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Espelho Espelho Meu – Crítica

Os contos de fadas nunca mais serão os mesmos. O mundo está em uma enorme alteração comportamental, e isso é refletido em nossas crianças. E com isso a inocência vai perdendo espaço para a curiosidade e a reflexão do universo ao redor dela. Isso pode ser sentido na recente onda de novas adaptações de clássicos infantis. Clássicos que são versões romantizadas e até mesmo infantilizadas pelos estúdios Disney em contrapartida às versões luxuriosas e sanguinárias dos contos dos irmãos Grimm.

As releituras são feitas para dar uma modernizada em antigas histórias das quais todos já sabem  o final. Na televisão temos como exemplos o seriado Grimm e o excelente Once Upon a Time, que por sua vez tem parceria com os estúdios Disney também.

No cinema, não podia ser diferente. Inicialmente devo citar uma das releituras mais antigas porém não esquecidas que é o filme Para Sempre Cinderela, estrelado por Drew Barrymore: neste filme de 1998 do diretor Andy Tennant, um filme muito bem produzido e que em seu enredo conta “a verdadeira” história de Cinderella.

Mais recentemente temos o filme A Garota da Capa Vermelha, com a atriz Amanda Seyfried no papel da Chapeuzinho Vermelho, um filme que bebe, ou pelo menos tenta beber da mesma fonte da saga Crepúsculo, amores impossíveis e mocinhas apaixonadas ao extremo.

Estreou nos cinemas nacionais no dia 06/04 o filme Espelho Espelho Meu (Mirror Mirror) uma nova visão da história de Branca de Neve e os Sete Anões. O filme dá grande ênfase à visão da Rainha Malvada, que é vivida por Julia Roberts em um papel caricato porém divertido. Lily Collins, a atriz que dá vida a Branca de Neve também atua bem, surpreendendo até mesmo nas cenas de ação.

Trata-se de um filme infantil. Não é uma história adolescente, nem nada. É um filme dirigido ao público infantil, tendo deixado isso claro tratarei de deixar minha impressão do filme.

O filme executa bem sua proposta. É uma nova visão da clássica história, com um senso de humor inocente, mas inteligente. E isso é o grande ponto forte do filme. Não foram poucas as vezes que todo o cinema caiu em gargalhadas. Grande destaque aos 7 anões, cada um com uma personalidade bem delimitada diferentemente da outra, e todos com boas cenas cômicas.

O grande ponto fraco do filme é a sua história, não sendo bem explicada, e o filme acabando de forma abrupta. Resolvendo tudo nos últimos 5 minutos, sendo que o espectador sai com mais dúvidas do que quando começou ao ver o filme.

Mas é um filme divertido, para se assistir despretensiosamente e preparado para dar boas risadas.

Nota: 3 Claquetes
 

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