As Mathildas #19: Assediadores de Hollywood: como lidar?

As Mathildas #19: Assediadores de Hollywood: como lidar?

Se não é para falar de treta a gente nem grava! As Mathildas voltam com um tema bem polêmico: como lidar com os acusados de assédio de Hollywood? Vamos boicotar? Assistir sem contar para ninguém? Qual nosso posicionamento sobre esse tema? Mil questões foram levantadas após a grande revelação de assédio do produtor Harvey Weinstein. #bleh

Para discutir isso, a Grecia e a Iole chamaram a também super feminista Marília Dutra Giraudon, também autora no Cinem(ação) para falar sobre isso. Bora ouvir? Pega o fone e vem com a gente que é sucesso.

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Alguns materiais citados durante o papo foram:

Cultura das Mathildas (nossas indicações):

  • Iole: playlist As Mathildas de músicas empoderadas (no Spotify);
  • Marília: programa de TV Drag Me as a Queen (no canal E!);
  • Grecia: presta atenção se você compra algo de alguma mulher! Vamos se ajudar! o/

Citamos mais algo e não está na lista? Deixe um comentário!

Edição: ISSOaí Design Estratégico

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  • Raphael Kepler

    Saudações, Mathildas. Parabéns pelo episódio maravilhoso!
    Mesmo sendo homem, branco e hétero, me identifiquei com algumas coisas ditas.
    Vou explicar:

    Primeiramente, eu jamais direi que sou feminista ou ficarei pagando de “desconstruidão”, etc. Mas eu tive uma criação diferente de todos os amigos homens que tenho. Meu pai abandonou minha mãe quando ela ainda estava grávida e minha vó cuidou de mim até os 9 anos. Eu não tive nenhum exemplo masculino na família, e talvez por isso eu já tenha crescido com uma visão diferente em relação a mulher e “seu lugar” (que por sinal é o lugar que ELA QUISER).

    Eu via minha mãe trabalhando duro pra conseguir realizar seus sonhos, minha vó se virando nos 30 pra me dar o que comer, e ambas tinham sido traídas e abandonadas pelos seus parceiros. Eu cresci sentindo vergonha de ser homem. E até hoje eu me sinto realmente incomodado quando vejo alguns idiotas comentando idiotices.

    Eu realmente tenho raiva e preguiça de manter amizade com homens. Na escola eu só tinha amigas meninas e as via como amigas mesmo, desde aquela época já achava babaquice o papinho de “não existe amizade entre homem e mulher”. Bem, na verdade existe sim, e minhas melhores amizades foram com mulheres, e NENHUMA DELAS eu via com segundas intenções.

    Enfim, eu tô fazendo esse ‘disclaimer” aqui pra deixar claro pra todos os babaquinhas que é possível lutar contra a misoginia SIM. É possível ser homem e ser sensível com os problemas alheios. E é possível mudar sua forma de pensar. Eu não sou único e diferentão, então se eu sou assim, existem milhares que nem eu. Talvez o que falte sejam esses caras abrirem a boca e terem a coragem de falar “isso não tem graça” quando um amigo contar uma “piada” machista.

    Enfim, parabéns mesmo pelo trabalho de vocês! ♥

    GIRLS TO THE FRONT!

  • HeloRighetto

    excelente – tbem acho que assistir é perpetuar essa aceitação de abusadores soltos por aí

  • Oiê Helo! Obrigada pelo coment! <3 Volte sempre, você será sempre bem-vinda! o/

  • aaaaaaaaaa você é um fofo, Rapha! Obrigada mesmo pelo textão! Muito legal você compartilhar sua vida, seus rolês. Nós como produtores de conteúdos temos o dever de enxergar esse tipo de assunto né? E dar voz para quem não pode. Obrigada mesmo e volte sempre! O seu cast também é maravilhoso! <3

  • Oi a todas!

    Confesso que não tenho uma opinião fechada sobre assunto, provavelmente por ser homem mesmo.

    A grande questão é como a indústria cinematográfica e televisa vai se modificar com isso, ou mesmo não. Ela desde o começo do século XX espetaculizou a vida de suas celebridades e promoveu a confusão entre artistas e suas obra, como se pode ver no início do cinema com atores fazendo sempre o mesmo tipo de personagem, ou mesmo personagem, por ser mais fácil de vender o filme. Este paradigma sobre a relação intrínseca entre autor e obra ter sido deixado para trás na mesma, é uma visão romântica da arte que o cinema americano abraçou, alimentou e o ampliou.

    Como Hollywood vai lidar isso hoje? Tudo vai depender das reações de públicos e das estratégias de sobrevivência. Penso que com todas essas questões, vão acabar mudando o marketing pensando em personagens, narrativas, franquias e filmes em si, buscando descolá-los de seus atores, diretores e etc. Ao final, novamente torcer os discursos sobre arte para se proteger é sempre a melhor forma de abafarem os problemas…

    Tudo de bom!