Ícone do site Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema

Festival de Sundance 2017 – Dia 5 #ConexãoSundance

Foto: Ryan Kobane - Festival de Sundance 2017 - Dia 2

Foto do segundo dia do Festival de Sundance 2017

Festival de Sundance 2017 – Dia 5: O quinto dia do Festival de Sundance foi marcado por filmes de alta qualidade, segundo o crítico Maurício Costa, que acompanha o maior festival de cinema independente do mundo.

 

Festival de Sundance 2017 – Dia 5:

 

The Good Postman:

Documentário búlgaro que disputa na mostra de documentários estrangeiros, é um filme sobre o carteiro de uma vila minúscula no interior da Bulgária que deseja se candidatar à prefeitura da cidade. Apesar disso, o pano de fundo do documentário é a imigração Síria no país, já que a vila é muito pequena e pode se acabar. A eleição acaba girando em torno do debate sobre receber os sírios na vila, e fala sobre a xenofobia, que é algo muito forte atualmente. O mais interessante do documentário, segundo o crítico, é que ele é filmado como um filme de ficção. A fotografia e a montagem são feitas como em um filme de ficção. “Se você for ver o filme desavisado, você acha que é um filme de ficção”, explica Maurício. Existem coisas encenadas, mas os personagens são reais. Isso faz com que o doc fique muito forte, pois o júri costuma gostar desse tipo de filme.

 

Acompanhe a cobertura completa do Festival de Sundance 2017:
Dia 1
Dia 2
Dia 3
Dia 4
Dia 6

Manifesto:

Em premiére em Sundance, o filme é com a Cate Blanchett, que interpreta 3 personagens, com os quais ela encena e declama em formato de monólogo diferentes manifestos artísticos. Quem não tem conhecimento dos manifestos perde muito da fruição do filme. É um longa completamente “art house”, que foi feito inicialmente para uma mostra de arte e depois convertido em longa-metragem. Segundo Maurício, o filme é lindo, com fotografia belíssima, figurino e direção de arte idem. O que Cate Blanchett faz como atriz é para ficar muito marcado. O que torna o filme mais interessante é a ironia e o humor próprio colocado no filme: encenações em formato de aula ou de velório, ou até mesmo com uma dona de casa em volta da mesa com os filhos tornam o longa mais interessante. O manifesto surrealista tem uma encenação genial com a atriz usando um títere dela mesma. Mas não é um filme para qualquer um, reforça o crítico.

 

Beatriz At Dinner:

O terceiro filme, também em Premiére, mostra Salma Hayek como uma terapeuta holística que, ao atender uma paciente rica, o carro dela acaba quebrando e ela é convidada para ficar no jantar. Fica uma situação meio “não-dita” de um convite “obrigatório”. Como a terapeuta, que é uma imigrante mexicana, fica num local com pessoas ricas, o jantar se torna um debate sobre visões de mundo. A atuação de Hayek está muito boa e muito contida, segundo Maurício. No entanto, o filme não passa muito disso e fica apenas nestas questões, com algumas partes engraçadas e carga dramática. Nada genial, mas um bom filme.

 

78/52:

Na sessão da meia-noite, foi exibido o documentário sobre a icônica cena do chuveiro do filme Psicose. É um bom documentário, com vários atores  e diretores falando sobre Hitchcock e o filme. O filme tem boas sacadas, mas é bastante hermético, segundo o crítico. O longa faz uma análise bem complexa sobre o filme, as cenas, mas não é um filme para qualquer um, ou seja, não emociona.

 

 

Festival de Sundance 2017 – Dia 5: Participam da cobertura do Festival de Sundance 2017 os seguintes sites e canais: Razão:de:Aspecto, Cinem(ação), Conacine, Cine Drive Out, Pós-Créditos e Correio Braziliense.

Sair da versão mobile