Crítica - Lendas da Paixão

Crítica – Lendas da Paixão

Antes de mais nada, já começo avisando que minha opinião é totalmente contrária à da maioria das pessoas: eu não gostei do filme. Mesmo sendo indicado a três Oscars, ganhando o de Melhor Fotografia (com mérito), e contando com as atuações de Brad Pitt e Anthony Hopkins, eu não consegui aumentar a minha nota para esse filme. Aviso que o último parágrafo dessa crítica contém spoilers!

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“Lendas da Paixão” (Legends of the Fall) foi lançado em 1994, baseado no conto de 1979 de mesmo nome, escrito por Jim Harrison. É um drama épico que se passa nos Estados Unidos em meados de 1900 e conta a história de um pai e seus três filhos. Hopkins interpreta o coronel Ludlow, que quis se isolar das batalhas daquela época e mudou-se para uma fazenda no interior (literalmente no meio do nada) com os seus filhos Alfred (Aidan Quinn), Tristan (Brad Pitt) e Samuel Ludlow (Henry Thomas). Porém, a curiosidade dos filhos começa a aflorar, afinal, eles estão isolados de toda civilização. E eis que chega uma mulher na história! A noiva de Samuel, Susannah (Julia Ormond), consegue despertar a atenção dos outros dois irmãos também. Agora uma simples observação aqui nessa parte. Essa mulher é realmente encantadora? Adorável? Sedutora? Talvez. Mas é completamente óbvio que ela chamaria a atenção dos rapazes, considerando que eles não possuem contato com ninguém naquele fim de mundo onde vivem. Então não, isso não é um conto de fadas, é só a realidade! Sinceramente, até agora fiquei pensando onde a “paixão” do título está representada no filme.

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Bom, o verdadeiro trama começa quando Samuel decide ir para a Primeira Guerra Mundial e seus dois irmãos o acompanham para protegê-lo. Aí a história desenrola, com os seus longos 133 minutos. Temos cenas lentas, algumas desnecessárias, e um típico roteiro de novela mexicana. Mas não culpo o diretor Edward Zwick (“O Último Samurai”), e também não tenho como culpar o escritor, visto que não li o drama.  Porém, afirmo que achei a história extremamente chata. O filme é um completo reviravolta, tudo acontece com uma naturalidade artificial e às vezes sentia vontade de dar um tapa nos personagens. A época era de 1900, as pessoas já tinham noção das coisas, não é possível.

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Para ninguém dizer que só critiquei o filme, vou justificar minhas duas claquetes. A primeira vai para as atuações impecáveis de Pitt e Hopkins. Mesmo situados em um filme ruim, as atuações acabam compensando um pouco. A segunda vai para a fotografia. O Oscar foi totalmente merecido, a fotografia é incrível. E só. Nem a trilha sonora conseguiu se salvar.

Para finalizar a minha indignação, devo falar sobre o maior spoiler do filme. Se você não quer saber, pare de ler imediatamente!

Como é possível aquela mulher ficar com os três rapazes e ninguém achar isso absurdo?! Cadê o romance do filme que eu não encontrei até agora? Cadê as cenas que fazem todo mundo chorar? Cadê a emoção? Cadê a paixão do título? Fiquei tentando encontrar um sentido para o filme, mas juro que não encontrei. Como aquele pai aceita aquela mulher o tempo todo na casa dele? É um absurdo! Para mim, o filme está mais para uma sátira do que para um romance a ser visto em um dia chuvoso. Só não foi perda de tempo porque me rendeu um texto para vocês, mesmo que esteja expressando a minha decepção. E estou disponível para críticas, já que sei que a maioria discorda fortemente comigo.

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