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Crítica: Floresta Maldita (2016)

Floresta Maldita tem uma premissa delicada e interessante, mas a execução deixa a desejar

Ficha técnica:
Direção: Jason Zada
Roteiro: Nick Antosca, Sarah Cornwell, Ben Ketai
Elenco: Natalie Dormer, Taylor Kinney, Eoin Macken, Yukiyoshi Ozawa
Nacionalidade e lançamento: EUA, 2016 (17 de março de 2016 – lançado no Brasil diretamente em DVD e Netflix)

Sinopse: Sara recebeu a notícia que a irmã gêmea, que mora no Japão, talvez tenha cometido suicídio ao entrar em uma floresta onde tal prática é comum. Sara vai em busca da irmã, mas terá que lutar contra forças poderosas para poder encontrá-la.

Floresta Maldita

Infelizmente o suicídio é uma realidade constante no Japão, tendo um dos maiores índices do mundo. O final do ano fiscal, depressão, isolamento tecnológico e até o primeiro dia de aula são as principais causas. A Floresta de Aokigahara é um local onde várias pessoas há décadas vão para concretizar o ato. O governo japonês até colocou uma placa com avisos em inglês e na língua local alertando os visitantes e parou de divulgar os números para não incentivar que mais pessoas entrem na região com aquele intuito.

Floresta Maldita usa dessa mórbida questão para estabelecer o mote do longa. A instável Jess, após um passeio escolar, não é localizada. Como alguns dias se passaram, as autoridades locais não tem mais esperanças. No entanto, Sara ainda acredita que pode resgatar a irmã com vida. Por serem gêmeas, há uma conexão muito forte entre ambas e é isso que também motiva Sara, ela não ter sentido o “silêncio” que denotaria o falecimento da irmã.

Um ingrediente fundamental na história são as lendas locais de que assombrações – mais poderosas que fantasmas comuns – atormentam a sanidade das pessoas que entram no coração da floresta, notadamente se essas pessoas carregarem algum sentimento de tristeza no coração.

Floresta Maldita

Esse fator, obviamente, será um agravante, já que Sara está com os sentimento abalados dada a ausência de notícias. As coisas estranhas que acontecem são apenas existentes na mente dela ou de fato há espíritos obsessores? Como Sara lidará com isso? Ela encontrará a irmã ou já é tarde demais? Com base nessas perguntas o suspense, junto com o terror, é estabelecido. Ambos funcionando bem, ainda que com algumas ressalvas.

Apesar de um clima propício e um certo mistério que envolve, o resultado não é positivo. As atuações não transmitem a empatia que deveríamos ter pela personagem principal. Os secundários não exigem dos atores grandes movimentos e quando se faz necessário não é entregue tal interpretação.

Floresta-Maldita

A introdução, apesar de cumprir a função de nos apresentar os elementos da história, acaba soando forçada e as relações estabelecidas artificiais – o que também é motivo para não conseguirmos ter empatia futuramente. O final, muito corrido, também perde força e acaba ficando sem o tom dramático que caberia. Há um arco envolvendo os pais das gêmeas que é mal desenvolvido e fica sem graça ao entregar na primeira cena o que acontece.

A falta de sutileza, aliás, permeia toda a obra. Se o terror fosse mais sugerido o resultado poderia ser melhor. Outro problema é que diversos momentos estão na história porque sim. Parece que é só para encher linguiça ou forçar um contexto. A protagonista ter o modus operandi de filmes terror, ou seja fazer coisas que fogem da lógica, irrita. Pode-se argumentar que na situação não há como se exigir lógica, ainda assim a coisa sai dos trilhos.

Floresta Maldita carece de elementos técnicos em alto nível. A trilha, fotografia, design de produção e direção estão apenas ok. Não comprometem, mas são esquecíveis. Aliado aos problemas do roteiro e atuação, faz com que o longa não tenha o viço de um A Bruxa ou Invocação do Mal 2, lançados também este ano.

 

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