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“Most Beautiful Thing”

Most Beautiful Thing é a nova série nacional produzida pelo Netflix.

O Brasil dos anos cinquenta e sessenta, período em que o enredo da narrativa se dispõe a contar uma ficção baseada em fatos reais, de fato, afasta-se do que realmente foi o país, ou melhor, o Rio de Janeiro dessa época.

Os pormenores do argumento não interessam. Se fulana gosta de beltrano ou se ciclano largou a esposa e a deixou aos prantos, nesse ínterim, não perder-me-ei. Entretanto, atento-me ao estético modo de reflexão acerca das escolhas sucintas pela direção de arte quanto a real cidade que ficcionalmente a produção criou. Digo “criou”, porque o Brasil americanizou-se ao ser concebido, nessa série, através de um olhar colorido em demasia ao passo de até ultrapassar as cores naturais e reais do que o espaço brasileiro proporciona e sempre imprimiu no mundo.

Por conseguinte o feminismo, um assunto importante e relevante a ser discutido e debatido em qualquer que seja o produto, em Most Beautiful thing, deixa a desejar. É muito fraca sua observação sobre o tema e, a perspectiva do machismo existente e latente da ocasião, perde-se ao revelar e expor o desrespeito que o homem tem com a mulher. É muito romântico exibir uma personagem feminina deixar de seguir os conselhos do pai rico para seguir seu sonho em sair de São Paulo e viver no Rio de Janeiro para viver financeiramente de um bar de música. O conto de fadas é contado de forma a abraçar uma poesia que não existe, mas por distanciar-se do realismo, a quimera aproxima-se de algo estranho.

Penso sobre nosso papel de expectador: será que a mensagem que a narrativa cria tem por intenção nos ludibriar ou apenas nos trazer algo de novo? O clichê é bom ou ruim? Difícil responder essas perguntas, já que é tudo muito subjetivo, porém, em certa medida, nos sentimos um pouco enganados. Os personagens são debilitados. Não há uma coesão entre eles e o enredo, mas se o roteiro fosse melhor, mesmo assim na generalidade, teríamos algo melhor.

Sim, parece que só tem coisa ruim nessa série. Bom, nela ao meu ver sim, mas podemos aceitar o fato de estarmos ganhando espaço na plataforma de streaming mais famosa do mundo hoje em dia. Nossas produções têm conseguido alcançar um patamar crível de aceitação mundial, já que estamos produzindo mais, logo, that’s enough.

É a partir desse pensamento que finalizo meu parecer abreviado.

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