Podcast Cinem(ação) #257: Extraordinário

Podcast Cinem(ação) #257: Extraordinário

Hoje é dia de falar de um filme que custou 20 milhões de dólares e já arrecadou 130 milhões no mundo todo, incluindo no querido Brasil, onde ficou em primeiríssimo lugar nas bilheterias: Extraordinário! O filme de Stephen Chboski com Jacob Tremblay arrancou lágrimas de milhares de pessoas e mereceu um podcast só nosso! Será que o filme é realmente Extraordinário (perdoem o trocadilho)?

Rafael Arinelli e Daniel Cury conversam com Domenica Mendes, do Perdidos na Estante (Leitor Cabuloso) e Edu Sacer, do Loggado, sobre Extraordinário. A ideia é discutir muita coisa! A forma paradoxal como o roteiro é leve e sutil mas ao mesmo tempo escorrega em alguns momentos para o dramalhão. E mais: por que as citações a Star Wars são tão legais? De que forma o filme promove a conexão entre as pessoas e passa a mensagem sobre gentileza? Será que o arco principal é mais da irmã do protagonista? Será que temos um roteiro bem elaborado em relação ao arco dramático do pequeno Auggie? Sobre tempo para confabular sobre o “momento do lago” e o “momento da cachorra” (se prepare: o podcast vem cheio de spoilers)! A atuação de Owen Wilson, das crianças, da Julia Roberts e obviamente de Sônia Braga. Ainda sobra tempo para falar sobre os momentos “autoajuda” e discutir se é válido ter os momentos com a presença da amiga da irmã do protagonista. Se a ideia é racionalizar os momentos de lágrimas saltando dos olhos, então esse é o podcast pra você! Clique no play, aproveite… e seja gentil!

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> 09m39: Repercussão

> 23m50: Pauta Principal

> 1h41m06: Plano Detalhe

> 1h47m31: Encerramento & Erros de Gravação

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  • Alexandre de Paula

    Pessoal, vocês falam que seria bom mostrar mais sobre aquele bullying que o Auggie sofreu na questão de trocar ele e pegar praga, pois precisava de mais aprofundamento. Mas segundos antes, reclamaram do aprofundamento da amiga da Via, pois acharam que não precisava pois “já tinham entendido” o lado dela. Me digam, antes do trecho dela, de onde vocês entenderam que ela sentia que tinha uma vida vazia? Pois se chegaram a isso, foi pura dedução.

    Mas vamos dizer que realmente vocês pescaram algo ali que dissesse isso sobre ela… porque não conseguiram pescar o mesmo na história do bullying já citado? Eu já tinha entendido, e pra mim não faltou nada.

    Ai me lembrei do cast sobre Baby Driver, onde vocês reclamaram da falta de aprofundamento da namorada do Baby. Lá, a história era totalmente sobre ele, e aprofundar mais a personagem dela não traria quase nada de mais pro filme, seria apenas tempo a mais no longa. Ahhh, mas agora, o tempo usado pra MIranda não precisava.

    O argumento “Tá bom filme, mas eu já entendi isso que vocês estão martelando” é um dos mais recorrentes que eu ouço aqui (dá pra fazer uma compilação). E em contrapartida, outras vezes vocês ficam pegando no pé de falta de aprofundamento, em casos que não precisam.

    Sério, decidam-se!

    Depois de acompanhar vocês a um bom tempo e por vários programas, tenho visto que às vezes vocês tem 2 pesos e 2 medidas para elogiar ou criticar um filme. Já senti essa diferença de julgamento em outros casos também. Isso inclusive é o que mais faz com que eu venha aqui só de vez em quando (não achei outro podcast que gravou sobre Extraordinário, entre os que eu ouço).

