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Crítica: Os Vingadores

Não faz muito tempo que as HQs alimentam a grande indústria cinematográfica hollywoodiana com blockbusters todos os anos. A partir do momento em que o cinema mais rico do mundo passou a beber nas fontes da Marvel e da DC, os grandes estúdios não demoraram em garantir total controle sobre os heróis. Foi então que a Disney saiu na frente, comprou a Marvel (seguida pela Warner, que fez o mesmo com a DC) e passou a trabalhar para que os principais heróis da marca fossem reunidos em um único filme.

Viúva Negra, ou Natasha Romanoff

Após tanta expectativa, “Os Vingadores” chega aos cinemas.

Após diversos filmes “solo” dos principais heróis do grupo, o diretor Joss Whedon consegue unir Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Thor (Chris Hemsworth), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Homem de Ferro (Robert Downey Jr), Hulk (Mark Ruffalo) e Capitão América (Chris Evans) em um único filme, superando com eficiência o principal obstáculo que teria qualquer projeto assim: dar atenção merecida a todos os personagens sem causar “injustiças”. Tal mérito é duplo, já que Joss assina não só a direção, mas também o roteiro.

Enquanto a agência S.H.I.E.L.D. trabalha com um poderoso artefato vindo do mundo de Asgard, Loki (o irmão revoltado de Thor) chega à Terra com o objetivo de se tornar um grande ditador, e Nick Fury terá que conter os egos inflados de uma equipe de super-heróis que foi recrutada para salvar a terra mas tem dificuldades de trabalhar em equipe (inicialmente, é claro).

Apesar da necessidade de mostrar Nova York sendo destruída (de novo), “Os Vingadores” não soa forçado em nenhum momento e tem todos os seus elementos “mágicos” explicados bem o suficiente para criar total verossimilhança dentro do universo criado. Em nenhum momento o espectador se questiona como uma espiã “que não é soldado” consegue cair de alturas enormes e não fraturar um osso, ou como até mesmo um deus consegue desafiar as leis da gravidade (ora, ele é um deus, afinal!).

Como se não bastasse toda a capacidade de unir os heróis, o filme ainda consegue introduzir eficientemente os únicos membros da equipe que não tiveram seus filmes próprios. Não só introduz, mas os insere ativamente no primeiro ato de maneira a criar motivações em seus personagens para desejarem destruir o vilão.

O filme ainda traz momentos cômicos que se concentram no personagem (já engraçadinho) Tony Stark/Homem de Ferro, mas que dão espaço a rápidos momentos cômicos com Hulk e até mesmo com Thor, quando este faz questão de dizer que seu irmão é adotado.

É curioso notar que para “Os Vingadores” ser bem realizado, foi preciso trazer um diretor da TV para o cinema. Joss Whedon (que tem as séries “Buffy a Caça Vampiros” e “Angel” no currículo), assim como a maioria dos diretores de televisão, sabe lidar com uma gama maior de personagens, coisa que diretores de cinema não costumam fazer tão bem. No entanto, é na linguagem “televisiva” que reside um dos pequenos problemas do filme. Embora haja algumas tomadas inspiradas nas cenas de batalha, o diretor não sai da relação “plano” e “contra plano” nas cenas de diálogo, além de exagerar nos closes – tão usados na TV e tão clichês no cinema.

O filme também peca por não explicar como Bruce Banner consegue aprender “de uma hora pra outra” a se controlar em relação a seus companheiros quando transformado em monstro verde. Também é impossível não classificar como desnecessária a ida do vilão à Alemanha, onde ele exige que os alemães se curvem diante dele para, em seguida, serem defendidos pelo simbólico Capitão América, em uma referência artificial e extremamente piegas.

De qualquer maneira, “Os Vingadores” é um filme completo, com cenas de ação perfeitamente bem orquestradas, que abre as portas para os filmes com diversos heróis, e marca a história das adaptações de quadrinhos.

ATENÇÃO: o 3D convertido, apesar de muito bom, não é essencial. A cena exibida após os créditos já mostra quem será o vilão no próximo filme, caso você seja leitor dos quadrinhos (e se não for, pergunte para algum).

Nota: 05 Claquetes

 

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