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50 Mulheres Marcantes do Cinema

Para comemorar a Semana da Mulher, uma seleção de grandes mulheres que marcaram a Sétima Arte.

Sabemos que é pra lá de difícil fazer uma lista desse tipo, porque não dá para acrescentar todas em um único texto; sendo assim, muitas outras acabam ficando de fora. Então, o que se há de fazer? Começar a pensar em uma segunda, terceira, quarta parte.

Para a primeira parte não faltaram opções; e para selecionar quem entraria, pedi o auxílio da amiga Cristiane Giorgetti, que, com seu indiscutível bom gosto, passou horas fazendo as escolhas comigo. Muito obrigado, Cris. E vamos a elas…

 

Mulheres marcantes do cinema 

 

Esposa (Janet Gaynor) em “Aurora” (1927), Direção F. W. Murnau

Neste que é um dos maiores filmes mudos de todos os tempos, uma mulher quase é morta pelo marido. Ela foge, mas ele vai atrás, no intuito de reconquistá-la. Gaynor foi a primeira atriz a vencer o Oscar.

Joana D’Arc (Maria Falconetti) em “A Paixão de Joana D’Arc” (1928), direção de Carl Theodor Dreyer

A excepcional atuação de Falconetti é um dos trunfos desta produção clássica do cinema mudo, onde o revolucionário diretor Dreyer explora os últimos e angustiantes momentos da grande mártir francesa.

Susan Vance (Katharine Hepburn) em “Levada da Breca” (1938), direção de Howard Hawks

Clássico da Screwball comedy, onde Hepburn faz uma milionária atrapalhada que se encanta por um (não menos atrapalhado) paleontólogo (Cary Grant, sempre ótimo). Muita confusão e romance pela frente.

Scarlett O’Hara (Vivien Leigh) em “E o Vento Levou” (1939), direção de Victor Fleming

A inesquecível Vivien venceu seu primeiro Oscar por sua ótima atuação no papel feminino mais famoso do cinema. Scarlett é uma mulher decidida e à frente de seu tempo.

Judith Traherne (Bette Davis) em “Vitória Amarga” (1939), direção de Edmund Goulding

O papel mais trágico e difícil da carreira da lendária Bette Davis. Ela interpreta uma mulher da alta sociedade que luta contra uma grave doença. O final é um dos mais memoráveis do cinema.

Kitty Foyle (Ginger Rogers) em “Kitty Foyle” (1940), direção de Sam Wood

A grande estrela Ginger Rogers foi premiada com o Oscar por sua ótima atuação no papel de uma mulher que se vê dividida entre o amor de dois homens.

Bette Davis em “Vitória Amarga”

Belinda McDonald (Jane Wyman) em “Belinda” (1948), direção de Jean Negulesco

Mulher surda-muda chama a atenção de um bondoso médico (Lew Ayres) que se apaixona por ela. Porém, um trágico acontecimento coloca à prova o amor do médico. Inesquecível interpretação de Wyman, vencedora do Oscar.

Norma Desmond (Gloria Swanson) em “Crepúsculo dos Deuses” (1950), direção de Billy Wilder

No filme definitivo sobre o mundo do cinema, Swanson interpreta uma atriz decadente que contrata um roteirista para seu retorno triunfal às telas. Uma das mais impiedosas obras já feitas.

Georgie Elgin (Grace Kelly) em “Amar é Sofrer” (1954), direção de George Seaton)

A bela Grace Kelly foi a atriz mais premiada do ano pelo papel de uma mulher que tenta a todo custo ajudar seu marido alcoólatra (Bing Crosby) a se reerguer. Ela ainda é cortejada por um produtor (William Holden).

Vienna (Joan Crawford) em “Johnny Guitar” (1954), direção de Nicholas Ray

A dona de um bar certo dia recebe a visita de um misterioso forasteiro, o que acaba complicando ainda mais sua situação com rancheiros locais. Antológico western protagonizado por mulheres.

Barbara Graham (Susan Hayward) em “Quero Viver!” (1958), direção de Robert Wise

Acusada de um crime que não cometeu, uma mulher se vê cada vez mais perto da pena de morte, mesmo negando veementemente sua culpa. Oscar de melhor atriz para Susan.

