Game of Thrones: A Batalha de Winterfell - Minhas críticas - Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema

Game of Thrones: A Batalha de Winterfell – Minhas críticas

AVISO: TEXTO COM MUITOS SPOILERS!

Para os fãs de “Game of Thrones”, o episódio exibido pela HBO na noite anterior foi um dos mais aguardados da série, a esperada Batalha de Winterfell. O tão temido inverno chegou, e os white walkers (caminhantes brancos), comandados pelo Rei da Noite, chegam em Winterfell para uma das batalhas mais épicas da saga. Estávamos contando com uma noite devastadora, afinal, a história nos deixou claro que o Rei da Noite não está de brincadeira. Entretanto, um ser tão feroz, tão desumano e tão intimidador provavelmente não deveria parecer tão frágil e fácil de derrotar. E essa é apenas uma das minhas críticas em relação ao episódio 3 da oitava e última temporada de “Game of Thrones”. Muitos fãs se sentiram satisfeitos com a Batalha de Winterfell; infelizmente, não foi o meu caso. E vou explicar o porquê.

“Não consigo enxergar nada”

Sei que a escuridão do episódio de ontem não foi uma reclamação apenas minha. De início, pensei que o problema estava na minha televisão. Engano meu, uma vez que choveram comentários a respeito disso na internet. Sim, eu sei que a batalha ocorreu durante a noite e que a escuridão também representa a chegada do inverno. Mas realmente estava difícil de enxergar o que estava acontecendo. Para mim, os piores momentos foram durante o voo dos dragões. Eu não sabia o que era neve, exército, mortos ou vivos. Agradecia mentalmente quando algum dragão decidia cuspir fogo na galera, pois dava uma iluminada e eu conseguia me situar na batalha. Mas confesso que a escuridão me incomodou sim.

Cadê o espírito de mortes inesperadas?

Eu juro que sentei no sofá pensando que, quando o episódio terminasse, eu certamente estaria lamentando várias mortes e ruminando os fatos que iriam desencadeá-las. Mas parece que durante a Batalha de Winterfell os produtores decidiram ser piedosos com os personagens principais, poupando a maioria.

Quando eu digo a maioria, na verdade são todos, apenas Theon Greyjoy que foi para o saco. E na verdade, vamos lá: todos sabíamos que uma hora ele iria morrer. Posso até arriscar dizer que demorou tempo demais para isso. Entretanto, realmente gostei da forma como o personagem morreu, achei digno e até respeitoso. Ele se redimiu com a família Stark, salvou Brandon e foi morto pelo Rei da Noite. Porém, essa foi a única morte mais lamentável e “importante” de uma batalha de dimensões gigantescas!

Também houve a heróica morte de Jorah Mormont salvando sua rainha que, convenhamos, mais deu trabalho do que ajudou na batalha. Mas eu fiz um tópico especial para discutir a inutilidade dos personagens que deveriam ter feito a maior parte do estrago no exército dos mortos.

Sim, muitos morreram na batalha. Entretanto, muitos figurantes né? E isso não surpreende tanto assim. Acredito que foi desejo dos produtores que os personagens estivessem vivos para participar da Guerra dos Tronos, mas para mim isso é muita marmelada. Realmente decepcionante.

Jon Snow, Daenerys Targaryen e dois dragões: completamente inúteis.

Para mim, essa foi a maior decepção do episódio inteiro. Quatro personagens fortíssimos não ajudaram em praticamente nada durante a grande Batalha de Winterfell. Onde estavam quando precisavam colocar fogo nas trincheiras? O exército dos mortos estava lá do outro lado, paradinho, pensando em uma alternativa para atacar o castelo depois que a Melisandre usou o fogo do Senhor da Luz para proteger Winterfell. Enquanto isso, o herdeiro do trono e a mãe dos dragões estavam voando no infinito, fragilizando os dragões e dando trabalho para que, no final, outros personagens pudessem salvá-los.

Não digo que um deles precisasse morrer para caracterizar mais a Batalha de Winterfell (embora seria legal se isso ocorresse, pois o episódio seria “menos Disney”), mas pelo menos um deles poderia ter feito algo útil. Jon Snow conseguiu milagrosamente escapar do Rei da Noite, e Daenerys foi salva pelo fiel Jorah Mormont (a mulher começou com um dragão e precisou ser salva no final). Resumindo: os dois escaparam da morte sem grandes esforços. Fiquei com pena dos dragões que poderiam ter sido muito melhor utilizados.

A fragilidade do Rei da Noite  

Depois do episódio de ontem, o Rei da Noite me pareceu muito menos difícil de derrotar. Ele não participou da batalha em si; como explicado nos episódios anteriores, ele certamente iria atrás do Brandon enquanto a batalha estivesse acontecendo. E foi o que aconteceu, sem surpresas nesse aspecto. Seu lado mais temível foi exposto quando ele “acordou” os mortos da batalha, aumentando seu exército e tornando inimigos de Winterfell alguns personagens secundários que morreram na guerra.

Quando ele chegou no local onde estava Brandon, encontrou apenas um obstáculo: Theon Greyjoy. Após matar Greyjoy, o caminho estava livre. Fácil assim, sem lutas, sem outros inimigos. Entretanto, no ato mais surpreendente do episódio, Arya Stark chega de surpresa e mata o Rei da Noite. Vejam bem, eu adorei isso! A evolução da Arya, tanto no seriado quanto no próprio episódio, foi trabalhada de uma forma espetacular. Ela foi o personagem principal da Batalha de Winterfell, a chave que os vivos precisavam para ganhar a luta. E desempenhou seu papel com grandeza e coragem.

Porém, só eu que achei que o Rei da Noite morreu rápido? Uma facada acabou com a guerra. Sem luta de espadas, sem tensão, sem nada. Uma facada deu um basta no pesadelo que todos viviam. Uma simples facada acabou com o tão temido Rei da Noite.

Eu não vou me estender nesse texto. O episódio da Batalha de Winterfell não foi ruim, mas poderia ter sido muito melhor. Acho que muitas águas vão rolar ainda. Posso pagar a minha língua e no final da saga não restar ninguém. Mas o inverno não estava chegando com tudo? Todos se perguntavam se sobreviveriam. E olha aí! A maioria dos principais sobreviveu! Quem diria, não?

Agora, vamos aguardar os próximos episódios. Mas posso dizer que, como uma pessoa que acompanha o seriado desde o início, esse era o episódio mais esperado por mim, desde a época que Ned Stark dizia o famoso “Winter is Coming”. Então, o inverno chegou e, para os personagens principais, não foi tão ruim assim. Muitos morreram, mas muitos sobreviveram também. Que venha a Guerra dos Tronos.

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