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Crítica: Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina (2016)

Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina tem as crianças um pouco mais crescidas, mas uma história bem mais infantil que o filme anterior.

Ficha técnica:
Direção: Mauricio Eça
Roteiro: Márcio Alemão, Mirna Nogueira
Elenco Adulto: Rosanne Mulholland, Miá Mello, Elke Maravilha, Noemi Gerbelli, Paulo Miklos, Oscar Filho
Elenco Infantil: Jean Paulo Campos, Larissa Manoela, Maísa Silva, Matheus Ueta, Nicholas Torres, Stefany Vaz
Nacionalidade e lançamento: Brasil, 07 de julho de 2016

Sinopse: uma famosa cantora, amiga da professora Helena, convida as crianças da escola Mundial para fazer um show. Durante os ensaios Maria Joaquina é sequestrada pela terrível dupla de malfeitores Gonzales e Gonzalito. Eles colocarão a coragem das crianças em jogo propondo vários desafios para elas.

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Semana passada publicamos a crítica da primeira adaptação de Carrossel para as telonas. Carrossel: O Filme (2015), mesmo com todos os problemas, é um bom filme – claro que muito mais aproveitado pelas crianças. Como o longa foi um sucesso de bilheteria, a sequência seria inevitável. Um ano depois já chega aos cinemas Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina.

Todo o elenco infantil e adulto está de volta. Agora com o acréscimo da Rosanne Mulholland (Professora Helena) e da Victoria Diniz (Bibi), ambas ausentes do filme anterior dado os contratos com outras emissoras. Além de Miá Mello, com um papel importante, há a participação especial de Elke Maravilha em uma simulação canhestra da velha surda – personagem icônico do semanal A Praça é Nossa.

Os bandidos que raptaram Maria Joaquina são velhos conhecidos do outro filme. A trama agora se resume a desafios que as crianças têm que cumprir para salvar a “querida” amiga. Em algo que se assemelha a uma gincana de escola. Tal elemento é a pior coisa do filme, uma das poucas partes realmente ruins – o problema é que o filme quase todo é isso.

Disputar um jogo de futsal com o Falcão ou um luta de sumô contra um cara enorme pode soar absurdo, mas a grande questão é que as atividades, além de bobas, são mal executadas cinematograficamente. Nem os próprios personagens/atores acreditam naquilo e não vemos um senso de urgência. Para tornar o filme leve muitas brincadeiras são inseridas na trama. Entendo que não dá para fazer um longa sombrio, mas seria muito mais honesto colocar as crianças em uma atividade em um acampamento – tal como no filme anterior – do que como detetives e única esperança de salvar a amiga.

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Há um recurso usado na comunicação entre os bandidos e as crianças que ele liga ao mesmo tempo para todas. Em uma tentativa de ser moderno, acaba soando repetitivo e simplesmente fraco (e tem tecnologia para fazer isso?). Mas o desempenho da dupla de vilões está bom e a química deles melhorou. O Oscar Filho em especial nos traz momentos bem engraçados – até para o público adulto.

Outro grande problema aqui é a personagem da Miá Mello. Tudo nela é errado. À parte uma cantora que não canta, o visual extravagante sem motivo, o papel dela na história (motivações ruins), o desempenho da atriz é sofrível. Fica completamente destoante e inferior a qualquer criança.

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O elenco infantil, aliás, continua com muita química e algumas cenas entre eles são boas – o fato deles atuarem juntos na novela, seriado e no filme anterior ajuda. Os atores claramente se divertem em cena. As descobertas amorosas também funcionam. Poderiam investir mais nesse ponto. Os pequenos estão crescendo e na primeira cena na escola isso fica claro.

Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina parece que foi feito às pressas e tem uma história bem fraca. A premissa é ruim, o desenvolvimento é repetitivo e a conclusão, além de óbvia, não traz uma clímax eficaz. As músicas ficaram mais artificiais e o filme parava para tocá-las, diferente do longa anterior. Para as crianças, que forem muito fãs, pode ser que valha. O aproveitamento para os adultos é muito baixo. Procurando Dory é uma opção que dosa MUITO melhor o divertimento para toda a família

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