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Se você não assistiu One Day At a Time, eu estou triste com você

One Day at a time

Confesso fiquei um tanto quanto triste quando a Netflix soltou a seguinte nota:


“Nós tivemos a difícil decisão de não renovar One Day At A Time para uma quarta temporada. A escolha não foi fácil – passamos várias semanas tentando encontrar uma forma de fazer isso funcionar, mas no final das contas a série não tinha audiência suficiente para justificar outra temporada”

Triste porque eu considero One Day At A Time uma das séries mais importantes produzidas pela plataforma. Uma série que, nos tempos atuais, é necessária, pontual, pungente, mas leve. E é por isso também que eu estou triste com você.

One Day At A Time fala dos variados temas necessários na nossa sociedade hoje, indo da importância da saúde mental, passando por temas de uso de drogas, xenofobia, masculinidade tóxica e experiências LGBT.

E tudo isso de forma leve! Tão leve que muitas vezes você nem percebe o quanto você aprendeu ou sentiu ao assistir a um episódio. O “drama comédia” da Netflix retrata a vida de três gerações de uma família cubano-americana em Los Angeles, Califórnia: Penelope Alvarez, uma enfermeira e veterana de guerra, Lydia, sua mãe que chegou aos Estados Unidos fugida e seus filhos, Elena, uma adolescente que está se descobrindo em sua sexualidade, e Alex, um menino sendo criada por uma mãe solteira e feminista.

Trailer 2ª temporada de One Day At A Time

Então, por enquanto, eu sigo triste. Como passamos tanto tempo na Netflix e a série não teve aderência para ser renovada? Ao mesmo tempo, estou brava com a Netflix que não divulgou a série como ela merecia. Te prometo que se você fizer uma sessão de binge watching ODAAT, vai ficar chateada igual a mim.

Em tempos de ódio e preconceito, não faltam motivos pelos quais você deveria assistir One Day At A Time. A série é dramática mas com o melhor timing cômico, o elenco é incrível e conta com a Rita Moreno, além das personagens serem bem construídas, abrange questões de justiça social e dá o tom político necessário e sem exageros, além de conseguir brilhar com questões LGBTQ.

A série foi aclamada por quem assistiu, foi colocada como uma das melhores séries atuais e ainda assim cancelada prematuramente, o que me deixa com a pergunta: O que realmente importa quando falamos de conteúdo de qualidade? Quando estaremos prontos para discutir esses temas sem que eles sejam tabu? Quando estaremos prontos para encarar esse enorme leque de diversidade?

Até logo, Família Alvarez. Espero que em algum momento vocês voltem a conversar com a gente.

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