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Crítica: Pequena Grande Vida (2017)

Pequena Grande Vida

Ficha técnica:

DireçãoAlexander Payne
Roteiro:  Alexander Payne e Jim Taylor
Elenco: Matt Damon, Kristen Wigg, Hong Chau, Christoph Waltz
Nacionalidade e lançamento: EUA, 2017 (22 de fevereiro de 2018 no Brasil).

Todo mundo sabe quando um filme é mainstream, né? Ou tem o Adam Sandler ou ele vai te inserir na clássica Jornada do Herói desde o trailer. Pequena Grande Vida é um desses. Vi o trailer, entendi que o filme ia me contar a história de um cara insatisfeito com a própria vida que se jogava na aventura de diminuir de tamanho, ia passar por um processo de auto conhecimento, voltar ao ponto de partida mudado e tirar uma boa lição nisso tudo o que vivenciou. Pois bem, o filme foi exatamente isso.

O personagem principal, Paul, está na merda e detesta sua vida. Ele descobre que, se diminuir de tamanho seu dinheiro de classe média meio que multiplica seu valor e faz com que ele possa acessar a vida que sempre sonhou. Ele a esposa decidem fazer isso, afinal de contas, são muitos benefícios contra poucos malefícios. SPOILER ALERT: a esposa desiste (tá no trailer, juro que não muda a sua experiência ao ver o filme) e ele se vê de fato sozinho em um mundo novo onde, agora, tem o dinheiro que sempre quis.

Até aí o filme se mostra só mais um. Tudo o que acontece logo em seguida é o que faz dele um filme um pouquinho melhor do que esperamos 🙂 Sabe o espírito do nosso tempo? Ele ta todo lá, nesse filminho médio bem mainstream e isso é LINDO! A desconstrução das nossas certezas, as questões migratórias, de expl0ração de outras pessoas, nossa relação com o consumo e o meio ambiente… tudo retratado como reflexão comum e já como parte de um imaginário coletivo até mesmo na bolha das pessoas que vão ao cinema exclusivamente pra rir. Pode parecer precipitado ou até mesmo ingênuo da minha parte, mas saber que o se discutia apenas em bolhas há cinco anos ou menos já faz parte da discussão de todos fez com que eu saísse do cinema com um pouquinho de esperança em ver pessoas mudando, aos poucos, as formas como elas afetam o mundinho onde vivemos.

Representações sociais a parte o filme é típico de Sessão da Tarde ou afins. Você gostou de Click? Há grandes chances de que vai gostar desse aqui também. As atuações não estão brilhantes, a fotografia não é arte e o roteiro não é em nada original. Caso você não seja o louco ou louca da problematização muito provavelmente as questões acima vão todas passar despercebidas e esse vai ser só mais um filme de gente pequena, mas se quiser olhar a big picture e apreciar o que aquilo tudo significa de nós como sociedade provavelmente você vai sair do cinema com um sorriso (nem que seja o da Monalisa) no rosto.

  • Nota
2

Resumo

Representações sociais a parte o filme é típico de Sessão da Tarde ou afins. Você gostou de Click? Há grandes chances de que vai gostar desse aqui também.

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