Maria (Natalie Wood) em “Amor, Sublime Amor” (1961), direção de Robert Wise e Jerome Robbins

Neste que é um dos maiores musicais de todos os tempos, a jovem Maria vive um proibido caso de amor com o pacato Toni. Consequências terríveis, no entanto, irão afetar suas vidas.

Natalie Wood em “Amor, Sublime Amor”

Holly Golightly (Audrey Hepburn) em “Bonequinha de Luxo” (1961), direção de Blake Edwards

Audrey, em seu papel mais lembrado nas telas, interpreta uma garota de programa que se envolve com um vizinho que é escritor. Uma das comédias românticas mais célebres dos anos 60.

Anne Sullivan (Anne Bancroft) em “O Milagre de Anne Sullivan” (1962), direção de Arthur Penn

A comovente persistência de uma professora em ajudar Helen Keller, uma menina cega e surda, a se adaptar ao mundo ao seu redor. Bancroft e a garota Patty Duke foram premiadas com o Oscar.

Florence, ‘Cléo Victoire’ (Corinne Marchand) em “Cléo das 5 às 7” (1962), direção de Agnès Varda

Algumas horas na vida de Cléo, uma bela mulher que circula pelas ruas de Paris, enquanto espera o resultado de um exame. Alegria e tristeza em um dos melhores filmes da Nouvelle Vague.

Mulher (Kyôko Kishida) em “A Mulher da Areia” (1964), direção de Hiroshi Teshigahara

Um entomologista se vê preso por uma mulher em uma estranha casa cercada de areia. Ele resiste, mas tudo ali lhe parece sem saída. Um dos melhores e mais poéticos filmes japoneses de todos os tempos.

Maria (Julie Andrew) em A Noviça Rebelde (1965), direção de Robert Wise

A alegre noviça Maria vai trabalhar como governanta na casa dos Von Trapp. O lar é alterado por suas contagiantes canções. Andrews brilha neste que é um dos musicais mais queridos do cinema.

Martha (Elizabeth Taylor) em “Quem tem Medo de Virginia Woolf?” (1966), direção de Mike Nichols

Um casal aparentemente feliz revela que tudo não passa de aparência após a chegada de um casal de visitantes. Taylor (excepcional aqui) venceu o primeiro de seus dois Oscars.

Kyôko Kishida em “A Mulher da Areia”

Alice Hyatt (Ellen Burstyn) em “Alice não mora mais aqui” (1974), direção de Martin Scorsese

Uma mulher viúva, ao fugir de um homem violento, acaba indo para uma cidade distante. Ali, ela luta para reconstruir sua vida ao lado de seu filho. Oscar de melhor atriz para Burstyn, um ano depois de seu sucesso em “O Exorcista”.

Annie Hall (Diane Keaton) em “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (1977), direção de Woody Allen

A complicada relação de uma cantora iniciante com um humorista (Allen), rende alguns dos melhores momentos do cinema nos anos 70. Keaton, na melhor fase de sua carreira, levou o Oscar de melhor atriz.

Norma Rae (Sally Field) em “Norma Rae” (1979), direção de Martin Ritt

De operária de uma fábrica têxtil a sindicalista, Norma Rae segue adiante em seus objetivos e não se curva diante do poderio dos grandes empresários. Primeiro (e merecido) Oscar para Sally Field.

Mary Rose (Bette Midler) em “A Rosa” (1979), direção de Mark Rydell

Biografia disfarçada da cantora Janis Joplin. Aqui, Midler (excelente) interpreta uma cantora que, levada pelos vícios e pelos excessos, assiste a inevitável ruína de sua carreira (e vida).

Celie Johnson (Whoopy Goldberg) em “A Cor Púrpura” (1985), direção de Steven Spielberg

O drama de uma mulher vivendo seus maiores medos, encarando de frente a dura realidade de um mundo que a explora e sufoca. Whoopy em seu primeiro papel de destaque em um filme doloroso e emocionante.

Dian Fossey (Sigourney Weaver) em “Nas Montanhas dos Gorilas” (1988), direção de Michael Apted

A história real da zoóloga norte-americana Dian Fossey, que dedicou sua vida a cuidar e proteger os gorilas em regiões do Congo e Ruanda. Weaver está ótima em um papel sensível e comovente.

