Podcast Cinem(ação) #208: A Chegada

Podcast Cinem(ação) #208: A Chegada

A Chegada é o melhor filme de ficção científica dos últimos tempos? Confira o papo que tivemos sobre o longa que tocou nossos corações

A Chegada é o melhor filme do ano? A Chegada é o melhor filme de ficção científica dos últimos tempos? O filme se iguala a 2001: Uma Odisseia no Espaço? Se isso é exagerado, não é exagerado dizer que o filme é uma obra importante e cheia de qualidades do diretor canadense Denis Villeneuve. O filme estrelado por Amy Adams e que conta a história de uma linguista responsável por traduzir os dizeres de extraterrestres recém-chegados na Terra. O drama, que vai muito além disso e trata de comunicação, linguagem, noção de tempo e amor, exatamente como se espera de uma boa ficção científica, garante boas discussões.

Pensando nisso, Rafael Arinelli, Daniel Cury, Lucas Albuquerque e Cauê Petito – todos autores do Cinem(ação) – falam sobre o que acharam de A Chegada, dissecam diversos detalhes do filme e falam tanto sobre os assuntos técnicos, como fotografia, direção e trilha sonora, como ainda debatem sobre as questões filosóficas que tocam a todos ao longo do filme. Isso significa que eles são unânimes? Na verdade, não: há discordância em algumas coisas, especialmente no nível de profundidade da trama. Então prepare-se para um podcast cheio de coisas a serem ditas!

Aproveite para dar sua opinião sobre o filme!

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> 05m11: Repercussão

> 17m46: Pauta Principal

> 2h00m46: Encerramento & Erros de Gravação

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  • Renato Santos

    Olá pessoal, to aqui de novo… sobre o ultimo cast onde leram meu comentário sobre universo expandido, não citei Harry potter realmente porque ele meio q foge dessa “modinha” a que me referi, os livros , acredito eu, não foram escritos exclusivamente para virarem filmes, daí vc vê a qualidade e a fluidez da história.

    Quanto ao filme A chegada, vi o filme e gostei muito, ele se arrasta em alguns momentos e esses momentos (poucos ok) não justificam o arrastar, não evoluem a historia nem os personagens, a meu ver são apenas um suspense gratuito que não traz a recompensa.
    O filme é reflexivo sim, é profundo e melancólico, mas….Não achei essa obra prima que estão pintando, pode parecer reduzir o mesmo mas, se realmente analisarmos com mais frieza e precisão, o objetivo final, a lição final e q o levou à ela, é meio rasa, simples e meio forçada.
    Como uma linguagem faria mudar a percepção de tempo? é só entende-la e vc começa a ter visões do futuro? mas isso até perdoo pq afinal é um filme de ficção.

    Sem falar que esse objetivo se perde na jornada pessoal da protagonista, deixando o “objetivo principal, a resposta pra pergunta, o porque de tudo aquilo” não ter tanto impacto e ainda ter uma “explicação” rápida demais.
    E isso causa uma certa dúvida : O filme foi feito pra ser mais focado na jornada pessoal da tradutora ou na lição maior da chegada dos aliens?

    O filme se arrasta onde não deve e na hora de dar um tempinho a mais ele corre para seu final.

    Nota 8.

  • Sky

    Mais um ótimos cast, parabéns pelo trabalho! Quero falar um pouquinho sobre algo que surgiu no início da conversa, os trailers. Nos últimos anos eu tenho sentido cada vez mais que os trailers têm sido danosos para a experiência de assistir um filme. Por isso, decidi parar de vê-lo — a não ser quando não dá pra fugir, como dentro da sala de cinema. Mas no cinema, eu vejo o trailer de um filme uma ou duas vezes, dependendo da frequência e do tipo de filme que eu veja. Tenho a impressão de que o trailers são cada vez mais montados pensando no que aqueles responsáveis pela divulgação pensam que a audiência gostaria de assistir e não no que eles assistirão de fato. Isso cria um ruído péssimo e arruinou várias experiências minha no cinema.

