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Críticas: documentários curtas indicados ao Oscar (link para assistir)

documentários curtas indicados ao Oscar

No próximo domingo, teremos a premiação do Oscar! E uma das categorias da qual uma pessoa pode facilmente assistir a todos os filmes indicados é a de documentário em curta-metragem! Todos os documentários curtas indicados ao Oscar estão disponíveis gratuitamente no Youtube ou na plataforma Netflix: são dois “originais Netflix” (que na verdade foram comprados pelo streaming) e os outros foram publicados por seus respectivos produtores: o jornal britânico The Guardian, a publicação americana The New Yorker, e a produtora de documentários Field of Vision.

Confira os documentários curtas indicados ao Oscar e suas críticas.

Black Sheep

A produção do The Guardian conta a história de um rapaz britânico negro que conta sua experiência de vida. Enquanto ele narra sua história com tanto sofrimento, acompanhamos cenas de reconstituição. A história é forte e mostra o forte racismo no interior da Inglaterra. Com uma certa entonação de quem está atuando em alguns momentos, Cornelius Walker conta como foi crescer em um ambiente branco e racista. O interessante do que assistimos é que a saída para combater o racismo não foi lutar contra o preconceito, e sim tentar se tornar um deles. A violência que ele comete no final faz todo o sentido, dadas as circunstâncias. O filme conecta bem o problema do racismo com a necessidade de aceitação que um adolescente possui. A forma como foi filmado e a fotografia dão peso, mas também afastam. Nota: 4/5

(o vídeo tem opção de legenda apenas em inglês)

End Game – A Partida Final

Não tem como End Game não ser um documentário triste. Ele mostra o trabalho de profissionais que acompanham pacientes no fim da vida, fazendo o trabalho chamado de “cuidados paliativos”. Ao longo dos 40 minutos, acompanhamos diversas pessoas que vivem, cada uma da sua forma e com diferentes dificuldades, os últimos dias de suas vidas. O documentário é sutil e respeitoso ao acompanhar uma família que enfrenta essa dificuldade (quando a mulher que acompanhamos morre, vemos apenas o passar das pessoas do corredor), e consegue fazer o expectador pensar no quanto é importante considerar quando se vai morrer. O longa se assemelha ao outro curta, Extremis, também da Netflix que concorreu ao mesmo prêmio em 2017. Este é mais contemplativo e atende melhor ao seu propósito. Nota: 4,5/5

Assista na Netflix: https://www.netflix.com/title/80210691

Lifeboat

O filme mostra o trabalho de uma organização alemã que resgata refugiados que aparecem todos os dias no Mar Mediterrâneo tentando fugir para a Europa. No começo, é um pouco perdido, e não sabe muito bem sobre o que dizer: a vida de um dos principais organizadores do resgate, os depoimentos de algumas pessoas vítimas do tráfico humano na África, ou a forma como o resgate é feito. Depois, ele ganha força com uma reflexão profunda do “marinheiro” Jon Castle sobre a humanidade e a importância de enxergar a situação dos refugiados com o coração. É provavelmente o “mais necessário” dos filmes da categoria – ainda que o conceito de necessário seja bastante subjetivo. Nota: 4/5

(o filme não tem opções de legenda)

A Night at the Garden

Em 1939, 20 mil americanos foram ao Madison Square Garden, em Nova York, assistir a uma celebração da chegada do Nazismo na Alemanha. O filme é apenas a recuperação das imagens desta data, mostrando milhares de pessoas fazendo a saudação nazista e acompanhando um discurso antissemita, bem como o ataque a um homem que tentou em vão protestar contra o acontecimento. Saber que aquilo realmente aconteceu teria sido impactante há alguns anos. É assustador. No entanto, devido a recentes acontecimentos, não surpreende. Nota: 3,5/5

(o vídeo tem opções de legenda em português)

Period. End of Sentence. – Absorvendo o Tabu

Se o título em inglês é um trocadilho incrível com a palavra “Period”, que significa algo como “ponto final” e “menstruação” ao mesmo tempo, o título brasileiro também merece palmas: faz referência aos absorventes, personagens fundamentais do documentário, e ainda faz uma citação ao famoso documentário brasileiro “Quebrando o Tabu”. Aqui, acompanhamos história de mulheres em uma região rural da Índia que começam a fabricar um absorvente de baixo custo. Antes disso, o longa é muito feliz ao apresentar o tabu que é o assunto no país, ao mostrar homens que acham que menstruação é uma doença, mulheres que se recusam a falar sobre o assunto, entre outras situações espantosas. A história de mulheres fortes que desejam quebrar o histórico de subjugação é inspiradora. Ao mesmo tempo, o documentário é leve e esperançoso, e merece pontos por isso. Ah, e tem uma edição com cortes incríveis! Nota: 5/5

Assista na Netflix: https://www.netflix.com/title/81074663

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