Sally Field em “Norma Rae”

Sarah Tobias (Jodie Foster) em “Acusados” (1988), direção de Jonathan Kaplan

Uma mulher é violentada por um grupo de homens. Sua luta por justiça não se mostra fácil. Um dos principais filmes a denunciar casos de violência contra a mulher. Primeiro dos dois Oscars de Foster.

Ada McGrath (Holly Hunter) em “O Piano” (1993), direção de Jane Campion

Uma pianista surda e muda vive os melhores e piores momentos de sua vida em uma floresta na Nova Zelândia, quando se relaciona com um vizinho. Belíssimo filme que deu o Oscar para Holly Hunter.

Marge Gunderson (Frances McDormand) em “Fargo” (1996), direção: Ethan Coen & Joel Coen

Uma policial grávida tentando solucionar um misterioso caso de sequestro e assassinato. Frances venceu o Oscar de melhor atriz por este que é o melhor trabalho dos irmãos Coen.

Rose DeWitt Bukater (Kate Winslet) em “Titanic” (1997), direção de James Cameron

Jack e Rose são jovens apaixonados; porém, ela é comprometida; e o pior: eles estão em um grande e luxuoso navio prestes a afundar. Um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos.

Dora (Fernanda Montenegro) em “Central do Brasil” (1998), direção de Walter Salles

Única atriz brasileira a concorrer ao Oscar, Fernanda Montenegro tem aqui o maior papel de sua carreira, interpretando uma escritora de cartas que embarca em uma viagem pelo Brasil na tentativa de ajudar um menino a encontrar seu pai.

Erin Brockovich (Julia Roberts) em “Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento” (2000), direção de Steven Soderbergh

Roberts (Oscar de melhor atriz) tem aqui seu papel mais notável, interpretando uma mulher determinada a levar adiante uma investigação que comprovará que uma empresa está contaminado a água de uma cidade.

Fernanda Montenegro em “Central do Brasil”

Leticia Musgrove (Halle Berry) em “A Última Ceia” (2001), direção de Marc Foster

Uma mulher tem sua vida transformada quando seu marido é condenado à morte. Ela se envolve com um policial racista. Halle, em ótima atuação, se tornou a (até o momento) única atriz negra a vencer o Oscar de melhor atriz principal.

Amélie (Audrey Tautou) em “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (2001), direção de Jean-Pierre Jeunet

Um dos filmes mais queridos do cinema francês moderno, mostrando a adorável Amèlie, que um dia resolve ajudar as pessoas, mesmo que ela sinta que lhe falta algo para ser totalmente feliz.

Frida Kahlo (Salma Hayek) em “Frida” (2002), direção de Julie Taymor

A história de uma das maiores artistas plásticas mexicanas de todos os tempos. Seus relacionamentos conturbados se destacam nessa intensa biografia estrelada e produzida por Salma Hayek.

Maggie Fitzgerald (Hilary Swank) em “Menina de Ouro” (2004), direção de Clint Eastwood

O filme que deu o segundo Oscar de direção para Clint Eastwood e o segundo Oscar de atriz para Hilary Swank conta a história de uma lutadora de boxe que vive momentos trágicos.

Chiyo (Zhang Ziyi) em “Memorias de uma Gueixa” (2005), direção de Rob Marshall

Um profundo retrato da complicada situação das gueixas na primeira metade do século 20, na figura da bela Chiyo. A linda chinesa Zhang Ziyi brilha no papel principal.

Elizabeth Bennet (Keira Knightley) em “Orgulho e preconceito” (2005), direção de Joe Wright

Elizabeth é a mais racional entre as 5 irmãs de uma família do interior da Inglaterra. Seu envolvimento com Mr. Darcy mudará sua vida. Uma das melhores adaptações do célebre romance de Jane Austen.

Halle Berry em “A Última Ceia”

Elizabeth II (Helen Mirren) em “A Rainha” (2006), direção de Stephen Frears

Quando a princesa Diana faleceu, a rainha Elizabeth evitou se manifestar publicamente a respeito da tragédia, até começar a ser pressionada. Helen venceu o Oscar de melhor por seu ótimo desempenho.