    Eu fui ao cinema assistir à “A chegada” motivada por várias críticas positivas que pipocaram aqui e acolá, inclusive as do Cinema(ação) (que eu também evitei ler antes de ver o filme). Não vi nenhum trailer e tinha um vaga noção da sinopse. Descobri o filme ali, assistindo, e valeu cada minuto: foi uma experiência incrível. E o melhor é que ele continua com você depois que termina. Isso ficou bem claro na minha sessão; normalmente, assim que as luzes se acendem as pessoas já se levantam e vão embora, mas na minha sessão grande parte das pessoas, inclusive eu, ficou ali sentadinho um bom tempo ainda, absorvendo o que tínhamos assistido. Eu só vejo isso acontecer em filme da Marvel… por causa das cenas pós-créditos. Senti que dividi essa experiência com todas as outras pessoas naquela sala e acho que esse momento me lembrou o quanto assistir um filme no cinema é uma experiência única e insubstituível.

    [que fique claro, não acho que acompanhar divulgação vai estragar a experiência para todo mundo, é uma escolha pessoal minha que tem tido bons resultados]

  • Fernando Machado

    Fala Rafa, Dani, Lucas e Cauê… faz tempo que não apareço por aqui. Mas não podia estar ausente na discussão de uns do melhores filmes do ano.

    Não quero me repetir no que já foi discutido no programa, mas queria acrescentar algumas camadas ao filme, como por exemplo a forma como o filme trata da manipulação midiática. Não foram poucas as vezes que vimos a mídia influenciando o comportamento da população. Logo no começo do filme temos uma cena onde a mãe da Dra Louise está preocupada com as notícias, mas sua filha a acalma explicando-lhe que a mídia está noticiando algo do qual eles não sabem (chamando-os de idiotas que não sabem o que falam). Inclusive ela cita que a mesma também acompanhara o mesmo noticiário, o que me lembrou muito a monopolização da grande mídia (mesmo hoje com a internet, nem todos tem acesso, ou familiaridade recorrendo a um grande canal apenas como fonte de informação). Esse tipo de noticiário causa histeria generalizada que vimos no filme (vale um crítica ao Villeneuve na forma como ele retrata a reação da Venezuela como se fosse um bando de malucos, um pouco diferente da forma ele retrata a reação dos americanos).

    Outra coisa que me chamou a atenção é que o filme não fala apenas de comunicação e sim dos ruídos e interferências na mesma. Toda comunicação entre a Dra e os aliens sofriam ruídos e interferências, exceto quando a faz sozinha (sem interferência) o que resulta em melhores resultados e entendimento… e no final do filme…

    (SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER)

    …. quando ela quer falar com o presidente chinês, o que ela faz? Sim, ela entra uma sala de isolamento para evitar ter ruídos, interferências, e poder se comunicar de forma limpa e clara com seu interlocutor! Aplaudam Dennis Villeneuve, Eric Heisserer e Ted Chiang!

    É isso ai galera, o filme é tão bom que não to afim de falar dos problemas que me fizeram tirar-lhe o título de melhor filme do ano como a maioria vem o considerando. Mas é sem dúvida um dos melhores fácil!

    Forte abraço!

  • Daniel Lemos Cury

    Cara!! Vc percebeu umas coisas bem legais que eu não tinha pensado! Muito bom! No próximo cast esse comentário será comentado!
    E obrigado por concordar comigo de não ficar rotulando “melhor do ano”, hehehehe.

  • Daniel Lemos Cury

    Vc acertou em cheio! Eu tbm tento não ver muitos trailers, mas acabo vendo alguma coisa (ás vezes é inevitável! rsrs). Mas detesto essas mil cenas e videos liberados aos montes antes de alguns filmes! Estraga muito a experiência, de fato.
    Mas tem tanta gente q gosta, q não tem jeito…

  • Daniel Lemos Cury

    Renato, eu entendo a sua visão, e acho que ela é muito válida, especialmente quando tanta gente está elogiando. Acho que esse ano teve alguns filmes bons, mas a leva de filmes realmente bons vem agora, principalmente em janeiro, com a temporada de premiações. Vamos torcer pra virem filmes que consigam mais unanimidade que este! rsrs
    E uma coisa q eu sempre penso é na ideia de dar um tempo pro filme, e ve-lo daqui um tempo, quando “a poeira baixar”. Aí sim a gente vê como ele envelhece.

  • Júnior Souza

    Não conhecia o cinem(ação) e cheguei até aqui pq procurava podcasts sobre A Chegada.

    Gostei muito do programa de vcs. Me ajudou a compreender muitas coisas sobre esse filmaço. Acho até que esse programa é/deveria ser complementar ao filme (sem querer ser puxar saco).
    Ouvindo o podcast, só teve uma coisa que eu não concordei e que gostaria de dar a minha opinião aqui.
    Que é a tal da “representatividade” (palavrinha esta, muito na moda por conta dos dias atuais).

