Os 5 Piores Filmes Nacionais de 2019
Os 5 Piores Filmes Nacionais de 2019

Os 5 Piores Filmes Nacionais de 2019

Eleger Os 5 Piores Filmes Nacionais de 2019 pode parecer que estou corroborando com certas narrativas de que aqui não tem cinema de qualidade. Contudo o cinema nacional é muito bom sim, só em 2019 foram lançados 148 longas em circuito comercial. Fora os que estiveram em festivais no Brasil e exterior. Não foi difícil achar dez títulos para compor o Top 10 Melhores filmes nacionais de 2019. Porém, como o cinema de qualquer país, nem tudo são flores e não podemos fechar nossos olhos.

Aqui vale o comentário: muito dos filmes nacionais fracos tem um viés baseado em um humor rasteiro e que cinematograficamente lembra um quase telefilme, não à toa 4 dos 5 da lista são nesse gênero. Outro ponto: alguns filmes não vi, mas que suspeito poderiam entrar: Nada a Perder – Parte II, Vai Que Cola 2 e De Pernas Pro Ar 3, considerando a qualidade dos antecessores….

E por que uma lista com 5 e não com 10? Primeiro por preguiça, mas fundamentalmente pois os 5 outros que eu vi e que poderiam compor o ranking são de uma qualidade muito superior a estes citados. Toda forma, fica o registro: Tito e os Pássaros, Mussum – Um filme do Cacildis, Bixa Travesty, Maria de Caritó e O Juízo. Inclusive nota-se uma maior variedade de estilos.

Mas vamos para a lista com Os 5 Piores Filmes Nacionais de 2019:

5 – MINHA MÃE É UMA PEÇA 3

Já começo com um queridinho. Talvez a franquia nacional de maior sucesso de público. Contudo, temos que separar um filme que te faz rir de um filme bom e isso vale inclusive para os longas de comédia. Aqui, contudo, mesmo no humor não temos grandes destaques, apenas um requentamento dos filmes anteriores. E o mesmo vale para a narrativa como um todo: basicamente momentos quase aleatórios e absurdos para o Paulo Gustavo fazer uma “esquete”.

4 – O ÚLTIMO TRAGO

O Último Trago envereda por uma narrativa caótica, no bom e mau sentido, infelizmente muito mais neste segundo. Há muito simbolismo, empoderamento feminino, um trabalho até elogiável com a câmera, utilização da tela – razão de aspecto, fotografia e consciência daquilo que está sendo mostrado. O direção de Luiz Pretti, Pedro Diogenes e Ricardo Pretti não é amadora, no sentido de que eles tem conhecimento das técnicas de cinema. Contudo, a proposta é muito questionável e o que poderia ser uma grande alegoria só remete a um vazio que grita o tempo inteiro e diz pouco. Frases de efeito, vazias e sem sentido, tornam a exibição enfadonha. Até um momento que o filme tenta ser realista, ele carrega traços simbólicos – mas pessimamente executados. Um longa que incomoda, não por provocar reflexões, mas por ser fraco apenas.

3 – EU SOU MAIS EU

Estrelado pela Kéfera, o longa é uma mistura de A Christmas Carol (um conto de Natal) livro de Charles Dickens com Betty a Feia. Mas só pegando um fiapo das obras citadas. A partir de uma selfie tirada com uma fã nossa protagonista é “convidada” a revisitar o passado para se tornar uma pessoa melhor. Sim, clichê e absurdo. Nesse meio tempo vemos que a super pop star arrogante era uma tímida e fracassada adolescente (e o filme sequer cogita nos mostrar como essa mudança ocorreu). Na parte musical, temos uma salada de referências que não fazem sentido e performances musicais toscas.

Minha crítica completa de Eu Sou Mais Eu

2 – SAI DE BAIXO – O FILME

A popular sitcom chega às telonas e faz a coisa mais difícil: se trai. Os primeiros minutos transparecem um ar que lembra o seriado. Continuar naquela pegada soaria como um episódio alongado, porém poderia ser funcional. Mas o que vemos a seguir é um conjunto de absurdos, piadas sem graças e um roteiro sem pé nem cabeça, até para os padrões de Sai de Baixo. No fim, o filme mal se sustenta sozinho.

1 – OS PARÇAS 2

Os Parças “1” já foi um dos piores filmes de 2017. Aqui o que era ruim, piora. Sabendo do sucesso das figuras dos protagonistas, o longa passa boa parte do tempo fora da trama principal só para que um deles (ou todos) possa repetir um bordão ou fazer uma piadoca. A história central é absurda, idiota e clichê, mas sair dela é ainda pior. Humor basicamente físico e de gritaria tornam a experiência intragável.

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