    Quem sou eu pra falar algo de pessoas que estudaram cinema, que são críticos etc… mas sou o tipo de ouvinte chatão que gosta de se expressar, desculpa rsrs

  • Daniel Lemos Cury

    Fala Alexandre!
    Primeiramente, eu digo uma coisa: você e seus comentários são sempre bem-vindos!
    Sobre a questão do Auggie, acho que tem a ver com o fato de ele ser o protagonista, diferente da “amiga da irmã dele”, cuja importância para a trama principal não é tão grande.
    Quando você diz “vocês”, imagino que tenha se referido ao Rafa! rsrs. Que eu me lembre (e me corrija se eu estiver com amnésia, hehehe), eu fui mais benevolente com os filmes, embora nem sempre eu saia em defesa dos meus argumentos devido à quantidade de coisas que temos pra falar sobre o filme (e nunca tem como esgotar um debate sobre o filme).

    Ainda que eu acredite que cada filme com sua proposta merece críticas diferentes (um por “martelar informações desnecessárias”, outro por “não se aprofundar”), eu entendo a sua posição e super aceito a sua crítica! (e tentarei melhorar com certeza)
    E por favor, continue comentando… adoramos “ouvintes chatões” , rsrs.

  • Alexandre de Paula

    Agora, focando no filme…

    Sai da sala carregando a mensagem de que o filme fala sobre “todos tem problemas, só muda o tipo”. Gostei muito da narrativa dividida entre os pontos de vista, mostrando que nessa história não existem vilões. Eu ouso dizer que se tivesse um capitulo sobre aquele amigo “riquinho” que puxava o bullying, pode ser que veríamos algo na vida dele o qual poderíamos nos identificar também (na verdade, já tivemos esse vislumbre pelo comportamento da mãe dele perante o diretor).

    Outra coisa legal que o filme causou em mim, é que o primeiro momento que chorei, foi na apresentação de teatro da Via. Comprei muito a história da pessoa que teve a atenção negligenciada, pois dentro da família existia um outro problema que tomava toda a atenção dos pais. Não quero entrar no mérito de problemas maiores do que outros, mas cada um tem uma determinada força e seu determinado apoio, para lidar com seu determinado problema.

    Por vezes o filme acaba sendo muito expositivo e talvez poderia tirar a cena do bullying daqueles garotos aleatórios no acampamento, mas nada que estrague a experiência.
    Sim, o filme é mais leve do que esse tipo de história poderia ser, mas isso para que o foco da mensagem seja a gentileza e caráter, e não o drama daquele problema do Auggie.

    Valeu pelo programa e pelo debate!

  • Rafael Arinelli

    Grande @disqus_5XoaYYFr9j:disqus !!! Cara, sempre bom debater filmes com pessoas que estão dispostas a argumentar. Isso enriquece ainda mais nossa experiência com o filme…

    Vou tentar comentar tudo que falou… mas vamos ler seu comentário no Podcast #258 ok?

    Primeiramente, na minha visão é totalmente diferente encarar o Auggie e a Amiga da Via na história. O Auggie é o protagonista, ele é o canalizador das histórias, por isso seria necessário ter mais aprofundamento nos sentimentos dele, porque é importante para o expectador sentir o que ele sente. A Amiga da Via é um personagem terciária, e ter um espaço para ela no filme é desnecessário.

    Sobre a vida vazia dela, eu acho que o filme deixa muito claro isso quando ela diz sentir inveja da amiga. E ela diz isso quase que textualmente. Foi dedução sim, mas o filme te induz a isso…

    É importante desenvolver cada personagem no seu espaço. O filme é sobre um garoto que tem um problema e toca a vida das pessoas, e não sobre uma menina que tem uma amiga que tem um irmão que tem problemas e toca a vida das pessoas. Entende?

    Quando você compara Extraordinário com Baby Drive, acho totalmente diferente. Como falei anteriormente, a Amiga da Via (que é tão rasa que nem lembro o nome) é um personagem terciária, e a namorada do cara de Baby Drive é secundária, ou seja, existem personagem que precisam de aprofundamento para trazer um fator de mudança para a história e para o protagonista. No caso de Baby Drive, ela é um agente motivador para ele, e aqui, a Amiga é completamente desnecessária para a história.

