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O melhor momento de Star Wars

Há muito tempo atrás, em uma galáxia muito distante, aconteciam os eventos que levaram aos que são meus filmes favoritos. São até agora oito episódios de Star Wars, todos eles (inclusive os prequels) contendo cenas memoráveis e sequências que me deixaram boquiaberto quando criança e encantado quando adulto.

Desde as grandes batalhas espaciais como a Batalha de Yavin até cenas descontraídas com os droids, passando por momentos de sabedoria do mestre Yoda e cenários políticos inspirados em situações reais da nossa história, Star Wars tem momentos especiais para cada tipo de fã. Mas na opinião deste que vos escreve, existe um momento que se destaca nesse universo.

A CIDADE E O ESPAÇO-PORTO DE MOS EISLEY

Mos Eisley era a maior cidade de Tatooine. Nela ficava um dos maiores espaço-portos do planeta, e foi lá que Luke e Obi-Wan começaram sua aventura no episódio IV. Mas antes, um pouco de contexto….

Luke tinha o sonho de se tornar piloto e lutar junto com os rebeldes contra a tirania do Império Galáctico, ou pelo menos esse era seu discurso. Mas fica bem claro em suas falas e atitudes que o que ele realmente quer é ver o mundo e descobrir o que existe além das fazendas de umidade no deserto (como se tira umidade do deserto?).

Mas em uma série de eventos que não vamos entrar em detalhes, Luke acaba conhecendo o jedi Obi-Wan, aprende sobre a força e o passado de seu pai. Pouco depois seus tios são mortos pelo Império e ele se vê sem nada nem ninguém em Tatooine, e então Luke decide que mudar seu destino.

E é agora que Luke começa a sua jornada com Obi-Wan, e ia finalmente poder escrever a sua história e fazer grandes coisas como ele sempre sonhou. Mas eles precisavam de uma nave e um piloto, e por isso decidiram ir para o espaço-porto de Mos Eisley na tentativa de encontrar algum. E essa sequência dentro da cidade é o momento de ouro da saga.

Ao entrar na cidade, ambos são parados por guardas imperiais que pedem pela identificação de Luke e Obi-Wan, pois desconfiam que o R2 e o C3PO são os droids que eles procuram. E, pela primeira vez, nós sentados no cinema vemos como funciona o controle mental dos Jedi quando Obi-Wan engana o guarda usando da Força.

Mas não só nós vemos isso pela primeira vez: Luke também. Este fica assustado, sem saber o que aconteceu, até Obi-Wan explicar que a Força tem um controle sobre aqueles de mente fraca. Essa, além de ser uma cena espetacular que gerou uma das falas mais icônicas do filme, foi uma excelente maneira de introduzir Luke e a audiência às possibilidades que a Força dá ao usuário.

Em seguida chegamos na Cantina de Mos Eisley, com sua música cativante e clientes de toda a galáxia. Luke, que nunca havia tido contato com o universo fora de sua fazenda, fica claramente espantado ao ver tantos seres diferentes em um lugar só.

Vocês são familiarizados com a Jornada do Heroi? Caso queiram refrescar a memória, escrevi esse artigo bem legal falando sobre a jornada do heroi e eu sugiro que deem uma olhada antes de continuar neste. Pois um dos pontos bem importantes nesse tipo de narrativa é o primeiro contato que o heroi tem com o mundo exterior que ele está prestes a encarar. Luke estava neste momento se preparando para embarcar pela primeira vez para fora de seu planeta, enfrentar emoções e perigos ainda desconhecidos para ele. E a Cantina é o primeiro contato que ele tem com esse mundo exterior, vendo pessoas (?) que passaram por isso tudo que ele está prestes a passar. Como não amar essa cena?

Luke até descobre que robôs não são esse glamour todo.

Mas ele finalmente senta e pode pedir algo para beber. Eu adoro como ele não fala o nome do que ele quer, só aponta para a bebida. Sempre vi essa cena como mais uma indicação de que o Luke realmente não sabia nada do mundo exterior, não sabia nem o nome das bebidas no bar, mas não queria parecer um fazendeiro e por isso não perguntou nada. Isso no corte de 1977 do filme, já que na nova versão de 1997 o Luke ainda fala “Ei, me dá uma dessas”, o que pra mim só reforça essa sensação de primeiro contato do rapaz com o mundo.

Culminando na primeira briga de bar do Luke, com o Doctor Evazan.

Vocês viram ele no Rogue One?

Briga essa que terminou com o Obi-Wan sacando seu Sabre de Luz e decepando o primeiro (de muitos, muitos) braços em Star Wars. Contei 12 braços reais e 2 artificiais sendo cortados na minha última maratona.

E em seguida conhecemos Han Solo e Chewbacca, que seriam os pilotos que levariam Luke e Obi-Wan até Alderaan. Descobrimos que Han estava desesperado para receber esse contrato pois devia muito dinheiro para Jabba, e isso inclusive leva a outra cena memorável dentro dessa cidade que é quando Greedo, um dos caçadores de recompensas do Jabba encontra Han dentro da cantina e é morto a sangue frio pelo nosso cafajeste favorito.

Novamente, estou falando do corte de 1977. Afinal no corte de 1997 decidiram que Greedo iria atirar primeiro e errar o tiro.

Mais pontaria na próxima, Greedo.

E é por essas e outras pequenas coisas, como nosso primeiro contato com a Millenium Falcon, que eu digo que Mos Eisley tem a sequência de cenas e acontecimentos mais marcantes de Star Wars. Claro que do nosso ponto de vista como espectadores podemos achar que outras situações são mais emocionantes e memoráveis, mas tente se colocar por um segundo no lugar de Luke Skywalker.

Esse garoto da fazenda que se vê perdido e sem opções após o assassinato de seus tios e, em um único dia, conhece uma cidade nova que oferece experiências e amizades que ele vai levar para sua vida. Mos Eisley foi para Luke o último contato que ele tinha com sua vida antiga e ao mesmo tempo o primeiro contato que ele teve com tudo de novo que passou a existir em seu universo. Desde a compreensão melhor de como a Força funciona até a descoberta de uma bebida nova, para substituir aquele leite azul que ele bebeu sua vida inteira.

Que a Força esteja com vocês.

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