A Força das Mulheres em Star Wars

A Força das Mulheres em Star Wars

Star Wars teve início há 40 anos, quando era no Brasil conhecido apenas como Guerra nas Estrelas, sem número de episódio ou subtítulo. E desde 1977 o filme já mostrou que aquele universo criado por George Lucas traria uma visão para as personagens femininas de forma diferente.

Hoje, mais do que nunca, estamos vivendo uma nova revolução do empoderamento feminino, onde as mulheres, tanto atrizes quanto personagens, começam a ganhar mais espaço e igualdade em um mundo tão machista. Temos um podcast maravilhoso sobre o tema, As Mathildas, acessível a todos para saber mais sobre o local e o status que a mulher deve ocupar no universo cinematográfico e em todos os outros – spoiler – é o mesmo do homem!

Voltando a Star Wars, a ópera espacial que ganhou seu nono filme dia 14/12 deste ano ( a crítica aqui) e provou mais uma vez que a tal Galáxia muito, muito distante é constituída de personagens femininas fortes e que são elas que ditam as mudanças e que são sem qualquer sombra de dúvida a diferença fundamental para o destino de toda a galáxia e história.

Este será um pequeno guia das personagens femininas principais para a movimentação da história da saga e porque elas são bem mais importantes que os homens, desculpe Lorde Vader, mas até você terá que concordar com isso:

Princesa/General Leia Organa – Desde o primeiro filme, a personagem de Carrie Fisher se mostra muito mais que uma donzela em perigo esperando ser resgatada. É ela quem coloca os planos para destruição da Estrela da Morte no droide R2-D2, e enfrenta de cabeça erguida Darth Vader e Grande Moff Tarkin. A personagem não pensa duas vezes em pegar armas, correr atrás dos inimigos e se por na linha de frente mesmo em face de planos com grandes chances de dar errado, vide o resgate de Han Solo no início de O Retorno do Jedi.

Aliás, é em O Retorno de Jedi que temos a famigerada cena do biquíni dourado, uma sexualização da personagem e que serve também para termos ainda mais repulsa do vilão Jabba – O Hutt. A personagem evolui de Senadora para uma das fundadoras da Rebelião e torna-se ao final a líder da Resistência nestes novos filmes.

Mon Mothma – Era uma Senadora representante do planeta Chandrila na época da trilogia prequel (Episódios I, II e III) e que com a queda da República e a Ascensão do Império, foi peça fundamental para a criação da Aliança Rebelde, e foi a sua líder suprema como vimos em Star Wars – Rogue One e O Retorno de Jedi. A tradição de termos mulheres como grandes líderes de grupos que lutam contra inimigos ditatoriais comandados por homens é mantida sempre na franquia.

 

Rainha/Senadora Padmé Amidala – A trilogia prequel nos apresentou uma personagem importantíssima para a trama central da queda da República. É através do bloqueio de naves da Federação de Comércio ao pequeno planeta Naboo – que é governado em um sistema de realeza em que são escolhidas por um conselho e não têm cargo vitalício – que conhecemos Padmé Amidala (Natalie Portman). É a rainha de Naboo que tem a missão de ir até a capital da República em Coruscant e discursar informando o problema que enfrenta em seu planeta. A personagem acaba deixando o cargo de Rainha entre os episódios I e II e se torna Senadora da República, e assim como sua filha Leia, ela entra ativamente em cenas de ação mas infelizmente teve pouca participação no Episódio III, tendo ainda cenas importantes retiradas da versão original, que mostraria que ela também foi uma das primeiras a encabeçar o que seria futuramente a Rebelião.

Ashoka Tano – Essa personagem alienígena nunca apareceu nos filmes, mas foi criada na série de animação Clone Wars, que pertence ao cânone da saga (ou seja, o que aconteceu na série é válido para o filme). Ashoka é padawan (aluna) de Anakin Skywalker e ao longo das temporadas vemos toda a evolução de uma adolescente rebelde para uma jovem mulher que não teme em provar seu ponto e seus ideais mesmo que isso a coloque em confronto direto com seu mestre e a Ordem Jedi. Ela é mais uma personagem que não abaixa a cabeça para os homens e instituições comandadas por eles, e que também tem papel crucial no início da Rebelião, que vemos na série de animação Rebels.

Jyn Erso – A rebelde teve um filme inteiro para chamar de seu. Com o primeiro filme do selo “Uma História Star Wars”, Rogue One trouxe um filme inteiramente protagonizado por uma mulher, sendo que os personagens masculinos são coadjuvantes. Tivemos a oportunidade também de vermos a passagem de tempo da personagem, conhecendo-a criança e depois partindo para sua vida adulta. Jyn Erso foi interpretada por Felicity Jones e teve papel crucial para que os eventos de Star Wars – Uma Nova Esperança pudesse acontecer.

Rey – Qualquer coisa que eu possa escrever não será justo quanto à importância e graça desta personagem. Após a compra da Lucasfilm pela Disney, foram anunciados novos filmes, e com a divulgação tivemos a estreia da atriz Daisy Ridley. Rey é, em paralelo, o novo Luke Skywalker (Mark Hammil) da franquia. É ela quem faz a “jornada do herói” em O Despertar da Força, é nela que depositamos toda a nossa esperança do triunfo contra o mal. Rey é uma sucateira do planeta Jakku e que abandonada quando criança, mora sozinha e tem que ralar muito para tirar seu próprio sustento. Quando eventos a colocam na direção da Resistência, ela inicialmente fica insegura, mas aos poucos vai ganhando Força (nos dois sentidos) e mostra que mesmo presa, não precisa de ajuda de homem algum para bolar um plano de fuga. Agora em Os Últimos Jedi conhecemos muito mais da personagem, sua história e seus caminhos nos ensinamentos da religião Jedi.

Portanto, desde sua fundação, Star Wars já trouxe mulheres nos mais altos cargos de comando assim como grandes e valorosas guerreiras, e isso é um dos muitos motivos de por que mesmo depois de 40 anos essa franquia ainda encanta milhares de fãs e conseguem mais e mais a cada ano.

Que a Força esteja com Você… sempre!

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