    Então, basicamente, cada filme precisa ser analisado a parte, por isso é difícil comparar um filme com outro. Quando você fala que em alguns filmes nós reclamamos de profundidade e em outros nós achamos que tem profundidade demais, é porque é exatamente isso, não tem como pasteurizar os filmes, precisam ser analisados um a um e entender qual é o grau de “profundidade perfeita”.

    Quando você fala de “2 pesos e 2 medidas”, eu acho que todo mundo faz isso, eu, o @daniellemoscury:disqus e qualquer convidado. Como falei, filmes não podem ser analisamos simplesmente porque são filmes, mas cada filme tem uma mensagem diferente, uma montagem diferente, um contexto diferente. Então para mim, é totalmente normal o julgamento mudar de um filme para o outro. Acho que diferente do que você falou, eu critico os filmes como obras soltas, independentes. Posso usar exemplos de outros filmes para indicar pontos que eu acho que poderiam melhorar aquele filme por si só.

    Resumindo, quando você pede para nos “decidirmos”, vou te dizer para que se prepare, pois não vamos nos decidir. Pois analisamos obra a obra, e o contexto dos filmes influenciam muito em sua análise. Então não seremos nós que vamos colocar qualquer filme em um pacote só, e padronizar as críticas. Vamos continuar com 2 peses e 2 medidas… 3 pesos e 3 medidas… e por aí vai…rs – olhando para eles de forma independente.

  • Alexandre de Paula

    Realmente Daniel, você sempre demonstra boa vontade pra levantar a bola dos filmes, foi mal pela generalização rsrs

    Mas é isso ai, continuarei vindo aqui sim…inclusive, já to esperando o programa sobre The Last Jedi.

    Abraço!

  • Rafael Arinelli

    Levando em consideração que o @disqus_5XoaYYFr9j:disqus fala “vocês” varias vezes no comentário… então no mínimo eu fui provocativo né? rs

    Mas já me expliquei… eu avalio filme a film… uns precisam de mais profundidade, outros não… não consigo colocar tudo em um mesmo patamar sem analisar o contexto…

    Então vou continuar sendo 2 pesos e 2 medidas…

  • Alexandre de Paula

    Legal Rafael, gostei da exposição do seu ponto, ainda que eu permaneça discordando de uma coisinha ou outra rsrs
    Quando eu trouxe Baby Driver como exemplo, foi porque ainda acho que aprofundar mais a personagem da Deborah não traria tantos benefícios assim, já que ela foi apenas um gatilho para o Baby agir. Acredito que todo bom cineasta coloca na balança o “tempo que ele precisa pra desenvolver cada personagem” X “ganho para a produção”… e ai ele vê se vale a pena investir ou não. Não sou cineasta, mas pensei como o Wrigth e acho que não valia a pena naquele caso.

    Pode parecer que não, mas também penso que os filmes devem ter avaliações diferenciadas conforme seu contexto. Quando faço esse tipo de comparação entre filmes, pego coisas bem especificas ali no meio. Mas agora pensando bem no que você falou e na forma como enxerguei os 2 filmes, eu vejo que é tudo uma questão de percepção pessoal sobre o que esperamos daquela mensagem. Tem coisas que através de uma simples frase já fica claro pra alguns (por causa de sua bagagem e experiências anteriores) e pra outros precisa que algo mais seja apresentado.

    Mas valeu ai pela atenção e pela discussão.

  • Rafael Arinelli

    Cara, é isso aí. Acho que disse tudo. A percepção pessoal conta muito nessas horas. E mesmo que estudemos cinema e tal, estamos falando de uma arte né? Ela se conecta com cada um de uma forma diferente. Por isso quando gravamos o podcast tentamos trazer pessoas com experiências diferentes, pois cada um vai sentir o filme de uma forma única.

    Alexandre, muito obrigado pelo comentário meu velho. Espero te ver mais por aqui!