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Crítica: The Rezort (2016)

The Rezort é um Jurassic Park sem talento e com 20 anos de atraso.

Ficha técnica:
Direção: Steve Barker
Roteiro: Paul Gerstenberger
Elenco: Dougray Scott, Jessica De Gouw, Claire Goose
Nacionalidade e lançamento: Reino Unido, Espanha e Bélgica, 2015 (Janeiro de 2017 no Brasil – lançado direto na Netflix)

Sinopse: Após a humanidade lidar com uma infestação zumbi, os seres são colocados em uma ilha para divertimento de quem pode pagar milhões para atirar em zumbis e descarregar a raiva. Por uma falha na segurança, a coisa degringola e começa uma corrida pela sobrevivência.

Genérico. Apático. Clichê. Esquecível. Se fosse para adjetivar The Rezort creio que essas seriam as melhores palavras. Sim, melhores… pois The Rezort mereceria até menos… A premissa – que não é inédita – poderia ser trabalhada de forma muito mais contundente. No longa, várias tentativas de críticas são feitas e os tipos apesar de marcados poderiam funcionar. Vide o exemplo de uma produção do mesmo subgênero, o Invasão Zumbi.

No começo somos contextualizados de que houve um surto recente e um protocolo foi ativado. Sabemos também que há alguns anos houve uma primeira onda de manifestação zumbi que devastou parte da humanidade, 2 bilhões de pessoas. Essa informações vem através de programas de televisão – o público é colocado no lugar de um espectador mudando de canal. A opção é duvidosa, fica esquisita, mas é uma das melhores coisas do filme.

Quanto aos personagens, os tipos são os mais batidos: adolescentes escandalosos, um ex-militar, um cara com um passado escuso, uma ativista e a nossa protagonista, que busca enfrentar os zumbis para exorcizar traumas passados. Além disso a empresa responsável pela organização do parque também integra o time de horror em cenas patéticas. Seja nas conveniências do terceiro arco, seja nos diálogos do primeiro – ou na falta de segurança, inexplicável….

Em filmes do gênero quando o roteiro não salva, as cenas de ação podem gerar algum divertimento. Aqui elas são apenas medíocres. Os zumbis não tem uma coerência na movimentação (apesar da explicação de os mais “frescos” serem diferentes) e até na inteligência. O confronto se resume a tiros, corridas e mordidas sem a menor emoção. Temos empatia zero pelos personagens e cada morte tem a mesma comoção de um acasalamento de jabutis. Questionar furos no roteiro, decisões erradas dos personagens e momentos totalmente incoerentes é até covardia aqui onde até as lutas são repetitivas, bobas e rasas.

Os subtextos são pessimamente trabalhados, o que não é estranho já que nem o mote principal é posto com pouca dignidade em tela. E a necessidade de abarcar vários temas afundou ainda mais… Vemos um grupo pró-zumbis, traumas pessoais, jovens bons em jogos on line de tiro e péssimos no mundo real, problemas com refugiados, consequências da guerra, capitalismo… Enfim, novamente citando Invasão Zumbi, onde há, mesmo com a tinta meio carregada, críticas e dramas familiares, porém tudo é tratado com força dramática – inclusive com muito boa vontade dá para Chamar Invasão Zumbi de um filme de Drama, enquanto em The Rezort é questionado a alcunha de filme…

Claro que é um exagero, The Rezort é sim um filme, claro… mas um dos piores longas de zumbi dos últimos tempos… e olha que a concorrência é grande.

 

  • Nota Geral
1

Resumo

The Rezort é um Jurassic Park sem talento e com 20 anos de atraso. O resultado é um dos piores filmes de zumbi dos últimos tempos…

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