    Foi dito que o filme trata muito bem da representatividade feminina, quando inverte os papéis e coloca a Amy Adams como protagonista e o Jeremy Renner como seu coadjuvante, sendo um “pedaço de carne” (papel este que sempre foi das mulheres no cinema).
    É aqui que eu acho inútil levantar esse assunto.
    Até pq, se formos por esse caminho (do discurso vitimista de hoje em dia, que é feito somente para criar brigas inúteis e jogar mulheres contra homens) eu poderia dizer que o filme trata de forma bem convencional sobre alguns assuntos, como por exemplo, o fato do pai (Renner) “abandonar” a sua eventual filha com a mãe (Adams) na hora do aperto/doença-rara-incurável.
    Ou, pelo fato da Amy Adams ser a única com sensibilidade (por ser mulher) para entender e se comunicar com os aliens heptapódicos, enquanto os homens são frios e estão preocupados apenas com suas guerras particulares.
    Reparem que tudo isso, poderia ser visto como o posicionamento padrão/clichê que cabe e sempre coube a homens and mulheres.

    Vale lembrar tb que, ao longo de toda a história do cinema, sempre tivemos muitas personagens principais mulheres. Desde a personagem de E o Vento Levou, passando pela Mary Poppins, Ripley (Alien), Buffy A Caça Vampiros e etc…
    Então esse papinho bobo de representatividade e empoderamento, na minha opinião, não leva a lugar nenhum.
    O que vale são filmes bem feitos, com ótimos argumentos e com atores excelentes (homens ou mulheres, brancos ou negros e etc…)

    Abraço

  • Rafael Arinelli

    Júnior, muito legal seu comentário! Vamos lê-lo no Podcast 210!
    Por isso nem vou responder muito, só agradecer e lhe perguntar: “Como nos conheceu? Veio de onde?”

    Abraço!

  • Júnior Souza

    Tem mais ou menos uns 5 anos que descobri o maravilhoso mundo dos podcasts.
    Como eu já estou ficando velho, (quase 40) fui aos poucos, sentindo menos vontade de ouvir musica e mais vontade de procurar cultura e informação.
    Como gosto muito de cinema, descobri por acaso o jovemnerd e, a partir daí, fui descobrindo vários outros programas.
    O de vcs eu descobri meio tarde e achei via google mesmo.
    Agora já tenho mais um bom podcast pra ouvir.
    Abraço

  • Gustavo

    No final do filme só um tema vinha a cabeça: o amor de mãe. Na minha percepção a relação mãe/filha se sobressai , todo o restante é secundário.

  • ThiagoDMG

    No podcast vcs fizeram uma rápida relação entre “O Homem Duplicado” e “A Chegada”, lembrando a (medonha) aranha gigante. Acho que essa relação vai além. Pode ser entendida como uma dica sobre a estrutura não-linear do filme, já que também em “O Homem Duplicado” temos uma história contada fora de ordem (totalmente fora de ordem). Aliás, é justamente a não-linearidade do filme que cria a tensão e o drama cinematográfico.

    Em “A Chegada”, Villeneuve usa esse mesmo recurso, mas aqui tirando vantagem na nossa “bagagem cinematográfica”, que nos faz obviamente relacionar as inserções dos momentos da protagonista com a filha como “lembranças” e não como “visões”. E relacionamos imediatamente essas imagens com uma aparente tristeza. O que me lembra os famosos estudos de Kuleshov. Ou seja, será que ela estava realmente triste, ou foi a montagem do filme que nos passou essa impressão? (efeito Kuleshov) Afinal de contas, ele corta de um insert dela brincando com a filha para a Amy com cara de paisagem e sozinha. Será que se o insert fosse de uma sopa, não acharíamos que ela estava com fome? kkk

    Esse diretor está fazendo um filme mais bacana que o outro. Essa habilidade em usar “tropes” e “clichês” para nos surpreender é admirável.

  • Rafael Arinelli

    Olá @ThiagoDMG:disqus ! Fantástico o seu comentário! Gostamos tanto, e o lemos no Podcast 210! Da uma escutada lá depois e não deixe de comentar blz? Obrigado!

  • Rafael Arinelli

    @gustavofeitosa:disqus Esse é um dos sentimentos que o filme transborda. Bela observação.

  • Daniel Lemos Cury

    mto legal, Gustavo. Faz sentido se ater ao essencial do filme!