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Crítica: A Minha Versão do Amor

Barney Panofsky é um judeu de 65 anos que trabalha em uma produtora de TV. Um homem bastante triste e introspectivo, que parece estar perdido na vida. Para descobrir como Barney chegou a esse ponto, “A Minha Versão do Amor” conta sua história do começo ao fim, e nos deixa claro, tudo o que o personagem passou para chegar tão decadente ao ponto de parecer tão triste.

Durante muito tempo, Barney foi em busca dos seus sonhos, e neste constavam tópicos como sucesso no trabalho, mulheres, curtição, etc… Sua vida sempre foi agitada e o produtor teve de se acomodar em um trabalho que lhe trazia tranquilidade financeira e estabilidade. Porém com o passar dos anos, Barney se casou, foi traído e traiu, perdeu e ganhou amigos, mas no meio disso, conheceu Miriam, o amor da sua vida! E então casado, trabalhando, até onde ir para ficar com a pessoa que você ama? Barney, romantico e exagerado, responde essa pergunta também.

“A Minha Versão do Amor” é um filme canadense de 2010 de comédia dramática e romance, e tem na sua direção Richard J. Lewis, diretor conhecido de seriados americanos. O filme ainda reúne Paul Giamatti no papel principal, Dustin Hoffman, Rosamund Pike, Bruce Greenwood, Scott Speedman e Mark Addy.

O filme é muito bom! Principalmente na parte da interpretação dos atores, Paul Giamatti esta ótimo, e consegue mostrar de uma forma muito profunda e clara as facetas do personagem, Dustin é inigualável, um ator completo e ainda tem um ar sarcastico que da uma riqueza toda especial a seu personagem, o pai de Barney.

“Barney’s Version” – título em inglês –  nos faz refletir sobre a vida, mostra de uma maneira muito sólida que tudo passa muito rápido, e que precisamos saber aproveitar o que realmente importa na vida, o amor, a família, as conquistas do dia-a-dia. É um filme de reflexão que tem em Barney uma caricatura do homem, que sonha, que vai atras do que deseja, mas que acima de tudo, não desiste daquilo que realmente ama.

O filme foi indicado ao Oscar 2011 como Melhor Maquiagem, e devo destacar que realmente foi feito um trabalho fantástico com os atores. A transição de tempo, os efeitos da velhice são demonstrados tanto psicologicamente quanto fisicamente. Ele também foi nomeado para o Leão de Ouro no 67º Festival Internacional de Veneza.

“A Minha Versão do Amor” é um filme tranquilo, reflexivo e de muita expressão sincera no que diz respeito a vida. Vale a pena ser assistido!

Nota: 4 Claquetes

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