Crítica: Kubrick por Kubrick – 44ª Mostra de São Paulo
Kubrick por Kubrick - documentário - Mostra de São Paulo

Crítica: Kubrick por Kubrick – 44ª Mostra de São Paulo

“Kubrick por Kubrick” é um documento importante para se aprofundar em um dos mais importantes cineastas que já existiram.

Ficha técnica:
Direção:  Gregory Monro
Roteiro:  Gregory Monro
Nacionalidade e Lançamento: França, 12 de abril de 2020 (44ª Mostra de São Paulo)
Sinopse:  Embora Stanley Kubrick esteja entre os cineastas mais importantes que já existiram, a chance de ouvir suas próprias palavras era muito raro. Por meio de Michel Ciment, crítico de cinema e especialista em Stanley Kubrick, temos acesso a uma série de entrevistas feitas com o realizador durante cerca de 30 anos. Aliado a arquivos cedidos pela família de Kubrick, o filme traça um retrato particular de um dos cineastas mais emblemáticos de todos os tempos.

A primeira cena do documentário francês emula o início apoteótico do clássico “2001: Uma Odisseia no Espaço”. Em seguida, vemos a apresentação que serve de mote para o filme: Stanley Kubrick foi um dos maiores diretores do cinema, mesmo com um número relativamente baixo de filmes.

Em seguida, “Kubrick por Kubrick” utiliza a imagem de um gravador para simular o play nas entrevistas em áudio que o cineasta concedeu ao crítico Michel Ciment. E este é o grande trunfo da produção de pouco mais de uma hora de duração: seu material-fonte.

O documentário também se utiliza de uma miniatura do cenário de “2001” para passear sua câmera e utilizar as imagens como respiro. Então, entre as declarações de Stanley Kubrick, vemos entrevistas – sempre de arquivo e nunca exclusivas – de atores e especialistas formulando suas impressões do cineasta e como foi trabalhar com o diretor.

Seguindo um provável trocadilho com o nome do cineasta, já que o título remete à ideia de “brick by brick” (tijolo por tijolo), acompanhamos nuances do cineasta em análises que vão passeando por cada um dos filmes que ele dirigiu.

É importante ter acesso ao conteúdo mostrado no documentário. Para cinéfilos, conhecer e debater ideias e características pessoais do diretor de “Spartacus” é sempre um prato cheio: Kubrick via a direção como um conflito, não achava que tinha de ser prazeroso, e tinha dificuldades de definir a estética de seus filmes em palavras (embora o faça).

No entanto, o documentário em si não vai além da colagem essencial. E tudo bem!

  • Nota
3.5

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