Crítica: Terapia de Risco

Crítica: Terapia de Risco

Para começar bem o ano, vou começar com uma crítica de um filme que foi lançado em maio de 2013! Um filme despretensioso que chegou aos cinemas sem muitas regalias e holofotes.

Dirigido por Steven Soderbergh, um diretor super conhecido por filmes de ação, drama e multi-acontecimentos, o filme “Terapia de Risco” foi escrito por Scott Z. Burns, roteirista com uma experiência grande em filmes que trabalham com várias linhas de “pensamento” como por exemplo: Contágio, O Informante e agora, mais recente, a continuação de Planeta dos Macacos, Dawn of the Planet of the Apes.

“Terapia de Risco” é um filme que cruza as com as duas linhas do Diretor e do Roteirista, ou seja, é um filme que tem um tempero forte em ação, mas que pinça multiplas histórias e tramas que se envolvem até sua solução final. É um filme tenso, envolvente e muito inteligente, principalmente se tomarmos por base, todos os dramas psicológicos que o filme envolve.

O filme é um thriller psicológico, que gira em torno da jovem Emily Hawkins (Rooney Mara), que acaba de ver o marido (Channing Tatum) ser libertado da prisão por um crime de colarinho branco. Mesmo aliviada, Emily tem crises de depressão e busca a ajuda de medicamentos prescritos para conter a ansiedade. Ela também busca amparo num tratamento psicológico, lidando com  profissionais (Jude Law e Catherine Zeta-Jones). O tratamento, por mais que comece de forma positiva, vai gerar consequências inesperadas na vida da jovem e de todos que ela convive.

O filme é estrelado por Rooney Mara, Channing Tatum, Jude Law e Catherine Zeta-Jones. Uma mescla muito bem feita entre “veteranos” e “novatos”. Rooney que foi incumbida de dar vida a Emily, já tinha chamado muito a atenção peloa sua performance em “Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”, isto porque a atriz fez a perspicaz Lisbeth Salander, a personagem feminina principal. Com uma atuação tão boa, Mara ganhou o papel de Emily e mais uma vez não fez feio. Sua atuação em “Terapia de Risco” é incrível. Além de ter que fazer uma personagem 3D, ou seja, com uma profundidade absurda, a atriz também convive com a personalidade ambígua que Emily tem, levando o espectador de ama-la a odia-la.

Outro personagem muito interessante é de Jude Law, o Dr. Jonathan Banks, que é o gatilho para que a história se desenvolva. É nele que a história começa a ganhar corpo e é com ele que ela chega a um fim. Dr. Banks é um personagem interessante, isto porque ele já tem um histórico que é explorado no filme, mas acima de tudo, é um cara que não vai deixar o assunto para lá, ele quer resolver a situação de uma vez por todas, isto o estimula a não ir atrás de soluções paliativas, mas sim de algo concreto. Esta personalidade do personagem é muito bem desenvolvida por Jude Law, que consegue dar o tom do personagem de forma honesta.

“Terapia de Risco” tem ótimo ritmo, e consegue desenvolver sua história de maneira solta e fluente. O que me incomodou um pouco no filme foi a “falta” de fotografia, ou seja, o filme tem uma Direção de Arte básica, e poderia de alguma maneira brincar melhor com soluções tradicionais como cor, textura, movimento de câmera, etc… Ou seja, é um filme que tem ótimo ritmo mais sua parte visual é apequenada. Isto para mim é um dos fatores que devem ser bem desenvolvido no filme, pois temos ali uma ferramenta visual muito forte, e quando a Direção de Arte é bem trabalhada, podemos levar o espectador a uma imersão mais profunda do filme.

Porém é interessante ver como “Terapia de Risco” tem ótimas viradas, e as sacadas dos personagens deixa o filme ser muito mais que uma pura diversão. Como um thriller que é, o filme deixa pontas soltas ao contar a história, mas com o seu desenvolvimento, vamos conseguindo entender todas as motivações e encaixes.

Sem dúvida este casamento entre Steven Soderbergh e Scott Z. Burns, deu certo, mas eu acho que esta faltando uma terceira parte neste relacionamento para “apimentar” as coisas de vez, e o nome dela é Arte Visual!

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