Crítica 2: Mães de Verdade – 44ª Mostra de São Paulo - Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema
Mães de Verdade - Naomi Kawase
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Crítica 2: Mães de Verdade – 44ª Mostra de São Paulo

Naomi Kawasi tinha em mãos uma poderosa história. Uma trama acerca da maternidade e seus desafios. De um lado uma mulher, a qual deseja engravidar, mas descobre que seu marido é infértil. Do outro, uma jovem de 14 anos, com uma gravidez indesejada. Seus destinos acabam se cruzando, mas por trás existem muitos dramas.

Mães de Verdade - Naomi Kawase

O esforço e a busca por acertar nesse melodrama é louvável. Mães de Verdade é um bom filme, isso é fato. Bem detalhista, a direção se esforça para tornar a narrativa atraente e envolvente, porém o resultado é um filme um tanto arrastado e com subtramas dispensáveis. Evitando um desperdício de tempo do espectador e dando maior fluidez a narrativa.

O longa poderia ter início depois de uns 40 minutos. A história inicial sobre o problema escolar acaba não tendo relação alguma com desenrolar da narrativa. Outro exemplo, uma amiga que a mete em uma enrascada com agiotas? Qual a necessidade?

Apesar dos problemas de montagem, Mães de Verdade é uma história comovente e delicada sobre adoção e gravidez na adolescência. Kawase busca humanizar seus personagens e em certos momentos – principalmente na casa da instituição que acolhe mulheres grávidas – o longa tem um tom documental, como se as atrizes estivessem narrando histórias de mulheres reais.

O desfecho das jornadas é um pouco decepcionante, ao meu ver. O roteiro opta por um final piegas e reconfortante, mas não ganha o público. Certamente o ponto alto do filme é a cena da adoção, a qual consegue transmitir um genuína emoção e impacto.

  • Mães de Verdade
3.5

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