, Viktor, um assassino condenado.

Por que ver Great Freedom? Porque o filme fala sobre um tema que precisa ser pontuado nesses tempos de aumento do conservadorismo: a criminalização da homossexualidade. Além disso, o longa foi o Vencedor do Prêmio do Júri da seção Um Certo Olhar do Festival de Cannes.

A NOITE DO FOGO ( NOCHE DE FUEGO ) , de Tatiana Huezo / MÉXICO, ALEMANHA, BRASIL, CATAR

Em uma cidade isolada nas montanhas mexicanas, as meninas usam cortes de cabelo masculinos e têm esconderijos nos subterrâneos. Ana e suas duas melhores amigas ocupam as casas daqueles que fugiram e se vestem como mulheres adultas quando ninguém as observa. Nesse universo particular e impenetrável, uma atmosfera mágica e alegre toma conta delas.

Por que ver A Noite do Fogo? Porque o filme é a estreia em longas de ficção da cineasta mexicana, e adapta o elogiado romance Reze pelas Mulheres Roubadas, de Jennifer Clement. A Noite do Fogo se destacou tanto que recebeu menção especial da seção Um Certo Olhar no Festival de Cannes.

*Disponível na plataforma digital MostraPlay.

LAMB ( DYRIO ) , de Valdimar Jóhannsson / ISLÂNDIA, SUÉCIA, POLÔNIA

María e Ingvar são um casal de islandeses que mora com seu rebanho de ovelhas em uma fazenda isolada de tudo. Quando descobrem um misterioso recém-nascido na propriedade, decidem criá-lo.

Por que ver Lamb? Porque o longa islandês já está entre os mais cotados até mesmo para o Oscar. Vencedor do prêmio por originalidade da seção Um Certo Olhar do Festival de Cannes, o filme de terror da famosa produtora A24 é estrelado por Noomi Rapace, e vem ganhando fama de ser verdadeiramente assustador.

O TRUQUE DA GALINHA ( FEATHERS ), de Omar El Zohairy / FRANÇA, EGITO, HOLANDA, GRÉCIA

Quando um truque de mágica dá errado na festa de aniversário de uma criança, o autoritário pai da família se transforma em uma galinha. Uma avalanche de coincidências absurdas recai sobre todos. A mãe precisa tomar as rédeas e cuidar de tudo.

Por que ver Feathers? Porque o filme egípcio de trama surreal foi vencedor do Grande Prêmio da Semana da Crítica do Festival de Cannes, e ainda provoca debates sobre os papéis de gênero na sociedade egípcia.

RODA DO DESTINO ( GÛZEN TO SÔZÔ ) , de Ryusuke Hamaguchi / JAPÃO

Meiko se assusta quando percebe que sua melhor amiga começa a se apaixonar pelo seu ex-namorado. Sasaki planeja se vingar de seu professor da universidade. Natsuko encontra uma mulher que parece ser alguém de seu passado. Histórias sobre a complexidade dos relacionamentos, contadas por meio de coincidências que acontecem na vida de três mulheres.

Por que ver Roda do Destino? Porque o longa japonês foi vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Berlim, muito graças à emoção que o filme evoca, segundo muitos críticos, além de ser um filme de antologia (várias histórias) muito elogiado, ao contrário de diversos filmes do tipo, que costumam ser mais inconstantes.

EU VEJO VOCÊ EM TODOS OS LUGARES ( RENGETEG – MINDENHOL LÁTLAK ) , de Bence Fliegauf / HUNGRIA

Sete pequenas narrativas, tão hipnóticas quanto imprevisíveis, e que culminam em um caleidoscópio psicológico em que casais, famílias e amigos conectam-se por meio de um destino comum.

Por que ver Eu Vejo Você Em Todos os Lugares? Porque O filme recebeu menção especial no Indie Lisboa e foi vencedor do prêmio de melhor atriz no Festival de Berlim. O diretor, também chamado de Benedek Fliegauf (não vou nem tentar entender o húngaro, essa língua dificílima!), é premiado e reconhecido por seu trabalho, tendo filmado Eva Green no longa “Ventre” (2010).

*Disponível na plataforma digital MostraPlay.

WHAT DO WE SEE WHEN WE LOOK AT THE SKY? ( RAS VKHEDAVT, RODESAC CAS VUKUREBT? ) , de Alexandre Koberidze / ALEMANHA, GEÓRGIA

Lisa e Giorgi se apaixonam quando se conhecem por acaso em uma rua de Kutaisi, na Geórgia. O amor os arrebata de forma tão repentina que eles até se esquecem de perguntar o nome um do outro. Antes de continuarem seus caminhos, eles combinam um encontro para o dia seguinte. Mas um feitiço recai sobre os dois, e os amantes são amaldiçoados e condenados a acordar no dia seguinte com uma aparência completamente diferente.

