Como o universo coeso de Mortal Kombat 2 pode levar a nova fase da cultura pop nos cinemas - Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema
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Como o universo coeso de Mortal Kombat 2 pode levar a nova fase da cultura pop nos cinemas

Faz alguns anos que eu tenho visto em diversos veículos de comunicação, artigos, youtubers, podcasters tentando descobrir, ou dar um chute certo, sobre qual será a nova onda de adaptações ao cinema que substituirá os filmes de quadrinhos (que estão tão em baixa como pode ser visto nas bilheterias e interesse geral do público nos últimos anos).

A quase unanimidade das apostas são nos filmes baseados em grandes franquias de videogame, o que eu achava difícil acontecer, uma vez que na minha percepção o público em geral pode ter mais facilidade em reconhecer personagens de quadrinhos do que de jogos, porém isso foi só até ter assistido Mortal Kombat 2.

Em 2021, no meio do caos mundial da pandemia, estreou o filme Mortal Kombat, um reboot da franquia de jogos de luta que tinha ganhado seu primeiro filme em 1995 dirigido por Paul W. S. Anderson (que tenho quase certeza que assinava como Paul Anderson na época). Esse novo filme, foi roteirizado por um trio: Greg Russo, Dave Callaham (que tem experiência em roteiros de filmes com ação frenética – Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis e Homem-Aranha: Através do Aranhaverso e Oren Uziel e teve a direção do praticamente estreante Simon McQuoid.

O filme de 2021 não é um filme ruim, porém tem alguns aspectos que fizeram o público que conhecia minimamente o universo da franquia a torcer o nariz. Primeiramente ao longo de mais de bem mais de dez jogos, com praticamente uma centena de personagens jogáveis, para o filme foi criado um personagem novo, Cole Young, interpretado por Lewis Tan, com o carisma de uma parede. Outro ponto negativo foi o filme não ter o famoso torneio, o tal Mortal Kombat, mas sim ser inteiramente sobre os vilões que querem matar os mocinhos antes do torneio.. lutando praticamente como se fosse, bem…um torneio!

Agora o ponto positivo é o sensacional início do filme, que mostra a origem da desavença e ódio mortal entre Hanzo Hasashi e Bi-Han (que se tornarão os clássicos ninjas amarelo e azul Scorpion e Sub-Zero) com cenas de ação para Tarantino nenhum botar defeito em meio a um cenário particular do Japão do século XVII.

Chegamos em 2026, 5 anos após o reboot, temos novamente Simon McQuoid na direção, mas agora mudaram os roteiristas, entrando Jeremy Slater que tem um histórico de roteiros não muito amados, citando aquele desastre de Quarteto Fantástico de 2015 e a adaptação da Netflix do manga/anime Death Note (2017). Porém, agora temos também creditados os dois criadores da franquia de jogos, Ed Boon e John Tobias, o que eu acredito ter feito toda a diferença.

Enquanto eu assistia essa continuação, a palavra que mais pulava na minha mente era “coesão”. Além do retorno do diretor do filme anterior, todo o elenco dos personagens anteriores também regressou e a história segue sim para frente. Sem retcons ou mudanças drásticas, apesar dos cinco anos entre a estreia de cada filme, naquele universo se passaram poucos dias apenas fazendo assistir um filme seguido de outro uma experiência satisfatória de continuidade.

Apenas dois detalhes foram deixados de lado, que não vão chamar a atenção ninguém, apenas os nerds assim como eu: o uso do termo arcana para se referir aos poderes dos personagens e também terem sumido com a tal marca física no corpo dos lutadores convocados, um símbolo parecido com uma cicatriz na forma do dragão símbolo da franquia de jogos.

Assim como na cena de abertura do primeiro filme, temos uma cena que dá início a este novo filme, nos apresentando um outro reino chamado Edenia, onde já se estabelece melhor o torneio Mortal Kombat e também introduz o grande vilão Shao Khan e toda sua ameaça real, assim como a heroína a princesa Kitana, uma das personagens mais queridas dos jogos.

 Em um ano com tantas continuações de filmes baseados em jogos (Mario Galaxy, Retorno a Silent Hill) que não tem chamado a atenção da crítica, Mortal Kombat vai se mostrando uma franquia de filmes com violência exagerada e um bom tom de aventura e até comédia que lembra o início de franquias que fizeram milhões nas bilheterias do cinema. Agora é esperar o terceiro filme já confirmado e também aguçar mais a nossa curiosidade de como será o reboot de Street Fighter que chegará aos cinemas mais para o final deste ano.

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