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Crítica: Norm e os Invencíveis (2016)

Norm e os Invencíveis é vencido pelo roteiro clichê e uma animação datada.

Ficha técnica:
Direção: Trevor Wall
Roteiro: Daniel Altiere, Steven Altiere, Malcolm T. Goldman, Jamie Lissow
Elenco (vozes): Rob Schneider, Heather Graham, Ken Jeong, Bill Nighy, Colm Meaney
Nacionalidade e lançamento: EUA, 2016 (31 de março de 2016 no Brasil)

Sinopse: um peculiar urso polar, capaz de falar a linguagem dos humanos, tem que viajar para os EUA. A peculiar viagem é para salvar a terra dele, ameaçada por um malvado investidor que quer construir casas no Ártico.

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Algumas animações nos acostumaram mal (ou bem). Toy Story, Rei Leão, Wall-e entre vários outros exemplos se apresentaram tão ou mais eficazes para os adultos que para as crianças. A temporada 2015-2016 nos brindou com mais longas de ótima qualidade nesse sentido: Divertida Mente, O Menino e o Mundo, Zootopia e (a surpresa do ano) Angry Birds.

Norm e os Invencíveis claramente tem uma pegada mais infantil, sem se preocupar muito com os pais que estão levando os filhos ao cinema e esquecendo que estes também são um público-alvo, até comercialmente falando (quantos bonecos do Buzz Lightyear você não vê por aí?). O longa apresenta algumas referências, apenas nominais, a diretores como Hitchcock e Kubrick. Além disso há uma rápida cena simulando os músicos que continuaram tocando mesmo quando o Titanic estava prestes a afundar. E um sábio pássaro chamado Sócrates. Fora isso pouco há de elementos que possa atrair algum interesse.

A história poderia se prestar a uma mensagem ecológica de “salve as geleiras”. Mas o enredo é posto de forma tão equivocada que o ponto central fica perdido em meio a tentativas de subtramas. Um quase romance, um filme dentro do filme, o verdadeiro valor de um rei, a escola de superdotados, um emprego que gera infelicidade e mais alguns tantos. O ensinamento para as crianças acaba sem força e abordado de forma artificial.

Há um certo carisma em Norm e os Invencíveis justamente nos personagens título. Norm começa como um desengonçado urso e vai demonstrando ser forte e inteligente. Essa transformação não se dá de forma tão natural. Ainda assim, ele convence como protagonista e gera empatia do público. Já os “invencíveis” são lêmingues que tem como grande característica se assemelharem aos Minions (espero que eles não ganhem espaço para um filme próprio, tal como a versão “original” amarelada).

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O roteiro não traz nada de novo: há o herói improvável, o vilão caricato, a redenção… os diálogos são fracos. Uma ou outra piada funciona, é verdade, mas o todo é sofrível. Os elementos musicais, com uma dança estranha/divertida de Norm, ficam meio deslocados e são mal aproveitados.

Na parte técnica, o ritmo é bom e não apresenta barrigas e não acelera demais. As músicas, analisadas separadamente, são genéricas, porém funcionam. Agora a animação em si é um insulto a nossa inteligência. Parece que a coisa foi feita a toque de caixa e tem alguns erros grotescos e desenhos mal acabados, como a pelagem dos ursos e o design do animal – por vezes lembrando cachorros. As partes bonitas são datadas e também sem criatividade.

Norm e os Invencíveis esteve nos cinemas brasileiros em abril e arrecadou pouco mais de 50 mil ingressos, um fracasso. Agora o longa chega na Netflix e pode ser uma diversão para uma criança pequena. Para um adulto o resultado é bem diferente… Só não fica como pior animação do ano de forma disparada, pois No Mundo da Lua apresenta defeitos parecidos.

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