Crítica: Truque de Mestre: O 2º Ato (2016) - Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema

Crítica: Truque de Mestre: O 2º Ato (2016)

Truque de Mestre: O 2º Ato é a ilusão de um bom filme.

Ficha técnica:
Direção: Jon M. Chu
Roteiro: Ed Solomon
Elenco: Mark Ruffalo, Jesse Eisenberg, Morgan Freeman, Daniel Radcliffe, Lizzy Caplan, Dave Franco, Woody Harrelson, Michael Caine
Nacionalidade e lançamento: EUA, 2016 (09 de junho de 2016)

Sinopse: após os eventos do primeiro Truque de Mestre (2013), os 4 cavaleiros se reúnem novamente e se veem em meio a eventos que colocam em cheque a própria reputação e a crença deles.

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Truque de Mestre (2013) tem dois arcos bem distintos. A primeira parte tem estilo e encanta. A segunda traz uma ação boba e pueril. O filme de 2016, Truque de Mestre: O 2º Ato – subtítulo tão ruim quanto a tradução do título em português – tenta colocar em tela os elementos que funcionaram anteriormente, mas agora com o ônus da falta de novidade. Grosso modo caímos em um paradoxo: é essencial ver o primeiro para entender este segundo. Mas se você assistiu o longa de 2013 se surpreenderá com pouca coisa, talvez com nada…

Agora os 4 cavaleiros, com uma nova integrante feminina, são colocados contra a parede: alguém os ilude fazendo-os trabalhar segundo os interesses que vão contra a proposta deles. Há também um quinto elemento: Dylan Rhodes (Mark Ruffalo). O personagem tem o arco principal da história. É mostrada a “origem” dele com a morte do pai e as consequências do ocorrido. Rhodes tem que auxiliar os pupilos nesta desventura e lidar com problemas pessoais.

Truque de Mestre: O 2º Ato

Um dos problemas de Truque de Mestre 2 é falar coisas demais, o popular atirar para todos os lados, com muitas subtramas, sem espaço para aprofundá-las. Por exemplo, o mentalista Merritt McKinney tem um conflito próprio. As cenas que o envolve são até divertidas, mas soam superficiais e até desnecessárias.

Outro ponto que enfraquece o longa é a constante tentativa de surpreender. Se você sabe que vai ser surpreendido a coisa perde força de modo considerável. Além do roteiro óbvio, a montagem privilegia que o público anteveja o que vai acontecer. Ainda sobre a edição, o ritmo não ajuda a narrativa. Há uma profusão de cenas aceleradas na ânsia de maquiar uma ausência de conteúdo. Tem uma cena de luta com cortes constantes e a câmera fechada que deixa a coisa bem confusa. E quando, ao longo da narrativa, o freio é puxado a sensação que passa é de inutilidade.

Todavia, alguns elementos são interessantes. O dualismo razão x “magia”, por exemplo. No primeiro filme da franquia (e creio que será uma franquia com pelo menos mais um longa) isso ficou por conta dos embates dentro do FBI entre os agentes Alma Dray e Dylan Rhodes. Aqui o elemento é reciclado. Inclusive de uma forma meio irônica. Walter é pró-ciência e antimagia e ele é interpretado por Daniel Radcliffe, que deu vida a um dos bruxos mais icônicos do cinema, o Harry Potter.

Truque de Mestre: O 2º Ato

Também com bom resultado temos a produção de algumas cenas, como uma que envolve uma carta. Os 4 cavaleiros têm que escondê-la. O resultado é visualmente divertido, mas o momento perde força por ser longo demais. Novamente um problema de ritmo e direção.

O grande elenco tem pouco material para trabalhar. Mark Ruffalo e o Morgan Freeman até dão um peso às cenas. Mas não fazem nada espetacular. Vemos Michael Caine muito melhor em A Juventude que aqui, onde basicamente faz uma ponta. Lizzy Caplan, a nova integrante mulher, força demais e não tem o charme da antecessora. Woody Harrelson novamente rouba a cena, tal como no filme de 2013.

Truque de Mestre: O 2º Ato tem um roteiro bem ruim com muitas conveniências, principalmente monetárias. Viradas óbvias na trama e apesar de tentar ser grandiloquente acaba sendo vazio. O roteiro foi escrito por Ed Solomon. Apesar de ter feito MIB, ele trouxe para as telonas uma das piores adaptações de vídeo game: Super Mario (1993). A direção é bem equivocada em várias instâncias. O diretor Jon M. Chu foi responsável por coisas como: G.I. Joe: Retaliation e Justin Bieber: Never Say Never, daí entendemos muita coisa do filme…

Se Truque de Mestre de 2013 falhava por ter momentos bons e outros fracos, sendo portanto inconstante, esse problema foi resolvido… Truque de Mestre: O 2º Ato é constantemente ruim.

 

 

 

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