Há 25 anos Peter Jackson adaptava o Senhor dos Anéis e redefinia a fantasia no cinema - Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema
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Há 25 anos Peter Jackson adaptava o Senhor dos Anéis e redefinia a fantasia no cinema

Parece que foi ontem, mas lá se vão 25 anos desde a chegada de O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel aos cinemas. Uma obra cercada de receios e expectativas viria a se tornar a definição de fantasia no cinema neste século, tirando Tolkien dos ciclos nerds e acadêmicos levando-o para a cultura popular do cinema hollywoodiano com cenas, personagens e experiências únicas na telona.

Interessante pensar que Tolkien era um autor renomado, mas de nicho: suas obras eram vistas como impossíveis de serem adaptadas, mas não vou falar das inúmeras qualidades do legendário do mestre mas sim frisar a coragem de um jovem cineasta, Peter Jackson, que saiu em busca de realizar o inimaginável e se tornou uma das maiores autoridades de Tolkien no mundo. O cineasta pegou o impossível das páginas de livros e criou um mundo que virou sinônimo da terra média na cabeça de todos.

É importante lembrar que, não fosse pelo diretor, dificilmente teríamos acesso ao mundo de Tolkien nos cinemas da forma que tivemos. A obstinação, a vontade de ser o mais fiel possível aos livros e de executar uma grande obra é o diferencial nos filmes da franquia. Diferencial tão grande que até para os exigentes fãs do mundo criado por Tolkien, Peter Jackson virou a única pessoa gabaritada para mexer no legendário. Os detalhes e cuidados com as criações para o cinema foram tão apaixonadas que a terra média que existe na cabeça das pessoas foi a criada por ele. Cada criatura, local, construção e texto foi cuidadosamente realizado para manter os filmes próximos dos livros.

Posso falar por experiência própria que cada detalhe feito pelo diretor na franquia chegou ao expectador de forma deslumbrante, desde a introdução do primeiro filme somos arrebatados pela jornada, nos tornamos parte dela, sofremos as dores, saímos da nossa realidade e vivemos a Terra Média e suas angústias que tinha seus heróis falhos e vilões que tinham peso de herói. Um super vilão que nem precisava aparecer para causar estragos e uma sensação real de que tudo estava por um fio.

Este texto é para lembrar da experiência, da solidez da aventura que só teria a sua trajetória concluída no terceiro filme mas que cada um deles tem uma jornada recompensadora para quem assistiu ou melhor, viveu a terra média. Se depois disso vieram prequels, série e futuramente mais alguns filmes é porque um cara teve uma ideia e foi até o fim para executá-la da melhor forma, sem Peter Jackson dificilmente Tolkien sairia daquele nicho de sempre e ganharia um mundo de apaixonados pela sua terra média.

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