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Precisamos falar sobre Scott Pilgrim Contra o Mundo

A história sobre ex namorados, batalha de bandas e muita pancadaria completa 10 anos em 2020, inspirado na amada série de HQs de Bryan Lee O’Malley, Edgar Wright trouxe aos cinemas as aventuras de Scott, Ramona e os 7 ex-malvados. Precisamos falar de Scott Pilgrim Contra o Mundo.

Edgar Wrigth já recebia grande notoriedade pelo seu trabalho na Trilogia de Sangue e Sorvete e, por ser fã do trabalho de Bryan, aceitou o desafio de dirigir o filme. Seu reconhecimento é merecido pois conseguiu juntar uma boa história, em um roteiro que faz referência às HQs e aos jogos de vídeo game, além das cenas de lutas bem dirigidas com diálogos que possuem a dose certa de comédia, deixando a trama se desenrolar por si só.

Obviamente, o diretor escolheu a dedo os integrantes dessa aventura, já que alguns atores são lembrados até hoje por seu trabalho no filme em questão, vale o destaque para Michael Cera (Superbad), Mary Elizabeth Winstead (Aves de Rapina), Jason Schwartzman (The Grand Budapest Hotel), Anna Kendrick, Brie Larson (Capitã Marvel) e Bill Hader (It) como a voz do narrador.

Menções honrosas também a Chris Evans (The Avengers: End Game), Aubrey Plaza (Parks and Recriation), Mae Whitman (Good Girls) e Brandon Routh (Superman Returns).

A forma de apresentação e caracterização dos sete ex-malvados é fiel aos quadrinhos se misturando de forma harmônica com as HQs, já a pontuação após cada golpe recebido, o nível de xixi de Scott e a vida extra recebida pelo personagem, lembram os jogos de vídeo game mais antigos, fazendo crescer um sentimento de nostalgia com um filme não tão antigo.

Percebemos bem de perto os erros das personagens, entendemos suas justificativas e torcemos para que tudo acabe bem no final, despertando uma identificação em todos aqueles que já sofreram por amor (ou que já derrotaram sete ex malvados). É quase impossível desassociar a pessoa do personagem, pois todos entregam uma performance excelente com trejeitos e maneirismos característicos de cada um.

É louvável comentar sobre a trilha sonora do filme, já que Scott é baixista da banda Sex-Bomb-Omb, e a história do filme começa a girar depois que o grupo consegue participar da Batalha Internacional de Bandas em Toronto, com letras profundas como da canção “Garbage Truck”, “We Are The Sex-Bomb-Omb” e a clássica composição “Ramona”.

Toda mistura de nonsense, música, lutas e ex-namorados, resultam a uma obra característica de Edgar Wrigth, com uma qualidade impar e que nos mantém presos nessa história cheia de referências ao mundo nerd com uma pitada de romance.

Você pode assistir esse filme na Netflix ou Amazon Prime, aproveite a quarentena e conheça vida na misteriosa terra de Toronto, Canadá (Scott Pilgrim namorava uma colegial).

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