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Quatro quase astros de Hollywood

Em Hollywood, todo astro é um ator, mas nem todo ator é um astro. Em meio a tantos desafios advindos do mundo do cinema, é difícil manter a carreira em alta. Poucos conseguem. Enquanto astros como Tom Cruise, Brad Pitt e Denzel Washington se mantêm há anos no topo, outros acabam não conseguindo se fixar como astros, mesmo participando de grandes projetos e trabalhando com bons diretores. Alguns seguem a carreira com altos e baixos, como é o caso de John Travolta e Nicolas Cage, que fizeram bons filmes nos anos 80 e 90, mas depois disso conseguiram poucos bons papéis de destaque. Outros não têm a pretensão de virarem astros, preferindo apenas uma carreira sólida, sem a presença de grandes holofotes. Alguns estúdios tentam fazer com que um ator ganhe grandes projeções, tornando-o um astro. Alguns até parece que vão rumo ao grande estrelato, mas acabam não conseguindo, seja por um motivo ou outro.

Vejamos o caso de quatro atores que pareciam promissores, mas acabaram não dando certo como astros. Claro que isso acaba sendo relativo, porque o futuro pode reservar boas surpresas para eles.

Eric Bana

Eric Bana em “Munique” (2005)

Nascido na Austrália, Eric Bana começou a se destacar amplamente no cinema quando participou do premiado “Falcão Negro em Perigo” (2001), sob a direção de Ridley Scott. Com um grande elenco, a produção abriu as portas para Bana, fazendo dele um dos atores mais requisitados daquele período. Participando de grandes projetos em anos consecutivos, é até de se admirar que o ator não tenha emplacado e se tornado um astro. Ele foi um dos dubladores de “Procurando Nemo” (2002); foi o protagonista de “Hulk” (2003), dirigido por Ang Lee; foi um dos heróis da superprodução “Tróia” (2004). Steven Spielberg o dirigiu no ótimo “Munique” (2005). Aos poucos ele foi perdendo o protagonismo em alguns filmes. Se em “Hanna” (2011) ele ainda conseguiu mostrar uma boa presença – inclusive em um plano-sequência muito bem feito -, em alguns trabalhos posteriores ele atuou como coadjuvante, em obras como: “Star Trek” (2009), “O Grande Herói” (2013) e “Rei Arthur: A Lenda da Espada”.

Josh Hartnett

Josh Hartnett em “Falcão Negro em Perigo” (2001)

No cinema, Josh Hartnett estreou com o terror “Halloween H20: 20 Anos Depois” (1998), seguido do interessante “As Virgens Suicidas” (1999); “Pearl Harbor” (2001); “Falcão Negro em Perigo” (2001. Com o seu nome vindo antes do título no cartaz, dando-lhe uma exagerada projeção); “40 Dias e 40 Noites” (2002); uma pequena participação em “Sin City – A Cidade do Pecado” (2005); “Xeque-Mate” (2006); o fraco “A Dália Negra” (2006), “30 Dias de Noite” (2007) e “Uma Cidade Sem Lei” (2010).

Aos poucos, Hartnett foi se distanciando dos grandes projetos, preferindo produções independentes, fugindo dos holofotes e se dedicando mais às causas sociais e campanhas políticas. Também produtor, ele atua também em TV e teatro.

Clive Owen

Clive Owen em “Filhos da Esperança” (2006)

Vencedor do Globo de Ouro e indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por “Closer – Perto Demais” (2004), o britânico Clive Owen sempre foi um ator esforçado, alcançando seu auge nos anos 2000. Ainda que já tivesse quase 15 anos de carreira, Owen se destacou em “Assassinato em Gosford Park” (2001), vindo a seguir “A Identidade Bourne” (2002); “Rei Arthur” (2004); “Sin City – A Cidade do Pecado” (2005. Em um papel maior); “Fora de Rumo” (2005); “O Plano Perfeito” (2006); o ótimo “Filhos da Esperança” (2006); “Elizabeth – A Era de Ouro” (2007) e “Confiar” (2010). Na década seguinte, Owen foi perdendo destaque, sem bons projetos, sendo relativamente colocado como coadjuvante, como é o caso do mais recente trabalho do diretor Ang Lee: o decepcionante “Projeto Gemini” (2019). Para a TV, ele protagonizou, ao lado de Nicole Kidman, o telefilme “Hemingway & Gellhorn” (2015), onde ele interpreta o premiado escritor norte americano autor de “O Velho e o Mar

Sam Worthington

Sam Worthington em “Avatar” (2009)

Apesar de ser o protagonista de “Avatar” – um dos filmes mais vistos da história – o britânico Sam Worthington não é muito lembrado pelo grande público. Ainda que esteja confirmado nas continuações dirigidas por James Cameron, o filme de 2009 não conseguiu fazer com que o ator se tornasse um astro em Hollywood. Tendo sido elogiado em produções como “A Guerra de Hart” (2002) e “O Exterminador do Futuro: A Salvação” (2009), Worthington conseguiu papéis de destaque em “Morte Súbita” (2007), “Fúria de Titãs” (2010) e “À Beira do Abismo” (2012). Ele teve um papel menor em “Evereste” (2015); foi um vilão no pouco visto “Um Refúgio” (2014). Dirigido por Mel Gibson em “Até o Último Homem” (2016), foi criticado por “A Cabana” (2017). Com alguns projetos programados para estrear nos próximos anos, Worthington terá a chance de se destacar nos quatro “Avatar”, que estrelarão em breve.

Colaboração: Ana Luiza

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