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Dica de filme: Os Miseráveis (2012)

Sinopse: A história se passa no século XIX, em meio a Revolução Francesa. Jean Valjean (Hugh Jackman), preso por roubar um pão para alimentar a irmã mais nova, consegue liberdade condicional depois de 19 anos. Após ser acolhido por um bispo, Valjean busca recomeçar a sua vida e se redimir. Ao mesmo tempo que é perseguido pelo inspetor Javert (Russell Crowe).

Onde assistir: Netflix.

Lançado em 2012, Os Miseráveis poderia ser só mais uma adaptação do musical da Broadway, que por sua vez foi inspirado na obra do escritor francês Victor Hugo. Porém o longa-metragem nos chama atenção em diversos aspectos. O primeiro deles está no fato do filme todo ser cantado. São cerca 2h30 de filme, com menos de 40 palavras ditas sem rimas ou melodias. 

A clássica obra, com mais de 150 anos,  é uma das histórias mais adaptadas da história do cinema, ao todo foram mais de 50 filmes. A primeira versão de Os Miseráveis foi feita em 1897, pelos irmãos Lumière, criadores do cinema. 

Diferente de outros musicais, o longa dirigido por Tom Hopper (O Discurso do Rei), tem todas as músicas gravadas ao vivo, sem a utilização da dublagem posterior às filmagens. Com um orçamento de US$ 61 milhões, o filme faturou mais de US$ 313 milhões nas bilheterias. 

Com um elenco recheado de bons atores, Os Miseráveis se tornou a principal adaptação do musical da Broadway. Ao todo foram 8 indicações ao Oscar, incluindo as de Melhor Filme, Melhor Ator (Hugh Jackman) e Melhor Atriz-Coadjuvante (Anne Hathaway). A interpretação de Hathaway lhe rendeu a estatueta naquele ano. Além disso, o musical venceu outras duas categorias: Melhor Maquiagem e Melhor Mixagem de Som.

Apesar de se tratar de um período revolucionário em que milhares sacerdotes, religiosas e fiéis católicos foram perseguidos por se recusarem a negar a fé, a história de Jean Valjean, transmite em diversos momentos momento os valores cristãos, como a misericórdia, a justiça divina versus a justiça dos homens, o perdão, a mudança de vida e principalmente o amor. 

As canções, brilhantemente interpretadas por Hugh Jackman, Anne Hathaway e Russell Crowe, são verdadeiras orações e súplicas a Deus. É difícil citar apenas esses três grandes atores, já que o recheado elenco, entre eles Amanda Seyfried (Cosette), Eddie Redmayne (Marius), Helena Bonham Carter (Madame Thénardier), Samantha Barks (Eponine), Sacha Baron Cohen (Monsieur Thénardier), e até mesmo o pequeno Daniel Huttlestone (Gravoche) entregam ótimas atuações. 

Porém, muito do sucesso da obra se deve a direção de arte, que reconstrói de forma de impecável a França do século XIX. Tudo isso aliado a maquiagem e figurinos, que são de encher os olhos. Certamente vai demorar longos anos até surgir um musical equivalente ou superior ao Os Miseráveis. 

Quer saber mais sobre o filme? No Cinem(ação) você encontra outras análises.

Os Miseráveis: Pecados e Virtudes de uma super produção.
Crítica: Os Miseráveis.


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