Miranda Priestly (Meryl Streep) em “O Diabo Veste Prada” (2006), direção de David Frankel

Andrea Sachs (Anne Hathaway) é uma secretária que trabalha para Miranda Priestly, uma temível executiva de moda que não facilita o trabalho de seus funcionários. Mais uma ótima interpretação de Meryl.

Édith Piaf (Marion Cotillard) em “Piaf – Um Hino ao Amor” (2007), direção de Olivier Dahan

Cottilard tem aqui uma das melhores atuações femininas da história. Ela interpreta a fantástica e sofrida cantora francesa Édith Piaf, uma mulher à frente de seu tempo.

Claireece ‘Preciosa’ Jones (Gabourey Sidibe) em “Preciosa – Uma História de Esperança” (2009), direção de Lee Daniels

A triste e forte história de uma garota vítima de preconceitos e atacada de todas as formas pelos próprios pais. Um retrato impiedoso do outro lado da ‘América dos sonhos’.

Nina Sayers (Natalie Portman) em “Cisne Negro” (2010), direção de Darren Aronofsky

Uma bailarina se vê obcecada pela dança depois que uma estranha rival entra em sua vida. Ela precisa lidar com situações que podem ou não ser reais. Portman venceu o Oscar de melhor atriz.

Aibileen Clark em “Histórias Cruzadas” (2011), direção de Tate Taylor

Centrado na figura da empregada negra Aibileen Clark, o filme expõe a sociedade racista e ‘maquiada’ dos Estados Unidos nos anos 60. Ótima atuação de Viola Davis.

Gabourey Sidibe em “Preciosa – Uma História de Esperança”

Jasmine (Cate Blanchett) em “Blue Jasmine” (2013), direção de Woody Allen

Depois de se separar do marido, uma rica mulher se vê em ruína, indo morar com a irmã. Mas sua vida conturbada causará uma série de situações conflitantes. Oscar de melhor atriz pata Blanchett.

Ryan Stone (Sandra Bullock) em “Gravidade” (2013), direção de Alfonso Cuarón  

A Doutora Ryan Stone vive momentos de aflição quando se vê sozinha depois que algo dá errado em uma missão espacial. Um dos filmes mais tensos e tecnicamente bem feitos dos últimos anos.

Cheryl Strayed (Reese Witherspoon) em “Livre” (2014), direção de Jean-Marc Vallée

Para se livrar do peso do passado, uma mulher se lança em uma viagem a pé pelo Pacific Crest Trail. O filme traz a melhor atuação da carreira de Reese Witherspoon.

Alice Howland (Julianne Moore) em “Para Sempre Alice” (2014), direção de Richard Glatzer & Wash Westmoreland

Moore venceu o Oscar por sua comovente atuação no papel de uma mulher que sofre do mal de Alzheimer, e vê sua vida desmoronar, mesmo contando com a ajuda de sua família.

Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) em “Mad Max – Estrada da Fúria” (2015), direção de George Miller

“Velozes e Furiosos 8” e “Atômica” demonstraram que Charlize é hoje uma das melhores atrizes de filme de ação da atualidade; mas é no explosivo filme de George Miller que ela mostra todo o seu potencial. 

Joy Mangano (Jennifer Lawrence) em “Joy: O Nome do Sucesso” (2015), direção de David O. Russell

Vivendo momentos de crise financeira, Joy, uma mãe solteira, resolve se aventurar no mundo das invenções. Com a oportunidade certa em mãos, ela vai em frente, tornando-se uma bem-sucedida mulher de negócios.

Sandra Bullock em “Gravidade”

Katherine Johnson (Taraji P. Henson) em “Estrelas além do tempo” (2016), direção de Theodore Melfi

Nos anos 60, Katherine e suas amigas negras disputam espaço com os brancos na NASA, sendo elas vítimas do preconceito. Em um mundo onde a competência fala mais alto, elas se destacam.

Mia Dolan (Emma Stone) em “La La Land – Cantando Estações” (2016), direção de Damien Chazelle

Uma jovem atriz em início de carreira e um músico (Ryan Gosling) se apaixonam. Um dia eles terão que escolher entre o amor e suas carreiras. Um dos melhores musicais dos últimos anos.

 

Em breve voltaremos com outras 50 mulheres que marcaram a Sétima Arte.

Até a próxima.

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