Por que ver What do We See When We Look at the Sky? Porque o segundo longa do georgiano Alexandre Koberidze foi vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Berlim. A trama e as imagens prometem um conto de fadas, desses que nos fazem acreditar no impossível.

HIGIENE SOCIAL ( HYGIÈNE SOCIALE ) , de Denis Côté / CANADÁ

Antonin é uma espécie de dândi. Seu talento com as palavras poderia ter feito dele um escritor famoso, mas, ao invés disso, ele se vale de sua habilidade para livrar-se de problemas. Dividido entre a angústia de fazer parte da sociedade, ao mesmo tempo em que pretende escapar dela, seu charme e sua inteligência serão desafiados por cinco mulheres que estão prestes a perder a paciência com sua maneira de lidar com a vida: sua irmã, sua esposa, a mulher que ele deseja, uma coletora de impostos e uma vítima de suas atitudes.

Por que ver Higiene Social? Porque o silencioso e experimental longa ganhou o prêmio de melhor direção na seção Encontros do Festival de Berlim, e ainda traz soluções criativas para um filme de orçamento baixo.

*Disponível na plataforma digital MostraPlay.

ESPÍRITO SAGRADO ( ESPÍRITU SAGRADO ) , de Chema García Ibarra / ESPANHA, FRANÇA, TURQUIA

Enquanto uma investigação sobre o misterioso desaparecimento de uma menina abala a comunidade local, José Manuel mantém seu cotidiano de modo inalterado. Ele trabalha em seu modesto bar, cuida da mãe e participa das reuniões semanais da associação de ufologia Ovni-Levante, onde troca informações sobre mensagens extraterrestres e abduções alienígenas com o resto de seus devotos membros.

Por que ver Espírito Sagrado? Porque o longa de sci-fi espanhol ganhou menção especial da mostra competitiva no Festival de Locarno e sugere que o cineasta Chema García Ibarra é desses com potencial para ficarmos de olho.

*Disponível na plataforma digital MostraPlay.

AFTER BLUE (PARAÍSO IMUNDO) ( AFTER BLUE (PARADIS SALE) ) , de Bertrand Mandico / FRANÇA

Em um futuro distante, num planeta selvagem e indômito, Roxy, uma adolescente solitária, liberta uma assassina das areias onde estava enterrada. Porém, assim que se vê livre, ela passa a espalhar a morte por todos os lados. Roxy e Zora, sua mãe, são consideradas responsáveis por isso e banidas da comunidade em que vivem. Forçadas a capturar a criminosa, as duas iniciam uma longa jornada, percorrendo territórios sobrenaturais desse paraíso imundo.

Por que ver After Blue? Porque o vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Locarno foi também elogiado Festival de Toronto e chama atenção só por ser um filme francês futurista e de ficção científica com visual “oitentista”.

O CÃO QUE NÃO SE CALA ( EL PERRO QUE NO CALLA ) , de Ana Katz / ARGENTINA

El perro que no calla - The dog who wouldn't be quiet - Festival de Sundance 2021

Sebastian é um homem comum já na casa dos 30 anos que dedica seu tempo ao seu cão fiel e trabalha em uma série de empregos temporários. Ele caminha de forma intermitente pela idade adulta, até que o mundo é abalado por uma catástrofe inesperada, virando de cabeça para baixo sua já turbulenta vida.

Por que ver O Cão Que Não Se Cala? Porque o filme já foi visto aqui na cobertura do Festival de Sundance, e ainda venceu o Big Screen Award no Festival de Roterdã. A diretora Ana Katz, do “brasileiríssimo” Sueño Florianópolis, é uma experiente cineasta em um trabalho considerado mais maduro nesta comédia absurda e com temática sci fi.

*Disponível na plataforma digital MostraPlay.

A VIAGEM DE PEDRO, de Laís Bodanzky / BRASIL, PORTUGAL

Em 1831, durante a travessia do Atlântico em uma fragata inglesa rumo à Europa, Pedro, o ex-imperador do Brasil, busca forças físicas e emocionais para enfrentar o irmão, que usurpou seu reino em Portugal. Pedro se vê doente e inseguro. Ele entra na embarcação em busca de um lugar e de uma pátria. Em busca de si mesmo.

Por que ver A Viagem de Pedro? Porque é o novo filme de Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças, As Melhores Coisas do Mundo, Como Nossos Pais). Porque fala da história do Brasil e de Portugal, em um paralelo com os tempos atuais, em que tantos brasileiros vão a Portugal em busca de oportunidades. Com elenco internacional, incluindo atores portugueses, brasileiros e de outras nacionalidades, o filme promete ser uma grande produção.

DESERTO PARTICULAR, de Aly Muritiba / BRASIL

Daniel é um policial exemplar, mas acaba cometendo um erro que coloca sua carreira e sua honra em risco. Não vendo mais sentido em continuar vivendo em Curitiba, ele parte em busca de Sara, a mulher com quem se relaciona virtualmente.

