Ícone do site Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema

#ConexãoSundance 2020: Sérgio (Netflix)

Sergio - filme exibido no Festival de Sundance 2020

Wagner Moura and Ana de Armas appear in Sergio by Greg Barker, an official selection of the Premieres program at the 2020 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute.rrAll photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or 'Courtesy of Sundance Institute.' Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.

#ConexãoSundance: Crítica e análise do filme Sérgio, original Netflix e estrelado por Wagner Moura.

A cobertura do Festival de Sundance 2020 será postada filme a filme, com resumos e críticas dos longas acompanhados pelo crítico Maurício Costa.

https://www.youtube.com/watch?v=YO_4UEOueb4

VEJA A COBERTURA COMPLETA DO FESTIVAL DE SUNDANCE AQUI!

Sérgio

O filme da Netflix estrelado por Wagner Moura e Ana de Armas é a cinebiografia de Sérgio Vieira de Mello, alto comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos que morreu em um ataque a bombas à sede das Nações Unidas em Bagdá, em agosto de 2003. Trabalhou na ONU por 30 anos, serviu em Ruanda, Bósnia, Timor Leste.

O filme conta a história dele e fica concentrado nos últimos 3 anos da vida dele, especialmente quando ele conhece Carolina Lerriera, último amor de sua vida, e mais tarde reconhecida como sua esposa. E também o momento em que ele vai a Bagdá. Uma escolha inteligentíssima do diretor é guiar a narrativa baseada no momento em que ele sofre o ataque e fica soterrado por um tempo. Esse tempo é usado como um momento em que ele se lembra das coisas que aconteceram em sua vida: flashbacks que vão por dois caminhos, como a construção da relação dele com Carolina e as coisas que ele fez na vida profissional.

Sim, o filme é muito bom. Mas ele tem lá os seus problemas.

Primeiramente que Wagner Moura fez um Sérgio Vieira de Mello excelente e parece outra pessoa em comparação com outros personagens de sua carreira. Ana de Armas está muito bem e todo o elenco funciona. O tom do filme é muito poético, com imagens do Rio de Janeiro, o personagem nadando no Arpoador, por exemplo. E o filme é muito respeitoso com o protagonista. O diretor, inclusive, já fez um documentário sobre Sérgio Vieira de Melo. O longa utiliza imagens documentais pontualmente.

Mas tem o problema de investir demais no melodrama. Alguns diálogos foram a um nível muito exagerado. Tem alguns outros trechos com recursos clichês, como a repetição de coisas que ele viveu, e o filme também não trata de nenhum defeito do protagonista, sem entrar muito na vida privada. Ele só coloca, colateralmente, o fato de ele ser um pai ausente que deixou os filhos crescendo com a mãe. É um retrato heroico e idealizado dele, mas teria ficado melhor se tivesse se calcado na realidade.

Nota: 4 / 5

Sinopse e Ficha Técnica:

O diplomata brasileiro das Nações Unidas Sergio Vieira de Mello tem um currículo extenso: alto comissário assistente para refugiados, representante especial do secretário-geral no Kosovo, administrador de transição em Timor-Leste. Em 2003, seu mais recente papel como alto comissário de direitos humanos o leva ao Iraque. Ocorre um inesperado e trágico acontece, forçando Sergio a refletir sobre seus 34 anos de serviço à ONU.

Competição: premiére
País: EUA
Duração: 118 min
Idioma: Inglês / Português / Espanhol / Francês
Produção: Netflix
Direção: Greg Barker
Roteiro: Craig Borten

Participam da cobertura do Festival de Sundance 2020 os seguintes sites e canais: Razão:de:Aspecto, Cinem(ação), Getro.com.br e Wanna be Nerd.

Sair da versão mobile