Home Críticas 3 Claquetes Crítica: 360

360 é daqueles filmes que são compostos por várias tramas isoladas mas que no fim se entrelaçam. Essa temática já foi explorada e apresentada ao público, tendo até mesmo vencedores de Oscar’s entre eles, podemos citar o filme Babel e Crash – No limite como exemplos.

As tramas do filme se passam em lugares diferentes do globo, e isso não quer dizer que os personagens vão ficar apenas em seus países de origem. O ponto forte do filme é sem dúvida a trilha sonora, cada uma bem característica do país onde a subtrama está se passando ou do local de nascimento de determinado personagem. Parabéns ao sempre excelente diretor Fernando Meireles, que já mostrou ao mundo todo o seu potencial diversas vezes, vide o polêmico filme Ensaio sobre a cegueira. Outro ponto interessante é que em alguns momentos do filme a tela é dividida para o público poder ver diferentes situações que estão ocorrendo ao mesmo tempo, ponto para a direção de Meirelles.

Porém é o fato das subtramas é que o filme perde muito, pois diversas subtramas nos são apresentadas, mas ou não tem uma conclusão ou podiam ter sido melhor exploradas, até mesmo em filmes isolados.

Sem revelar spoilers sobre o filme posso dizer que no primeiro arco apresentado se passa na Áustria, em uma cidade próxima a Viena. Lá somos apresentados a Blanka (Lucia Sipisová) seu chefe inescrupuloso interpretado por Johannes Krisch e também conhecemos Anna (Gabriela Marcinkova) a irmã mais nova de Blanka, uma jovem sonhadora que adora literatura (podemos ver que ela carrega sempre o livro de Anna Karenina). O ator Jude Law, traz a parte britânica do filme, assim como sua esposa interpretada por Rachel Weisz. E é em Londres também que conhecemos os personagens brasileiros, sendo eles o fotógrafo Rui (Juliano Cazarré) em uma boa interpretação unilateral, e a ótima Laura (Maria Flor) uma das personagens mais cativantes do filme. Laura conhece no avião um homem cheio de segredos chamado John (Anthony Hopkins), e a história dele talvez é a que mais deveria ter se tornado um filme isolado e independente que com certeza lotaria as salas de cinema, ele e Maria Flor tem uma interpretação de pai e filho sendo que os dois juntos são um dos pontos fortes do filme. Outra atuação muito bem explorada e é a parte mais tensa do filme é o arco do ator Ben Foster, seu personagem acabou de sair da prisão para criminosos sexuais e está atrás de um novo e honesto começo, mas tudo pode acontecer quando ele conhece a bela brasileira Laura, em um aeroporto fechado por causa de uma forte nevasca nos Estados Unidos.

Um arco que parece um pouco fora de foco no início, mas com a excelente direção de Meireles se torna um dos mais importantes e significativos ponto forte do filme é do apaixonado muçulmano interpretado por Jamel Debbouze, que está obcecado por uma colega de trabalho casada, e que por conta da religião muçulmana ele não consegue se declarar pela bela Valentina (Dinara Drukarova), logicamente essa história de amor se passa em Paris. O marido de Valentina, interpretado por Vladimir Vdovichenkov traz um dos personagens mais complexos do filme e que acaba tendo sua história cruzada com Anna e Valentina.

360 é um bom filme, daqueles que você sairá comentando logo ao sair das salas de cinema, um filme quase em seu todo tenso, porém sua forma episódica acaba nos apresentando várias histórias interessantes, mas nenhuma tão aprofundada.

Nota: 3 Claquetes

 

 

CIN(ESTREIA)

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