Por que ver Deserto Particular? Porque Aly Muritiba está com tudo! Depois de comandar a minissérie O Caso Evandro, o diretor vem com Deserto Particular, que foi selecionado para representar o Brasil na corrida do Oscar. Muritiba comentou que seu filme é um filme “de existência”, em oposição aos filmes “de resistência”. A expectativa é que o filme seja mais positivo, mais “amor”. Deserto Particular foi vencedor do Prêmio do Público BNL no Festival de Veneza.

A MULHER QUE FUGIU ( DOMANGCHIN YEOJA ), de Hong Sang-soo / COREIA DO SUL

Gam-hee encontra três amigas enquanto seu marido está em uma viagem de negócios. Young-soon é divorciada e gosta de cuidar de seu jardim. Su-young se sente atraída pelo vizinho, ao mesmo tempo em que é perseguida por um jovem poeta. Woo-jin, sua amiga menos próxima, trabalha em um pequeno cinema. A conversa entre elas é agradável, mas existem muitas coisas acontecendo além da superfície dessas histórias.

Por que ver A Mulher Que Fugiu? Porque o longa ganhou o prêmio de melhor direção no Festival de Berlim de 2020, conquistou elogios no festival de San Sebastián, e é dirigido pelo queridinho Hong Sang-soo, do premiado “Ha Ha Ha”, de 2010.

ENCONTROS ( INTRODUCTION ), de Hong Sang-Soo / COREIA DO SUL

Youngho é chamado pelo pai, que é médico. Ele o encontra ocupado com seus pacientes, um dos quais é um ator famoso, e Youngho tem que esperar. Quando sua namorada, Juwon, muda-se para Berlim para estudar, Youngho aparece na cidade para lhe fazer uma surpresa. Youngho vai almoçar com sua mãe, que quer apresentá-lo a um colega que, coincidentemente, é o mesmo ator famoso que ele conheceu na clínica do pai.

Por que ver Encontros? Porque é mais um filme do prolífico Hong Sang-Soo, este mais recente: venceu o prêmio de melhor roteiro no Festival de Berlim deste ano, e promete uma ótima dobradinha do cineasta.

MEMORIA, de Apichatpong Weerasethakul / COLÔMBIA, TAILÂNDIA, REINO UNIDO, MÉXICO, FRANÇA

Memória, de Apichatpong Weerasethakul

Desde que foi surpreendida por um forte estrondo ao amanhecer, Jessica não consegue mais dormir. Em Bogotá para visitar a irmã, ela faz amizade com Agnes, uma arqueóloga que investiga vestígios humanos descobertos durante a construção de um túnel. Jessica viaja para ver Agnes no local da escavação. Em uma pequena cidade próxima, conhece Hernan.

Por que ver Memória? Porque ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes. É o mais novo filme do premiado e elogiado cineasta tailandês, que ganhou a Palma de Ouro em 2010 por “Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”, e porque leva o cineasta asiático à Colômbia com ninguém menos que Tilda Swinton no elenco.

OS CÃES NÃO DORMIRAM ONTEM À NOITE ( SAG-HA DISHAB NA-KHABIDAND ), de Ramin Rasouli / AFEGANISTÃO, IRÃ

Em uma área remota do Afeganistão, conhecemos as histórias de uma jovem pastora, um menino caçador de pássaros e uma professora de luto. Essas narrativas se entrelaçam depois que a escola local é incendiada. A pastora se arrisca ao tentar salvar uma soldado norte-americana, o garoto caçador se abriga em um tanque, e a professora busca vingança.

Por que ver Os Cães Não Dormiram À Noite? Porque é fundamental que possamos compreender mais a respeito da realidade do Afeganistão nos dias de hoje, e o filme retrata a realidade prévia do país, antes da atual retomada do regime do Taliban.

*Disponível na plataforma digital MostraPlay.

O UIVO DAS ROMÃS – WHEN THE POMEGRANATES HOWL ( VAGHT-E CHIGH-E ANAR ), de Granaz Moussavi / AUSTRÁLIA, AFEGANISTÃO

Hewad é um menino de 9 anos que, após a morte do pai, ajuda no sustento da família vendendo mercadorias nas ruas de Cabul e sonha em escapar desse cenário de pobreza e guerra tornando-se um ator rico e famoso. Um fotojornalista australiano faz amizade com Hewad e começa a documentar sua vida. Inspirado por isso, o menino começa a recrutar seus amigos para ajudá-lo a criar um filme de ação imaginário ao estilo hollywoodiano.

Por que ver O Uivo das Romãs? Porque o filme da cineasta iraniana-australiana deixou o público embasbacado no festival de cinema de Adelaide. O filme denuncia as condições das crianças em tempos de guerra e se passa no Afeganistão, tendo sido feito antes da virada política no país.

*Disponível na plataforma digital MostraPlay.

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